terça-feira, 17 de julho de 2007

A magia interior

Ela não era nem alta, nem baixa. Nem loira, nem morena. Nem extravagante, nem recatada. Ela era, simplesmente, ela. A busca por um ideal, a eterna vontade de vencer e sua força de menina espelhavam a beleza de sua essência. Seu sorriso cativante e o seu perfume apaixonante, combinados com seu jeito único de ser, tinham um grande poder de encantar quem passasse por seu caminho.

Sua vida poderia ser tida como perfeita, não fosse um único detalhe. Detalhe este que guiava sua vida e a fazia viajar. De leste a oeste, de norte à sul, quando mergulhada na racionalidade de seu inconsciente ou quando pairava na magia de sua razão.

Que detalhe é este? Qual era o mistério ainda perdido na mente desta sonhadora? Ele era um só. Ela, simplesmente, não conseguia prever os passos de seu futuro.

O futuro, como sabido por todos à sua volta, nunca foi algo a ser compreendido. A magia e o mistério deste estranho desconhecido, nunca guiaram os pensamentos dos mais sábios aos mais espertos, pois, como eles mesmos julgavam, o futuro é um livro com páginas brancas. Impossível de ser lido às pressas se, antes de qualquer coisa, não for escrito na velocidade de sua vida.

E assim foi a luta desta bela adormecida, que estava prestes a despertar.

Não demorou muito para, quando menos esperava, conhecer algo novo. Novo, mas com a sensação de já tê-lo visto antes.

Iluminadamente misterioso e ao mesmo tempo verdadeiramente sombrio. Um desconhecido que aos poucos ia se revelando e se mostrando presente.

Aquilo que a levou a não mais temer e nem se importar com seu futuro, aquele que iria ajudá-la a escrever as páginas de seu próprio livro.

Muitos nomes são dados a ele. Das explicações mais simples, às teorias mais complexas, mas ela, com seu jeito simples de ser, decidiu chamá-lo de sua "verdadeira e única magia interior".

E ele se sentou, respirou e disse: Abra seus olhos.
E ela abriu.

E sua história começou. Déjá vu.

domingo, 1 de julho de 2007

Foi...

Foi quando você se recusou em falar comigo...
... é que meus ouvidos encontraram a voz dela.

Foi quando você se recusou em me olhar...

... é que descobri o verdadeiro brilho dos olhos dela.

Foi quando você me jogou ao chão frio...
... é que meu corpo, quente, foi levantado por ela.

Foi quando você, propositalmente, me ignorou...

... é que notei, casualmente, a presença dela.

Foi quando você disse que eu não valia nada...
... é que ela me mostrou o meu verdadeiro valor...


Foi quando você, em público, se negou me beijar...
... é que descobri os lábios dela, em particular.

Foi quando você deixou de me amar...