terça-feira, 29 de novembro de 2005
segunda-feira, 28 de novembro de 2005
domingo, 27 de novembro de 2005
O Palmeiras joga, mas hoje, a noite é do Vasco.
“Meu irmão tá estudando pra faculdade também.... ele não sai do quarto nem pra tomar banho, haha” – Mas isso foi da primeira vez. O início.
É com açúcar ou adoçante?
Putz... aquele cara de novo. Lá vem ele com aquele papo chato de vendedor feliz que dá bom dia pra todo mundo.
“Olá meus amigos, que bom vê-los novamente. E as provas? Acabaram?”
Este senhor [que ainda não sei o nome] sempre (pela segunda vez) nos atende num restaurante de frutos do mar em São Caetano – mas insistimos em comer carne - . É do tipo gentil, agradável, sorridente no limite do quase-chato.... e eu, nas máximas de minhas antecipações ignorantes, o taxaria como um mala se não o tivesse visitado novamente para agora um suco de melancia; trocado, sem dó, por um de morango com limão, trocado novamente por um de morango com laranja. Isso! Morango com laranja deve ser uma delícia – e é [foi].
“Eu já sou um cara feliz, mas hoje estou mais feliz ainda. Além de ter o amor da minha vida, fiquei sabendo que vou ser papai pela primeira vez!”
Agora comecei a entender. E não é que ele era feliz mesmo? Nada de agradar clientes só por agradar.
“Pode deixar que eu sirvo vocês.” – À francesa.
Como que um garçom pode estar sempre tão contente assim? Ele não tem cara de quem... sei lá! Cara do que? Que cara? Ahhh – preconceito de merda que habita, momentaneamente, meu ser -.
“Você ainda é apaixonado pela sua esposa?” – pergunto eu.
“Apaixonado? Ah meu filho, sou apaixonado por ela há nove anos. Seis de casado e três de namoro. Parece que nascemos um pro outro... Como eu gosto dela! Somos cúmplices, sabe? Por exemplo... um vaso [um VASO?]; eu não mudo um vaso de lugar sem falar com ela antes... é um respeito mútuo, sabe?”
Esse filé mignon deve estar duro... A colher não está dando conta. (colher?).
Um filé é muito macio pra ser cortado com faca. Pra que cortar tão rápidinho três pedaços de carne com a faca?? Ahh não, o gostoso é cortar com colher mesmo – que não corta -. A colher vai separando pequenos pedaços de carne [internos à mesma] até que quando se menos espera, eles se soltam... como numa eterna espera... como se não quisesse machucar a carne.
“Eu amo minha mulher e sou correspondido. E isso é bom demais! Quando se ama, a vida é mais alegre, a gente trabalha melhor, tudo dá certo! Pra mim não existe traição. É como se os dois se fundissem formando uma só alma.
É difícil explicar, mas eu sei que você me entende.
Olha só pra ela. Com esse sorriso, não precisa dizer mais nada.”
O cafézinho é com açúcar ou adoçante?
sábado, 26 de novembro de 2005
sexta-feira, 25 de novembro de 2005
quarta-feira, 23 de novembro de 2005
segunda-feira, 21 de novembro de 2005
domingo, 20 de novembro de 2005
quarta-feira, 16 de novembro de 2005
A descarga sempre é puxada, mas o chão nunca é limpo.
Que vontade de mijar. Como algo tão simples pode ser tão prazeroso? Se algum apresentador barrigudo de TV me perguntasse agora qual é meu sonho de consumo, eu diria: “mijar”. Só isso. Uma boa mijada consumista (!).
Chega de papo. O banheiro chegou.
Putaquepariu! Estou descalço. Que merda. Entrar num banheiro descalço é foda, mas entro assim mesmo.
A casinha está ocupada. Tem gente.
Banheiro masculino tem uma vantagem sobre o feminino – que eu ainda não entrei, mas já me falaram que é igual, exceto a vantagem -. A vantagem é que ao lado da casinha, têm umas privadas embutidas na parede. Umas 5 enfileiradas. Uma ao lado da outra.
Mas é uma privada que só dá pra mijar. Só mesmo. Nem pense em, bom, esquece. Como eu só quero fazer xixi (pra parar de falar mijar, pois já encheu o saco. haha (virou piada! – encheu o saco. haha), esta está boa.
Chego perto dessas privadas suspensas e ôôôôpa! O chão está todo molhado!!! Putaquepariudenovo! Como é possível que um imbecil não consiga acertar o alvo? Como que uma pessoa que enxerga consegue ir a um banheiro e acertar o chão? Isso sim é o cúmulo. Eu descalço e aquele chão inteiramente mijado por algum panaca que deve ter sido reprovado no exame teórico do DETRAN umas 3 vezes.
Me afasto da privada pra não pisar no molhado, miro bem no alvo e pimba! Acerto na mosca. Mas porque respinga tanto? Parece um chuveiro.
Putz, mijei no chão. Merda.
Quer saber? O bom é respingar mesmo! Que graça seria mijar sem respingar?
Nenhuma graça!
Se ninguém notar que você esteve lá, pra que então que você esteve? Pra satisfazer sua vontadezinha de merda e deixar o banheiro limpinho?
Pegue esta sua vontade-de-ser-feliz-sozinho e vai pros quintos-dos-infernos-sozinho! Ou você faz pra todo mundo saber (e pisar) ou você não faz.
Não se esqueça que daqui há 100 anos você não vai mais existir. Não mesmo!
Ou você deixa os respingos ou o banheiro nunca vai se lembrar que um dia você esteve lá, pois a descarga sempre é puxada, mas o chão nunca é limpo.
Rafael Baltresca
Quarta-feira
16/11/2005
Quem acha bonitas as luzes do túnel que passa por baixo da marginal?
Me recuso publicar este texto agora. (17/11/2005)
Quem sabe em alguns meses?
Até.
Present_Future
Alguns meses? Teria sido alguns meses se minha vida fosse tão normal quanto qualquer outra.
Mas não é. Não foi. E nunca será.
Rápido, fast. Na mosca! Quando sua alma é fisgada, séculos se transformam em segundos... não tem explicação. Simplesmente acontece.
Aqui eu abro meu coração, minha alma e deixo você entrar.
E quando eu morrer, eu quero que seja da infarto.
Não posso abrir o celular. O meu celular é daqueles que abre, que tem o flip – dizem que depois da milésima abrida, o flip quebra. Acho que não. O celular quebra antes; celular é uma grande merda. Uma bosta de uma algema eletrônica. Maldito quem inventou o SMS. -.
Bom, não posso abrir o celular. Se eu abro, eu tenho que fechar. Se eu fecho quando alguém está falando, eu desligo na cara do outro. Desta forma, se eu abro o celular – só por abrir – e fecho, pode ser que quando estiver fechando alguém possa me ligar e quando a fechada se completar desligarei o telefone na cara do outro, digo, da outra. Dela.
E o sms que não vem? Custa enviar qualquer coisa? Um simples “oi”. Ou “tchau”. Pelo menos com o “tchau” e me manco e desligo o celular. Mas nem isso. Nem um mísero “tchau” eletrônico eu recebo. Mas pode ser que ela não esteja lá, que ela não viu minha última mensagem. É isso! O celular está em algum lugar que ela não vê e não ouve! Impossível. O celular é chamado de “Mobile” justamente pois é móvel, porra!
Deve estar no bolso esquerdo da calça direita daquela mulher de esquerda. É, de esquerda! E eu devo ser pra ela de extrema direita! Por isso que sofro tanto.
Mandei um sms. Só como um pretexo ridículo de receber qualquer coisa dela. Só pra saber que ela está viva e pensou em mim em alguns instantes.
Elvis Presley é fichinha perto dessa minha melancolia que não tem fim. Melancolia infantil que acha tudo bonito, tudo lindo, que o mundo é um paraíso! Fiquei até admirando um poste na Rebouças e parabenizando seu idealizador. Elogiando um poste? Amor é sinal de loucura. Quem acha bonitas as luzes do túnel que passa por baixo da marginal? Eu acho. Eu achei quando passei por lá. E se tivesse um puta trânsito eu ficaria contente também. Por que? Sei lá porquê. Talvez quando o amor se instala no seu cérebro – cérebro mesmo, e não no coração. Pois quando tento dormir, dá pra pensar em outra coisa? – relembrando, talvez quando o amor se instala no seu cérebro ele ocupa o espaço que deveria estar sendo utilizado por inteligência. Aí você fica burro. E besta.
E o sms ainda não chegou. Desisto. ****-** o celular. ****-** sms. ****-** qualquer coisa que aumente minha angústia e melancolia....
Tradução: ****-** = foda-se.
Quem acha bonitas as luzes do túnel que passa por baixo da marginal? Eu ainda acho.
Já viu tatu-bola? Esquece a marginal. Estou falando de tatu-bola agora, especialmente os bolinhas. Tatus-bolas são umas merdinhas de bichinhos que quando a gente toca neles, eles viram uma bolinha. Normalmente cinzas.
O bichinho não faz mal a ninguém, ninguém mesmo. Mas aquela coisinha na sua mão andando é angustiante. O jeito é deixá-lo em sua mão e ficar mexendo o bichinho cinza de um lado pro outro; assim ele pensa que tem alguém tocando nele e fica sempre bolinha.... continua mexendo. Não pára. Se parar ele fica vivo e anda na sua mão. Não se distrai, não deixa ele abrir e mostrar suas perninhas gosmentas. Não pára. Olha ele de novo. Checa se está tudo bem, olha de novo, olha de novo, olha de novo, olha de novo, olha de novo, olha de novo, olha de novo, olha de novo. Eu olho de novo e ainda não chegou nada. Isso virou um pesadelo na minha vida. Já abri essa merda de flip umas 200 vezes e a porra do sms ainda não chegou.
Dá vontade de ligar e dizer: - “Custa você mandar uma única mensagem? Mesmo se for com apenas uma letra, custa???”
Deve custar. Uns 30 centavos por sms. Mas ninguém é tão pão-duro para querer economizar 30 centavos, é?
Já sei, Talvez não tenha crédito.
É isso.
Não tem nenhum crédito disponível no celular.
Não tem nenhum crédito disponível no.
Não tem nenhum crédito disponível.
Não tem nenhum crédito.
Não tem crédito.
Não tem.
Não.
Nenhum.
Perdeu todos.
Mas eu recarrego.
Rafael Baltresca
angustiado.
17/11/2005
00:47
segunda-feira, 14 de novembro de 2005
sábado, 12 de novembro de 2005
sexta-feira, 11 de novembro de 2005
segunda-feira, 7 de novembro de 2005
quarta-feira, 2 de novembro de 2005
terça-feira, 1 de novembro de 2005
Dói, mas sai. Revisado.
Tem algo mais prazeroso que assassinar uma redondinha, rosada e bela espinha?
Mesmo sabendo do monstro que você virá a ser após aquela apertada, a espinha, é uma unanimidade do sentimento de poder que se pode ter, pois você a vê, você a a oprime, você a vence. E ainda com prazer, um prazer carnal, vivo, como aquele que temos quando comemos meio quilo de chocolate ao leite acompanhado de uma coca-cola gelada às 3 da manhã.
Toda vez, eu disse toda vez que vejo aquela pasta mal-cheirosa explodindo de meu rosto e produzindo um escroto buraco de germes, uma lata de lixo em miniatura, toda vez, eu tenho a total certeza que nosso rosto, mais, nosso corpo é banhado internamente por uma camada branca inteiriça tipo polengue - que por sinal é um queijo nojento, fedido e mole. Parece que todo polenguinho já vem estragado. Observem como ele tem o mesmo cheiro de espinha. O mesmo cheiro. E sou viciado por polengue. Sempre fui - que logo será expelida sem dó. Mas nem tudo é colocado pra fora. Nem tudo.
Diariamente passam pela minha rápida cabeça milhares, bilhões, trilhões, ou simplesmente idéias minhas. Quando penso em EXECUTAR uma idéia, de colocá-la em prática, de fazer...(!), outra logo vem, não dando tempo nem de COMEÇAR a agir - obviamente é importante ter idéias, e não as censuro -.Mas antes de tê-las, o importante é fazê-las, ir pra frente e sair desta masturbação mental impossível de expelir jatos de polengue líquido.
E só tem prazer, ou ódio, ou o que quer que seja, aquele que aperta. Só dá pra ter tesão naquela porra branca explodindo no espelho do banheiro junto com o sangue vivo de espinha recém-nascida quando se aperta. Pra valer. E sem dó.
Coitado daquele que que NÃO tem espinhas... e mais coitado é aquele que TEM e não aperta.
Dói, mas sai.
Revisado.
Rafael Baltresca
Para mim mesmo.