domingo, 31 de dezembro de 2006
sábado, 30 de dezembro de 2006
Pressa para ...
Espero correndo a pressa passar
Esta, que sem pressa, me demora
Com pressa, não quero mais esperar
O futuro com pressa, depressa, agora
Desgraça de angústia que gruda e não passa
Confesso que espresso que deixe em paz
E sonho acordado, gritando calado
E o que eu mais preciso é que eu tenho demais
E se com pressa o futuro pra junto vier
E atender assim, sem mais meu pedido?
O que sem pressa virá lá depois
Quando o amanhã que não chega tiver partido?
Esta, que sem pressa, me demora
Com pressa, não quero mais esperar
O futuro com pressa, depressa, agora
Desgraça de angústia que gruda e não passa
Confesso que espresso que deixe em paz
E sonho acordado, gritando calado
E o que eu mais preciso é que eu tenho demais
E se com pressa o futuro pra junto vier
E atender assim, sem mais meu pedido?
O que sem pressa virá lá depois
Quando o amanhã que não chega tiver partido?
A dois passos do paraíso
Longe de casa
há mais de uma semana
há milhas e milhas distante
do meu amor
Será que ela está me esperando?
Fico aqui sonhando
eu vôo alto, chego perto do céu
e é quando eu saio a noite
vou andando sozinho
mas eu não entro em qualquer barra
só sigo o meu caminho
De repente rola uma canção
Ela me faz lembrar você
Eu fico louco de emoção
(ah) já eu não sei o que vou fazer
Refrão
Estou a dois passos do paraíso
(não sei se vou voltar)
Estou a dois passos do paraíso
(Talvez eu volte, ou fique por lá)
Estou a dois passos do paraíso
Não sei por que eu fui dizer bye bye
Bye bye baby bye bye (bis)
há mais de uma semana
há milhas e milhas distante
do meu amor
Será que ela está me esperando?
Fico aqui sonhando
eu vôo alto, chego perto do céu
e é quando eu saio a noite
vou andando sozinho
mas eu não entro em qualquer barra
só sigo o meu caminho
De repente rola uma canção
Ela me faz lembrar você
Eu fico louco de emoção
(ah) já eu não sei o que vou fazer
Refrão
Estou a dois passos do paraíso
(não sei se vou voltar)
Estou a dois passos do paraíso
(Talvez eu volte, ou fique por lá)
Estou a dois passos do paraíso
Não sei por que eu fui dizer bye bye
Bye bye baby bye bye (bis)
quinta-feira, 28 de dezembro de 2006
Delícia
- Vai levar champagne doutor?
- Não, só os pãezinhos mesmo.
- Que demora, estava cozinhando aqui no carro.
- Tava pegando pão fresquinho.
- Que cara é essa?
- Hã? Nada.
Ele queria mesmo é falar da angústia que sentia. Angústia de Ano Novo. Normal, sabe? (Normal nada. Nunca me senti assim.).
É. Realmente. Jorge nunca se sentira desta forma. Angustiado, um pouco deprimido e com um pouco de cólica resultante de um peru de Natal mal cozido, o Rony. (Lá em casa a gente tem mania de apelidar o peru. Coitado do Rony.)
- Comprou Coca-cola?
-
- Comprou Coca-cola?
-
- Tô falando com você. Volta pra Terra.
- Hã? Comprei pão sim.
- Que pão? Onde você tá com a cabeça, Jorge?
- Ahh Silvia, sei lá. Normalmente eu fico assim no ano novo. Não sei explicar, mas ando pensando demais. Pensar não deve ser muito bom pra cuca, não.
- Pensando em quê, amor?
- Pensando na vida. Pensando em tudo que fiz nesse ano, e, principalmente no que deixei de fazer.
- Posso lavar o vidro chefe?
- Pode. Esse ano eu vou fazer diferente. Prometo.
- Ahh, mas isso você fala todo ano, paixão.
- Eu sei, mas este vai ser diferente. Juro por Deus!
- Tá pronto chefia. Dá uma ajudinha 'pá nóis'.
- Não tenho nada.
- Como não tem cumpadi? Como é que...
O farol abrindo:
- Bom ano pra você. Depois a gente dá uma força.
Franciscleidison, o flanelinha, desejou um 'Vai se foder seu filho da puta dos infernos. Desejo que você morra queimado num incêndio na cozinha com essa vagabunda da sua mulher.', mas apenas disse:
- Bom ano pra você também.
- Entende amor? É uma vontade de fazer tudo diferente do que venho fazendo. Estou decidido.
E realmente ele estava.
- Decidido mesmo.
Plenamente decidido.
- Bem decidido.
- Amor, você já disse três vezes que está decidido.
- Eu sei, mas se esse babaca desse narrador parar de se intrometer no meio, eu consigo terminar uma frase. Assim fica impossível para o leitor entender alguma coisa.
Ok. Desculpe.
- Desculpe a puta que o pariu! Agora termina a história seu viado de merda.
Não, termina você.
- Eu não falo mais bosta nenhuma. Não quer falar, sabichão? Fique à vontade.
Tá bom, desculpe. Pode falar.
- Ai amor, ele pediu desculpa.
- Desculpa o cacete. Tá do lado dele, é? Vai lá, então, narrar o final da história.
Agora eu gostei. Come on, baby.
- Se tocar nela eu te mato, desgraçado.
Ok. Hello sweet. Intenso prazer. Eu sou o narrador.
Olá, sou Silvia.
Bom, onde estávamos?
Estávamos falando que Jorge resolveu mudar seus atos, suas promessas para 2007.
Ahh sim. E quais seriam essas mudanças?
Sei lá, você não é o narrador? Diga você?
E você veio aqui pra quê, vadia? Pra me encher o saco? Volta pra cena.
- Olha como você fala com minha mulher, seu porco. Vou enfiar essa Coca-cola no seu cu.
Cuidado com essa boca.
- Cuidado porra nenhuma, se eu te peg...
E por alguma força divina, Jorge perdeu a voz.
- hmmm hmmm hmmm hmm hmmm hmmm hmmm
- hmmm hmmm hmmm hmm hmmm hmmm hmmm
- hmmm hmmm hmmm hmm hmmm hmmm hmmm
- hmmm hmmm hmmm hmm hmmm hmmm hmmm
E além disso, Silvia começou a se despir e mostrar-se nua para os pedestres.
- Ai meu Deus. Por que estou fazendo isso?
- Não, só os pãezinhos mesmo.
- Que demora, estava cozinhando aqui no carro.
- Tava pegando pão fresquinho.
- Que cara é essa?
- Hã? Nada.
Ele queria mesmo é falar da angústia que sentia. Angústia de Ano Novo. Normal, sabe? (Normal nada. Nunca me senti assim.).
É. Realmente. Jorge nunca se sentira desta forma. Angustiado, um pouco deprimido e com um pouco de cólica resultante de um peru de Natal mal cozido, o Rony. (Lá em casa a gente tem mania de apelidar o peru. Coitado do Rony.)
- Comprou Coca-cola?
-
- Comprou Coca-cola?
-
- Tô falando com você. Volta pra Terra.
- Hã? Comprei pão sim.
- Que pão? Onde você tá com a cabeça, Jorge?
- Ahh Silvia, sei lá. Normalmente eu fico assim no ano novo. Não sei explicar, mas ando pensando demais. Pensar não deve ser muito bom pra cuca, não.
- Pensando em quê, amor?
- Pensando na vida. Pensando em tudo que fiz nesse ano, e, principalmente no que deixei de fazer.
- Posso lavar o vidro chefe?
- Pode. Esse ano eu vou fazer diferente. Prometo.
- Ahh, mas isso você fala todo ano, paixão.
- Eu sei, mas este vai ser diferente. Juro por Deus!
- Tá pronto chefia. Dá uma ajudinha 'pá nóis'.
- Não tenho nada.
- Como não tem cumpadi? Como é que...
O farol abrindo:
- Bom ano pra você. Depois a gente dá uma força.
Franciscleidison, o flanelinha, desejou um 'Vai se foder seu filho da puta dos infernos. Desejo que você morra queimado num incêndio na cozinha com essa vagabunda da sua mulher.', mas apenas disse:
- Bom ano pra você também.
- Entende amor? É uma vontade de fazer tudo diferente do que venho fazendo. Estou decidido.
E realmente ele estava.
- Decidido mesmo.
Plenamente decidido.
- Bem decidido.
- Amor, você já disse três vezes que está decidido.
- Eu sei, mas se esse babaca desse narrador parar de se intrometer no meio, eu consigo terminar uma frase. Assim fica impossível para o leitor entender alguma coisa.
Ok. Desculpe.
- Desculpe a puta que o pariu! Agora termina a história seu viado de merda.
Não, termina você.
- Eu não falo mais bosta nenhuma. Não quer falar, sabichão? Fique à vontade.
Tá bom, desculpe. Pode falar.
- Ai amor, ele pediu desculpa.
- Desculpa o cacete. Tá do lado dele, é? Vai lá, então, narrar o final da história.
Agora eu gostei. Come on, baby.
- Se tocar nela eu te mato, desgraçado.
Ok. Hello sweet. Intenso prazer. Eu sou o narrador.
Olá, sou Silvia.
Bom, onde estávamos?
Estávamos falando que Jorge resolveu mudar seus atos, suas promessas para 2007.
Ahh sim. E quais seriam essas mudanças?
Sei lá, você não é o narrador? Diga você?
E você veio aqui pra quê, vadia? Pra me encher o saco? Volta pra cena.
- Olha como você fala com minha mulher, seu porco. Vou enfiar essa Coca-cola no seu cu.
Cuidado com essa boca.
- Cuidado porra nenhuma, se eu te peg...
E por alguma força divina, Jorge perdeu a voz.
- hmmm hmmm hmmm hmm hmmm hmmm hmmm
- hmmm hmmm hmmm hmm hmmm hmmm hmmm
- hmmm hmmm hmmm hmm hmmm hmmm hmmm
- hmmm hmmm hmmm hmm hmmm hmmm hmmm
E além disso, Silvia começou a se despir e mostrar-se nua para os pedestres.
- Ai meu Deus. Por que estou fazendo isso?
- hmmm hmmmm hmmmm
- hmmm hmmmm hmmmm
- hmmm hmmmm hmmmm
ahã.. pigarreou o narrador, digo, pigarreei eu.
Voltando. E Jorge realmente resolveu mudar de comportamento. Decidido!
Antes, ele prometia que freqüentaria uma academia, mas nunca cumpria a promessa.
Agora, ele prometeu que nunca pisaria naquelas 'gyms' na vida.
Antes, ele prometia que faria uma faculdade de verdade, mas nunca cumpriu.
Agora, ele prometeu que continuaria sem saber ler e escrever pra sempre.
Antes, ele prometia que pararia de fumar e apenas beberia socialmente, mas nunca cumpriu.
Agora, ele prometeu que fumaria umas coisas mais fortes, coisa de macho.
Realmente Jorge mudou.
Agora ele cumpriu absolutamente tudo que prometeu. Admiro esse rapaz.
Ah, não posso me esquecer.
Antes, ele falava que tinha alergia de homem. Hoje...
- hmmmmm hmmmmm hmmmmm hmmmmm hmmmmm
- hmmmmm hmmmmm hmmmmm hmmmmm hmmmmm
- hmmmmm hmmmmm hmmmmm hmmmmm hmmmmm
Sabe, Silvia, se eu fumasse, acenderia um cigarro agora.
- hmmm hmmmm hmmmm
- hmmm hmmmm hmmmm
ahã.. pigarreou o narrador, digo, pigarreei eu.
Voltando. E Jorge realmente resolveu mudar de comportamento. Decidido!
Antes, ele prometia que freqüentaria uma academia, mas nunca cumpria a promessa.
Agora, ele prometeu que nunca pisaria naquelas 'gyms' na vida.
Antes, ele prometia que faria uma faculdade de verdade, mas nunca cumpriu.
Agora, ele prometeu que continuaria sem saber ler e escrever pra sempre.
Antes, ele prometia que pararia de fumar e apenas beberia socialmente, mas nunca cumpriu.
Agora, ele prometeu que fumaria umas coisas mais fortes, coisa de macho.
Realmente Jorge mudou.
Agora ele cumpriu absolutamente tudo que prometeu. Admiro esse rapaz.
Ah, não posso me esquecer.
Antes, ele falava que tinha alergia de homem. Hoje...
- hmmmmm hmmmmm hmmmmm hmmmmm hmmmmm
- hmmmmm hmmmmm hmmmmm hmmmmm hmmmmm
- hmmmmm hmmmmm hmmmmm hmmmmm hmmmmm
Sabe, Silvia, se eu fumasse, acenderia um cigarro agora.
Delícia.
Preciso
Se não puder , que seja no próximo minuto.
Se não puder, que seja na próxima hora.
Se não puder, que seja no próximo dia.
Se não puder, que seja na próxima semana.
Se não puder, que seja no próximo mês.
Se não puder, que seja no próximo ano.
Desde que hoje seja 31/12 às 23h59, domingo.
Se não puder, que seja na próxima hora.
Se não puder, que seja no próximo dia.
Se não puder, que seja na próxima semana.
Se não puder, que seja no próximo mês.
Se não puder, que seja no próximo ano.
Desde que hoje seja 31/12 às 23h59, domingo.
Compre já!
Depois do sucesso "Quem mexeu no meu Queijo?", um livro que trata de mudanças em nossa vida pessoal e empresarial...
...vem aí:
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"Quem mexeu no meu presunto?"
Um livro com dicas de como agir depois que morrer. Porque morrer é uma grande mudança!
Compre o livro e esteja pronto para morrer feliz.
"Quem mexeu no meu presunto?" , um livro da editora carne.
Já nas bancas!
E pra você que tem menos que 30 anos:
"Quem mexeu no meu presunto - light"
Assim você terá mais tempo para usufruir deste best-seller!
Compre já!
Se Camões usasse o MSN
Amorrrrrrrrrrr eh foguuu ki ardi sem si ve;
Eh firida ki doi i naum si sentiiii;
Eh um contentamentu discontenti;
Eh dor que desatina sem doer!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Eh um naum quere + que bem quereeeeeeeeeee;
Eh solitario anda por entre a genti;
Eh nunka contenta-se di contenti;
Eh cuida que se ganha em si perde ;)
Eh quere estah presu por vontadi;
Eh servi a kem venci, o vencedor;
Eh te com kem nos mata lealdadiiiiii. :)
Mas como causar podi seu favor
Nos coracaossss humanos amizadii,
Si taum contrario a si eh o mesmo amorrrrrrrrrrrrrrrr?
Eh firida ki doi i naum si sentiiii;
Eh um contentamentu discontenti;
Eh dor que desatina sem doer!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Eh um naum quere + que bem quereeeeeeeeeee;
Eh solitario anda por entre a genti;
Eh nunka contenta-se di contenti;
Eh cuida que se ganha em si perde ;)
Eh quere estah presu por vontadi;
Eh servi a kem venci, o vencedor;
Eh te com kem nos mata lealdadiiiiii. :)
Mas como causar podi seu favor
Nos coracaossss humanos amizadii,
Si taum contrario a si eh o mesmo amorrrrrrrrrrrrrrrr?
segunda-feira, 25 de dezembro de 2006
Porque a vida é feita de doces momentos...

- Meu Deus, olha o cachorro lambendo o chantilly do chão. Sai Nero, sai.
- Vem cá cachorrinho, vem. Deixa comigo.
- Tá, mas volta logo senão eu caio desse banco. E traz mais bolinhas vermelhas pra mim.
- Mãe, posso pendurar os bonecos?
- Pode meu anjo, pode.
Omar estava lá atrás do balcão empoeirado ( - É, empoeirado porque não adianta nada limpar. Construção nova. Sabe como é, né? Tem pó pra todo lado.), atrás da coleira do Nero, mas, neste momento, não pensava realmente na coleira. Olhava para Mel em cima do banco e Isis pegando os enfeites do chão. Sua vista ficava cada vez mais embaçada e só conseguia enxergar as duas mulheres da sua vida. Sempre sonhou em ter uma menina. Deus colocou esse anjinho em sua vida há apenas 4 anos. Narizinho, boquinha, bracinhos, trancinha feita pela mãe, de meia no chão e uma boina lilás que insistia em cair em seus olhinhos de dois em dois minutos. Mas ela não ligava. Adorava.
- Linda do céu, não brinca com a farinha. Omar, dá pra parar de ficar olhando e vem pegar essa menina?
- Tô indo, tô indo. Só vim pegar a...
Ele nem sabia mais o que estava procurando. Aquelas duas gelavam seu peito a cada olhada, a cada respiro.
Voltando pro salão:
- Pronto, vem cá meu doce, do jeito que você está, se sair no sol vai virar um bolo. Vamos dar um jeito nessa sujeira.
- Que tal? Ficou bom assim?
- Lindo demais. Vai lá com a mamãe, vai.
- Agora sim, isto está começando a parecer uma confeitaria de verdade.
- Amor, bonbon é com 'm'.
- Com m para você, ignorante. Riu. Bonbon é francês, xuxu. Significa pequenos doces.
- Mas você notou que não está na França?
Sim, ela sabia que não estava na França. Na verdade ela tinha um sonho de trabalhar na Itália ou França, mas não tinha noção da dificuldade que um brasileiro teria em sonhar em montar um negócio por lá. Ela está satisfeita em apenas visitar a Europa de ano em ano, mas ainda quer abrir um negócio por lá.
- Manhê, posso comer chocolate?
- Não. Você já comeu uma barra inteira hoje. Não estou na França, mas minha confeitaria vai se chamar 'Bonbon', como se estivesse lá. Com n. Você querendo ou não.
"Ahh capricorniana! Essa faz tudo que quer. Nunca liga pra minha opinião.", pensaria Omar se não fosse a admiração que teria pela mulher. Batalhadora, sonhadora e de muitas conquistas. Pensaria, mas não pensou. Pensou sim na bagunça que a pequena Isis estava fazendo com farinha, chocolate, o cachorro e a toalha nova, ganhada há três dias da melhor amiga de Mel – trazida da Europa.
- Não acredito. Pelo amor de Deus minha filha, não dá chocolate pro cachorro e nem pisa na toalha da mamãe. Vem cá, presta atenção. A próxima vez que você fiz...
- Papai, amo você.
Tombou.
Como é que três palavrinhas vindas de uma coisinha dessas podem arrebatar um marmanjo de mais de 30 anos nas costas? E ela, Isis, tinha esse poder. Carinha de anjo, jeitinho de boneca, de princesa. Esta era a Isis que aprendera cedo como deixar os pais sem saber o que dizer.
- Bom, já que ele está gostando, deixa ele comer então. Assim ele fica forte igual a você, minha flor.
- Pronto. A decoração já está feita.
Uma bola gigante de vidro cheia de chocolate do lado esquerdo da porta, um boneco de neve ao lado direito.
Logo em frente, uma vitrine refrigerada com três andares.
Primeiro andar: Bolos.
Bolo de chocolate com menta, morango com chocolate, coco com chantilly, passas ao rum com castanha e nozes e um bem pequeno recheado com mousse de maracujá e raspas de limão.
O segundo andar era reservado para as tortas. Maçã, morango, cereja, uva, creme, framboesa, chantilly, chocolate, maracujá e mais uns 7 sabores. Todos fresquinhos, feitos pela manhã.
O terceiro foi feito para os olhinhos das crianças (- Por isso que fizemos embaixo, não é Omar?). Tudo, absolutamente tudo, que você puder sonhar com chocolate estava lá. Trufa de chocolate, boneco de neve de chocolate, pokemon de chocolate, moedas de chocolate, copinhos de chocolate, licor de chocolate e algumas outras dúzias de delicias de chocolate disputavam lugar naquele espaço da vitrine.
Nas paredes, licores e vinhos de todos os sabores e todos os lugares do mudo, e o chão, pintado de azul clarinho e revestido com um plástico macio, te dava a impressão que pisava nas nuvens enquanto andava.
A confeitaria já seria de primeiro mundo se fosse apenas assim, mas Mel resolveu decorar o teto também. Bom, o teto é um caso à parte. Era normal presenciar pessoas entrando e saindo da confeitaria apenas para ficar observando a decoração do teto. Bolinhas de plástico presas em linhas finíssimas, junto com alguns personagens do Peter-pan faziam você jurar que estava num conto de fadas, onde a qualquer momento um boneco de marshmallow poderia entrar pela porta do fundo e te agarrar.
- Você acha mesmo que ela deve se chamar Isis?
- Claro que sim. Isis é nome de princesa.
- E se for homem?
- Sei lá, mas acho que vai ser menina.
- E será que ela vai querer cozinhar, como a mãe?
Assim discutia os jovens, deitados no chão, olhando pra cima, enquanto sonhavam com a confeitaria que certamente abririam após quatro anos do nascimento da menina, que aconteceria após dois anos de casados, que aconteceria após três anos de namoro, que aconteceria após algum tempo...
- Vem cá cachorrinho, vem. Deixa comigo.
- Tá, mas volta logo senão eu caio desse banco. E traz mais bolinhas vermelhas pra mim.
- Mãe, posso pendurar os bonecos?
- Pode meu anjo, pode.
Omar estava lá atrás do balcão empoeirado ( - É, empoeirado porque não adianta nada limpar. Construção nova. Sabe como é, né? Tem pó pra todo lado.), atrás da coleira do Nero, mas, neste momento, não pensava realmente na coleira. Olhava para Mel em cima do banco e Isis pegando os enfeites do chão. Sua vista ficava cada vez mais embaçada e só conseguia enxergar as duas mulheres da sua vida. Sempre sonhou em ter uma menina. Deus colocou esse anjinho em sua vida há apenas 4 anos. Narizinho, boquinha, bracinhos, trancinha feita pela mãe, de meia no chão e uma boina lilás que insistia em cair em seus olhinhos de dois em dois minutos. Mas ela não ligava. Adorava.
- Linda do céu, não brinca com a farinha. Omar, dá pra parar de ficar olhando e vem pegar essa menina?
- Tô indo, tô indo. Só vim pegar a...
Ele nem sabia mais o que estava procurando. Aquelas duas gelavam seu peito a cada olhada, a cada respiro.
Voltando pro salão:
- Pronto, vem cá meu doce, do jeito que você está, se sair no sol vai virar um bolo. Vamos dar um jeito nessa sujeira.
- Que tal? Ficou bom assim?
- Lindo demais. Vai lá com a mamãe, vai.
- Agora sim, isto está começando a parecer uma confeitaria de verdade.
- Amor, bonbon é com 'm'.
- Com m para você, ignorante. Riu. Bonbon é francês, xuxu. Significa pequenos doces.
- Mas você notou que não está na França?
Sim, ela sabia que não estava na França. Na verdade ela tinha um sonho de trabalhar na Itália ou França, mas não tinha noção da dificuldade que um brasileiro teria em sonhar em montar um negócio por lá. Ela está satisfeita em apenas visitar a Europa de ano em ano, mas ainda quer abrir um negócio por lá.
- Manhê, posso comer chocolate?
- Não. Você já comeu uma barra inteira hoje. Não estou na França, mas minha confeitaria vai se chamar 'Bonbon', como se estivesse lá. Com n. Você querendo ou não.
"Ahh capricorniana! Essa faz tudo que quer. Nunca liga pra minha opinião.", pensaria Omar se não fosse a admiração que teria pela mulher. Batalhadora, sonhadora e de muitas conquistas. Pensaria, mas não pensou. Pensou sim na bagunça que a pequena Isis estava fazendo com farinha, chocolate, o cachorro e a toalha nova, ganhada há três dias da melhor amiga de Mel – trazida da Europa.
- Não acredito. Pelo amor de Deus minha filha, não dá chocolate pro cachorro e nem pisa na toalha da mamãe. Vem cá, presta atenção. A próxima vez que você fiz...
- Papai, amo você.
Tombou.
Como é que três palavrinhas vindas de uma coisinha dessas podem arrebatar um marmanjo de mais de 30 anos nas costas? E ela, Isis, tinha esse poder. Carinha de anjo, jeitinho de boneca, de princesa. Esta era a Isis que aprendera cedo como deixar os pais sem saber o que dizer.
- Bom, já que ele está gostando, deixa ele comer então. Assim ele fica forte igual a você, minha flor.
- Pronto. A decoração já está feita.
Uma bola gigante de vidro cheia de chocolate do lado esquerdo da porta, um boneco de neve ao lado direito.
Logo em frente, uma vitrine refrigerada com três andares.
Primeiro andar: Bolos.
Bolo de chocolate com menta, morango com chocolate, coco com chantilly, passas ao rum com castanha e nozes e um bem pequeno recheado com mousse de maracujá e raspas de limão.
O segundo andar era reservado para as tortas. Maçã, morango, cereja, uva, creme, framboesa, chantilly, chocolate, maracujá e mais uns 7 sabores. Todos fresquinhos, feitos pela manhã.
O terceiro foi feito para os olhinhos das crianças (- Por isso que fizemos embaixo, não é Omar?). Tudo, absolutamente tudo, que você puder sonhar com chocolate estava lá. Trufa de chocolate, boneco de neve de chocolate, pokemon de chocolate, moedas de chocolate, copinhos de chocolate, licor de chocolate e algumas outras dúzias de delicias de chocolate disputavam lugar naquele espaço da vitrine.
Nas paredes, licores e vinhos de todos os sabores e todos os lugares do mudo, e o chão, pintado de azul clarinho e revestido com um plástico macio, te dava a impressão que pisava nas nuvens enquanto andava.
A confeitaria já seria de primeiro mundo se fosse apenas assim, mas Mel resolveu decorar o teto também. Bom, o teto é um caso à parte. Era normal presenciar pessoas entrando e saindo da confeitaria apenas para ficar observando a decoração do teto. Bolinhas de plástico presas em linhas finíssimas, junto com alguns personagens do Peter-pan faziam você jurar que estava num conto de fadas, onde a qualquer momento um boneco de marshmallow poderia entrar pela porta do fundo e te agarrar.
- Você acha mesmo que ela deve se chamar Isis?
- Claro que sim. Isis é nome de princesa.
- E se for homem?
- Sei lá, mas acho que vai ser menina.
- E será que ela vai querer cozinhar, como a mãe?
Assim discutia os jovens, deitados no chão, olhando pra cima, enquanto sonhavam com a confeitaria que certamente abririam após quatro anos do nascimento da menina, que aconteceria após dois anos de casados, que aconteceria após três anos de namoro, que aconteceria após algum tempo...
- Cozinhar nada. Se depender de mim, ela vai viver para encantar os outros. Como o pai.
domingo, 24 de dezembro de 2006
Afinal, é natal!
Enquanto pegava o último saco de sucrilhos da terceira gôndola:
- Papai Noel devia estar atrás das grades.
- Não fala assim John, nosso filho ainda vê nele o símbolo de natal.
John Correia, empurra o carrinho, tentando equilibrar aquele monte de porcarias natalinas que Elza fez questão de comprar há 4 horas da virada (- é só umas lembrancinhas pras molecada, sabe? - São umas lembrancinhas, Elza, são!).
- Elza, o que é natal? Há tempos que eu tô tentando abolir essa palavra do meu dicionário.
- Natal é tempo de união, respeito, amizade, companheirismo, fé.
- Você está enganada, paixão, isso se chama copa do mundo. Natal é outra coisa.
A moça do caixa, de cabelo preto, batom roxo e terríveis sombracelhas postiças (- Tina, muito prazer. É que eu resolvi dar uma mudada no visual. Tina 2007, ninguém me segura!) tenta agradar o casal com um cordial "Boa noite e Feliz Natal, senhores", mas Elza e John estavam muito ocupados tentando convencer um ao outro o que era mesmo o natal. Sem respostas, pegou um a um os itens do carrinho e começou a colocar na esteira, banhada a óleo e farinha de trigo (- Tudo por causa daquele barrigudo de ontem, porco!).
- Me dá arrepios a falta de vergonha na cara desse bando de vagabundos que perdem uma semana antes e uma semana depois pra festejar o natal. Festejar, hunpf. - Esbraveja John.
- Amor, qual o problema em ter um pouco de paz, fé, alegria?
- Eu é que pergunto. Por que é que temos que ter fé, paz, amor e alegria apenas e tão somente dos dias 23 à 5 de janeiro? Agora tem data pra ser justo, honesto e ter fé?
- É, estou começando a concordar com você, mas pelo menos nesses dias nós temos isso, não é?
- Papai Noel devia estar atrás das grades.
- Não fala assim John, nosso filho ainda vê nele o símbolo de natal.
John Correia, empurra o carrinho, tentando equilibrar aquele monte de porcarias natalinas que Elza fez questão de comprar há 4 horas da virada (- é só umas lembrancinhas pras molecada, sabe? - São umas lembrancinhas, Elza, são!).
- Elza, o que é natal? Há tempos que eu tô tentando abolir essa palavra do meu dicionário.
- Natal é tempo de união, respeito, amizade, companheirismo, fé.
- Você está enganada, paixão, isso se chama copa do mundo. Natal é outra coisa.
A moça do caixa, de cabelo preto, batom roxo e terríveis sombracelhas postiças (- Tina, muito prazer. É que eu resolvi dar uma mudada no visual. Tina 2007, ninguém me segura!) tenta agradar o casal com um cordial "Boa noite e Feliz Natal, senhores", mas Elza e John estavam muito ocupados tentando convencer um ao outro o que era mesmo o natal. Sem respostas, pegou um a um os itens do carrinho e começou a colocar na esteira, banhada a óleo e farinha de trigo (- Tudo por causa daquele barrigudo de ontem, porco!).
- Me dá arrepios a falta de vergonha na cara desse bando de vagabundos que perdem uma semana antes e uma semana depois pra festejar o natal. Festejar, hunpf. - Esbraveja John.
- Amor, qual o problema em ter um pouco de paz, fé, alegria?
- Eu é que pergunto. Por que é que temos que ter fé, paz, amor e alegria apenas e tão somente dos dias 23 à 5 de janeiro? Agora tem data pra ser justo, honesto e ter fé?
- É, estou começando a concordar com você, mas pelo menos nesses dias nós temos isso, não é?
- Quinhentos e vinte e três reais e setenta centavos.
- Não! O que nesses dias ganhamos com amor, prosperidade e paz, perdemos com hipocrisia.
- Senhor, são Quinhentos e vinte e três reais e setenta centavos. - Diz a moça que já não estava lá tão risonha (- É que ainda tem muita gente pra ser atendida e quero sair mais cedo hoje. É natal.)
- Hã? Ah, tá. Um minuto. - Dá um cheque seu, amor.
- Senhor, não aceitamos cheque.
- Ah não? Ok. - Retirou o cartão de crédito e entregou.
- Desculpe senhor, veja aquela placa: "Aceitamos apenas dinheiro ou cartão de débito."
- Eu não tenho cartão de débito e devo ter uns trinta reais em dinheiro. Vai ter que aceitar o cheque ou fazer um descontão, haha. - Riu ironizando.
- Desculpe, mas eu não posso.
- Puta que pariu! Como não? Cheque é dinheiro! Com cheque se paga tudo. É como se fosse dinheiro. - Começou a gritar aquele que não tinha noção nenhuma de cheque.
- Senhor, só estou cumprindo normas.
- Chame seu patrão, então.
A fila começou a fazer cara feia para os três. Eram quase 21h30 do dia 24 e o espírito de natal estava saindo do controle daquele monte de gente com peru e vinho tinto no carrinho.
- Como assim hipocrisia?
- Quê?
- Você que falou John. Natal é hipocrisia.
- Quando? Por causa da moça do caixa?
- Não, cabeça dura. A gente estava discutindo sobre o que era o natal.
- Ahhh. Tá bom. Como disse, todo mundo fica hipócrita no natal. Esse monte de feliz natal e próspero ano novo é uma baita de uma hipocrisia sem tamanho. O sujeito nunca me viu na vida, ou então pior, nunca foi com a minha cara, aí vem, me dá um sorriso esbranquiçado e solta um "Feliz Natal! Próspero Ano Novo". Próspero ano novo os infernos pra ele! Te desejo um cacete, isso sim. Pelo menos, é um cacete honesto.
- Sabe Elza, isso me parece aquele 'bom dia' de elevador, com a única função de fazer passar o tempo, de quebrar o gelo e nada mais. Natal pra mim é isso, hipocrisia comendo solta pelas ruas e um bando de vagabundos querendo tirar férias.
- Boa tarde senhor.
- Amigo, eu só tenho cartão de crédito ou cheque. Ou aceita ou vou embora.
- Senhor, são normas da casa. Não posso aceitar, mesmo porque, se eu aceitar e o cheque voltar, vou ter que tirar do meu bolso.
- Eu avisei. - Se intrometeu Tina.
- Moço, por favor. - Choramingou Elza.
- Amigo, é natal! Seja bondoso, acredite na boa vontade das pessoas, entre no espírito natalino, seja solidário, acredite nas pessoas. - Soltou John, fazendo cara de Noel, enquanto Elza fazia cara de interrogação e exclamação, seguidas.
Eles se entreolharam com certo respeito interrogativo e um leve sorriso.
- Você tem razão, é natal! - Relaxaram.
- Não! O que nesses dias ganhamos com amor, prosperidade e paz, perdemos com hipocrisia.
- Senhor, são Quinhentos e vinte e três reais e setenta centavos. - Diz a moça que já não estava lá tão risonha (- É que ainda tem muita gente pra ser atendida e quero sair mais cedo hoje. É natal.)
- Hã? Ah, tá. Um minuto. - Dá um cheque seu, amor.
- Senhor, não aceitamos cheque.
- Ah não? Ok. - Retirou o cartão de crédito e entregou.
- Desculpe senhor, veja aquela placa: "Aceitamos apenas dinheiro ou cartão de débito."
- Eu não tenho cartão de débito e devo ter uns trinta reais em dinheiro. Vai ter que aceitar o cheque ou fazer um descontão, haha. - Riu ironizando.
- Desculpe, mas eu não posso.
- Puta que pariu! Como não? Cheque é dinheiro! Com cheque se paga tudo. É como se fosse dinheiro. - Começou a gritar aquele que não tinha noção nenhuma de cheque.
- Senhor, só estou cumprindo normas.
- Chame seu patrão, então.
A fila começou a fazer cara feia para os três. Eram quase 21h30 do dia 24 e o espírito de natal estava saindo do controle daquele monte de gente com peru e vinho tinto no carrinho.
- Como assim hipocrisia?
- Quê?
- Você que falou John. Natal é hipocrisia.
- Quando? Por causa da moça do caixa?
- Não, cabeça dura. A gente estava discutindo sobre o que era o natal.
- Ahhh. Tá bom. Como disse, todo mundo fica hipócrita no natal. Esse monte de feliz natal e próspero ano novo é uma baita de uma hipocrisia sem tamanho. O sujeito nunca me viu na vida, ou então pior, nunca foi com a minha cara, aí vem, me dá um sorriso esbranquiçado e solta um "Feliz Natal! Próspero Ano Novo". Próspero ano novo os infernos pra ele! Te desejo um cacete, isso sim. Pelo menos, é um cacete honesto.
- Sabe Elza, isso me parece aquele 'bom dia' de elevador, com a única função de fazer passar o tempo, de quebrar o gelo e nada mais. Natal pra mim é isso, hipocrisia comendo solta pelas ruas e um bando de vagabundos querendo tirar férias.
- Boa tarde senhor.
- Amigo, eu só tenho cartão de crédito ou cheque. Ou aceita ou vou embora.
- Senhor, são normas da casa. Não posso aceitar, mesmo porque, se eu aceitar e o cheque voltar, vou ter que tirar do meu bolso.
- Eu avisei. - Se intrometeu Tina.
- Moço, por favor. - Choramingou Elza.
- Amigo, é natal! Seja bondoso, acredite na boa vontade das pessoas, entre no espírito natalino, seja solidário, acredite nas pessoas. - Soltou John, fazendo cara de Noel, enquanto Elza fazia cara de interrogação e exclamação, seguidas.
Eles se entreolharam com certo respeito interrogativo e um leve sorriso.
- Você tem razão, é natal! - Relaxaram.
- Hoje passa, Tina. Pode tirar aquela placa dali. Hoje, mas apenas hoje, aceitaremos qualquer forma de pagamento. Menos fiado.
Agora sim. Todos riam juntos, enquanto Tina embalava os últimos itens da família Correia.
E a noite terminou desta forma. Todos felizes, satisfeitos, solidários, fraternos, sem discussões, compras feitas e exatamente oito mil, quatrocentos e quarenta reais distribuídos em 27 cheques sem fundo nas mãos do gerente, inclusive um de Quinhentos e vinte e três reais e setenta centavos, assinado por Elza Correia.
E a noite terminou desta forma. Todos felizes, satisfeitos, solidários, fraternos, sem discussões, compras feitas e exatamente oito mil, quatrocentos e quarenta reais distribuídos em 27 cheques sem fundo nas mãos do gerente, inclusive um de Quinhentos e vinte e três reais e setenta centavos, assinado por Elza Correia.
Mas Elza não ficou com a consciência pesada, pois afinal,
É natal!
É natal!
Aproveito o ensejo para desejar um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo para você e para toda sua família, que eu não tenho noção de quem seja. Mas mesmo assim eu desejo, pois afinal.
Já sabe, né?
quarta-feira, 20 de dezembro de 2006
Fino
Ganhei há 3 semanas e meia, uma caixa de chocolates suíços de uma amiga minha - Por que? Era meu aniversário; uma data muito especial com pessoas mais que especiais.
Pelo que vi na caixa, eram originais de uma cidade tradicional suíça que não faço nem idéia de como se escreve.
Já não bastasse a griffe e o odor que aquela caixa exalava, como se um fino doce perfume entrasse em nossas narinas e tocasse nosso coração, a caixa era decorada com uma lâmina preta fosca na parte de cima, uma lâmina brilhante em baixo e finos fios de ouro branco em suas bordas. Era simplesmente o chocolate perfeito.
Note que ainda nem tinha aberto a caixa e já estava fascinado pelo presente. Não pensei duas vezes, falei com o google e descobri que metade de uma caixa daquelas valia aproximadamente trezentos e setenta reais. Uau!
Tirei o laço, apertei a parte superior e...
- Não, não vou abrir agora. Estes bombons finos foram feitos para uma ocasião especial com pessoas finas, um aniversário, um casamento, bodas de ouro, sei lá! Qualquer coisa mais importante que hoje, e eu lá nem sou assim tão fino.
Decidido, fechei-a com o laço prateado e deixei o presente esquecido num lugar onde ninguém nada fino poderia fuçar.
Demorou algum tempo, mas o grande momento chegou. Amigos finos reunidos, pessoas finas importantes, tudo fino e especial.
O presente foi trazido à mesa, num clima de suspense foi aberto, e dentro, chocolates fora do prazo de validade derretidos se misturavam com o papel fino da embalagem. Prontinho.. para ir ao lixo com plástico fino.
Que chocolate é você?
Qual o seu prazo de validade?
Vai ficar esperando até quando?
Que dia é especial para você? Hoje ou quando já estiver estragado?
Ah, não vai estragar?
Você deve ser hidrogenado, então. E fino.
Pelo que vi na caixa, eram originais de uma cidade tradicional suíça que não faço nem idéia de como se escreve.
Já não bastasse a griffe e o odor que aquela caixa exalava, como se um fino doce perfume entrasse em nossas narinas e tocasse nosso coração, a caixa era decorada com uma lâmina preta fosca na parte de cima, uma lâmina brilhante em baixo e finos fios de ouro branco em suas bordas. Era simplesmente o chocolate perfeito.
Note que ainda nem tinha aberto a caixa e já estava fascinado pelo presente. Não pensei duas vezes, falei com o google e descobri que metade de uma caixa daquelas valia aproximadamente trezentos e setenta reais. Uau!
Tirei o laço, apertei a parte superior e...
- Não, não vou abrir agora. Estes bombons finos foram feitos para uma ocasião especial com pessoas finas, um aniversário, um casamento, bodas de ouro, sei lá! Qualquer coisa mais importante que hoje, e eu lá nem sou assim tão fino.
Decidido, fechei-a com o laço prateado e deixei o presente esquecido num lugar onde ninguém nada fino poderia fuçar.
Demorou algum tempo, mas o grande momento chegou. Amigos finos reunidos, pessoas finas importantes, tudo fino e especial.
O presente foi trazido à mesa, num clima de suspense foi aberto, e dentro, chocolates fora do prazo de validade derretidos se misturavam com o papel fino da embalagem. Prontinho.. para ir ao lixo com plástico fino.
Que chocolate é você?
Qual o seu prazo de validade?
Vai ficar esperando até quando?
Que dia é especial para você? Hoje ou quando já estiver estragado?
Ah, não vai estragar?
Você deve ser hidrogenado, então. E fino.
domingo, 17 de dezembro de 2006
Apenas música
Esses dias, estava lendo um livro sobre liderança e deparei-me com a seguinte colocação: "Não vemos o mundo como ele é, mas como nós somos" e, novamente, pensava e debatia sobre Paradigmas.
Este é um tema que um dia escreverei uma tese. Meses atrás, já discursei sobre isto nesse blog, mas agora, vou utilizar o mesmo tema para falar sobre um aspecto diferente do que o rodeia.
Paradigmas são pensamentos enraizados, padrões psicológicos, modelos ou mapas que usamos para navegar na vida. Vou exemplificar de uma forma bem simples:
Imagine que você use um óculos com lentes verdes. Pronto! Tudo e todos que você verá sofrerão alterações na cor e serão sempre imagens esverdeadas. Assim são nossos paradigmas; lentes que se instalam em nosso cérebro e filtram tudo o que vemos, sentimos e pensamos.
E são os nossos paradigmas, que nem sempre são ruins, que nos dão nossa marca, nosso estilo, nosso jeito de ser.
Conhece aquela música do WhiteSnake, "Too many tears"?
Isto é um exemplo mais que real para mim.
Parece que nunca é por acaso. Ela sempre resolve aparecer no meu rádio em todo início ou final de relacionamento, e é absurda a forma que a mesma música é captada de formas diferentes por meus ouvidos.
Ora eu ouço a música com um ar apaixonado e pensando em minha amada e nas lágrimas de alegria que a música imprime, ora da forma mais melancólica possível e nas lágrimas de tristeza caindo ao chão.
Alguns afirmam que paradigmas, mesmo que com muito esforço, são praticamente impossíveis de serem quebrados, outros, contrariamente dizem que com algum esforço, podemos mudar nossa forma de pensar, de agir, de ser e mudar as lentes do nosso óculos cerebral.
E eu, bom, eu acho que deveríamos colecionar paradigmas e ter uma gaveta cheia de lentes para poder trocá-las todos os dias e sentir sensações diferentes vindas de um mesmo lugar. Ver o mundo amarelo na segunda-feira, vermelho na terça e assim por diante.
E como diz minha irmã:
A música não é triste; nós é que somos. A música é apenas, música.
Este é um tema que um dia escreverei uma tese. Meses atrás, já discursei sobre isto nesse blog, mas agora, vou utilizar o mesmo tema para falar sobre um aspecto diferente do que o rodeia.
Paradigmas são pensamentos enraizados, padrões psicológicos, modelos ou mapas que usamos para navegar na vida. Vou exemplificar de uma forma bem simples:
Imagine que você use um óculos com lentes verdes. Pronto! Tudo e todos que você verá sofrerão alterações na cor e serão sempre imagens esverdeadas. Assim são nossos paradigmas; lentes que se instalam em nosso cérebro e filtram tudo o que vemos, sentimos e pensamos.
E são os nossos paradigmas, que nem sempre são ruins, que nos dão nossa marca, nosso estilo, nosso jeito de ser.
Conhece aquela música do WhiteSnake, "Too many tears"?
Isto é um exemplo mais que real para mim.
Parece que nunca é por acaso. Ela sempre resolve aparecer no meu rádio em todo início ou final de relacionamento, e é absurda a forma que a mesma música é captada de formas diferentes por meus ouvidos.
Ora eu ouço a música com um ar apaixonado e pensando em minha amada e nas lágrimas de alegria que a música imprime, ora da forma mais melancólica possível e nas lágrimas de tristeza caindo ao chão.
Alguns afirmam que paradigmas, mesmo que com muito esforço, são praticamente impossíveis de serem quebrados, outros, contrariamente dizem que com algum esforço, podemos mudar nossa forma de pensar, de agir, de ser e mudar as lentes do nosso óculos cerebral.
E eu, bom, eu acho que deveríamos colecionar paradigmas e ter uma gaveta cheia de lentes para poder trocá-las todos os dias e sentir sensações diferentes vindas de um mesmo lugar. Ver o mundo amarelo na segunda-feira, vermelho na terça e assim por diante.
E como diz minha irmã:
A música não é triste; nós é que somos. A música é apenas, música.
"Too many tears"
(coverdale/vandenberg)
(coverdale/vandenberg)
I used to be the man for you,
Did everything you wanted me to,
So, tell me, baby,
What did I do wrong...
I told you what you wanted to know,
Precious secrets never spoken before.
All Im asking,
Where did I go wrong...
Some things are better left unsaid,
But, all I do is cry instead,
Now, Ive cried me a river,
Thinking how it used to be...
Thereve been too many tears falling,
And thereve been too many hearts
Breaking in two.
Remember what we had together,
Believing it would last forever.
So, tell me, baby,
Where did I go wrong...
Everything I had was yours,
More than I have ever given before,
So, wont you tell me
Did I hurt you so bad...
I guess Im fooling myself,
cause I want you and no one else.
And I cant understand
Why youre doing these things to me...
Thereve been too many tears falling,
And thereve been too many hearts
Breaking in two...
Remember what we had together,
Believing it would last forever.
So, tell me, baby,
Where did I go wrong, where did I go wrong...
Now my heart is breaking,
My whole world is shaking,
cause I cant understand
Why youre doing these things to me...
Thereve been too many tears falling,
And thereve been too many hearts
Breaking in two...
Remember what we had together,
Believing it would last forever...
So, tell me, baby,
Where did I go wrong...
sábado, 16 de dezembro de 2006
Quem
Quem te faz pensar enquanto dorme?
Quem te vem aos sonhos quando não pode mais dormir?
Quem não te deixa mais dormir?
Quem te coloca sobre as nuvens?
Quem te faz viajar além do horizonte?
Quem é seu horizonte?
Quem te cobre quando xove?
Quem te exquenta quando está friu?
Quem não si inporta com seus erros de portugueis?
Quem te acha bonita quando está de pijama e creme na cara?
Quem te dá boa noite quando você está só?
Quem nunca te deixa só?
Quem às vezes nem aparece quando está tão feliz?
Quem te vem à mente quando está assim, tão triste?
Quem te faz nunca estar assim, tão triste?
Quem te faz pensar enquanto dorme?
Quem não te deixa mais dormir?
Quem te vem aos sonhos quando não pode mais dormir?
Quem não te deixa mais dormir?
Quem te coloca sobre as nuvens?
Quem te faz viajar além do horizonte?
Quem é seu horizonte?
Quem te cobre quando xove?
Quem te exquenta quando está friu?
Quem não si inporta com seus erros de portugueis?
Quem te acha bonita quando está de pijama e creme na cara?
Quem te dá boa noite quando você está só?
Quem nunca te deixa só?
Quem às vezes nem aparece quando está tão feliz?
Quem te vem à mente quando está assim, tão triste?
Quem te faz nunca estar assim, tão triste?
Quem te faz pensar enquanto dorme?
Quem não te deixa mais dormir?
Faltando alguns verbos...
Querer-dizer, sentir, sente ver,
Poder, olhar, poder, escutar,
Jurar, apertar, abraçar e agarrar.
Piscar, sem falar, sorrir sem chorar,
Cantar, beijar, molhar e melar,
Pegar, respirar, rolar, enrolar.
Dançar, adoçar e adoçar e adoçar,
Tentar, não parar e não proibir,
E sem corrigir o rir e o sorrir.
Sem ti sem pensar,
Sentir sem pensar,
Escrever sem parar,
Clicar, arrastar, enviar.
Será que você pode completar?
Poder, olhar, poder, escutar,
Jurar, apertar, abraçar e agarrar.
Piscar, sem falar, sorrir sem chorar,
Cantar, beijar, molhar e melar,
Pegar, respirar, rolar, enrolar.
Dançar, adoçar e adoçar e adoçar,
Tentar, não parar e não proibir,
E sem corrigir o rir e o sorrir.
Sem ti sem pensar,
Sentir sem pensar,
Escrever sem parar,
Clicar, arrastar, enviar.
Será que você pode completar?
sexta-feira, 15 de dezembro de 2006
BIA
Ele acabara de completar 27 anos, mas ainda se lembrava nitidamente de sua professora de matemática da primeira série, a BIA.BIA era um nome curto, mas muito forte e presente em sua vida.
Depois de ter se formado administrador, montou um negócio com BIA, sua amiga de classe, no mesmo ano em que foi chamado para ser padrinho de sua sobrinha, a pequena BIA.
Por alguma razão inexplicável, este nome, BIA, o acompanhava desde sua infância, quando ainda era cuidado pela BIA, a babá.
Quando o moço da concessionária ligou para dizer que o carro novo já estava disponível, ele, brincando com o vendedor, tentou adivinhar as três primeiras letras da placa: B I A.
E acertou.
Ele sempre teve dúvidas sobre o amor, nunca esteve certo que teria uma família, filhos e essas coisas, mas um dia, a paixão bateu à sua porta; conheceu a mulher da sua vida, namorou, noivou e casou com aquela moça encantadora de pele morena.
Seu nome? Maria Cândida Celestina da Silva.
Ele sempre teve dúvidas sobre o amor, nunca esteve certo que teria uma família, filhos e essas coisas, mas um dia, a paixão bateu à sua porta; conheceu a mulher da sua vida, namorou, noivou e casou com aquela moça encantadora de pele morena.
Seu nome? Maria Cândida Celestina da Silva.
Fim
Nem sempre as coisas são do nosso jeito.
E quando não é, a gente ajeita as coisas.
"... mas ele a chama carinhosamente de BIA."
Uma ótima noite de sono
Quero percorrer os vales mais profundos,
Subir as pedras mais altas,
Nadar pelos mares mais imensos.
Mas antes de tudo quero poder saber
Compreender o jeito de amar das pessoas,
Lidar com seus erros,
Perdoar as mágoas mais escancaradas.
Quero ser o mais forte dos fortes,
Brigar com tigres e leões,
Correr e saltar lá de cima.
Mas antes de tudo quero poder ver
Entender a verdade que existe em cada mentira,
Ou a verdade que é que eu minto ser,
Ver, ter, sentir
Sentir aquilo que meu é
De dever, poder fazer o que é certo
E de errado, permitir apenas o poucos erros desse verso.
Ser forte por fora e macio por dentro
Permitir que o sentimento flua
e me entregar à ELA ...
Justamente como tem que ser.
E por assim acabado,
ponto final.
ps.
E se um "ps" for inserido - depois de um ponto final,
Talvez mude bem o sentido, talvez continue real.
Uma prosa vira verso, uma palavra em abandono.
Mentes cheias de rimas e cores, uma ótima noite de sono.
Bons sonhos.
Subir as pedras mais altas,
Nadar pelos mares mais imensos.
Mas antes de tudo quero poder saber
Compreender o jeito de amar das pessoas,
Lidar com seus erros,
Perdoar as mágoas mais escancaradas.
Quero ser o mais forte dos fortes,
Brigar com tigres e leões,
Correr e saltar lá de cima.
Mas antes de tudo quero poder ver
Entender a verdade que existe em cada mentira,
Ou a verdade que é que eu minto ser,
Ver, ter, sentir
Sentir aquilo que meu é
De dever, poder fazer o que é certo
E de errado, permitir apenas o poucos erros desse verso.
Ser forte por fora e macio por dentro
Permitir que o sentimento flua
e me entregar à ELA ...
Justamente como tem que ser.
E por assim acabado,
ponto final.
ps.
E se um "ps" for inserido - depois de um ponto final,
Talvez mude bem o sentido, talvez continue real.
Uma prosa vira verso, uma palavra em abandono.
Mentes cheias de rimas e cores, uma ótima noite de sono.
Bons sonhos.
domingo, 10 de dezembro de 2006
Barriga!
Barriga pra dentro, peito pra fora e um umbigo!
Umbigo. Que coisa mais feia, não acham?
Barriga é uma palavra tão bonita. Tem uma sonoridade única e precisa.
Fale bem devagar: Baaarriiigaaa...
Não dá vontade de dormir?
Porque tem que ter um umbigo no meio da história?
Qual a função do umbigo, esse buraco? Nenhuma!
Todos os buracos no corpo do ser humano têm algum motivo. Cada parte do corpo tem sua função bem definida, mas o umbigo...
Umbigo é uma parte do corpo que não serve para absolutamente nada.
Tá bom, já vem você com esse papinho medíocre e primário que o cordão que liga o feto à blablabla blablabla blablabla...
Ué.. Não podia ter um cordão nasal que saía do nariz? Por que que tem que ser justamente no meio da barriga? Só pra atrapalhar?
Ahhhh barriga.
Barriga sim. Essa é uma coisa divina.
Na barriga se beija, se abraça, se faz carinho.
A barriga serve de travesseiro praquelas tardes chuvosas de domingo, regadas à Domingão do Faustão, que cheiram pipocas com manteiga e sal.
Barriga serve pra gente beliscar quando a namorada faz besteira e principalmente para massagear quando estamos bem satisfeitos de macarrão com guaraná.
Dito! Lutemos então contra os umbigos de nossas vidas e proclamemos a felicidade de nossas barrigas!
Ahhh Barrigas!
Umbigo. Que coisa mais feia, não acham?
Barriga é uma palavra tão bonita. Tem uma sonoridade única e precisa.
Fale bem devagar: Baaarriiigaaa...
Não dá vontade de dormir?
Porque tem que ter um umbigo no meio da história?
Qual a função do umbigo, esse buraco? Nenhuma!
Todos os buracos no corpo do ser humano têm algum motivo. Cada parte do corpo tem sua função bem definida, mas o umbigo...
Umbigo é uma parte do corpo que não serve para absolutamente nada.
Tá bom, já vem você com esse papinho medíocre e primário que o cordão que liga o feto à blablabla blablabla blablabla...
Ué.. Não podia ter um cordão nasal que saía do nariz? Por que que tem que ser justamente no meio da barriga? Só pra atrapalhar?
Ahhhh barriga.
Barriga sim. Essa é uma coisa divina.
Na barriga se beija, se abraça, se faz carinho.
A barriga serve de travesseiro praquelas tardes chuvosas de domingo, regadas à Domingão do Faustão, que cheiram pipocas com manteiga e sal.
Barriga serve pra gente beliscar quando a namorada faz besteira e principalmente para massagear quando estamos bem satisfeitos de macarrão com guaraná.
Dito! Lutemos então contra os umbigos de nossas vidas e proclamemos a felicidade de nossas barrigas!
Ahhh Barrigas!
sábado, 9 de dezembro de 2006
Beleza
Lá estava ela.
Seus cabelos esvoaçantes tocavam a janela do quarto.
O sol aquecia seu corpo esguio.
Ela não se movia.
Lá estava ela.
O vento soprava em seus pés.
Não sabia se a tocava ou apenas a contemplava.
Decidi.
Lá estava ela.
Em largos passos, andei.
Com firmeza, a segurei e disse:
Mas que beleza de vassoura.
Seus cabelos esvoaçantes tocavam a janela do quarto.
O sol aquecia seu corpo esguio.
Ela não se movia.
Lá estava ela.
O vento soprava em seus pés.
Não sabia se a tocava ou apenas a contemplava.
Decidi.
Lá estava ela.
Em largos passos, andei.
Com firmeza, a segurei e disse:
Mas que beleza de vassoura.
Felicidade
Provei todos os sabores;
E o mais doce é você.
Provei demais as dores da vida;
E só sofro por você.
Provei milhões de drogas;
E só seu jeito me vicia.
Provei vinhos e vinhos;
E só teu olhar tem o poder de embriaguez.
Resultado:
Tô com dor de estômago, um braço quebrado, entorpecido e bêbado.
Tá feliz?
E o mais doce é você.
Provei demais as dores da vida;
E só sofro por você.
Provei milhões de drogas;
E só seu jeito me vicia.
Provei vinhos e vinhos;
E só teu olhar tem o poder de embriaguez.
Resultado:
Tô com dor de estômago, um braço quebrado, entorpecido e bêbado.
Tá feliz?
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