sábado, 30 de janeiro de 2010

Um outro amor - Mini-novela em 14 mini-capítulos - Capítulo 3

Carlos olha bem nos olhos de Julia. Encosta sua mão no queixo da menina e lentamente vem trazendo-a até seus lábios. A respiração dos dois fica mais lenta, enquanto seus corações batem bem mais forte do que de costume. Fecham os olhos com uma sincronia perfeita, encostam seus lábios e beijam-se apaixonadamente. Carlos tem a sensação de que os dois corpos haviam se fundido. Como se ele tivesse encontrado seu único e grande amor.

_ Nossa. É alto daqui de cima, não?
_ Muito alto. Eu quis que nosso primeiro beijo fosse especial.
_ Especial até demais, riu Julia, ainda com medo da altura do teleférico.

_ Posso propor algo mais emocionante?, perguntou Carlos.
_ Mais?
_ Ahã. Vem cá. Tira o cinto de segurança. Sente-se no meu colo.
_ Carlos, você está louco?
_ Vai, vem cá. Pra gente sentir um friozinho na barriga.
_ Ta bom, mas tem que ser rápido.

Julia tirou seu cinto de segurança enquanto via Carlos fazer o mesmo. Sentou-se sobre o colo do rapaz e repetiram o primeiro beijo, agora com um toque a mais de insanidade.

_ Ju, lembra que eu te disse que queria estar nas nuvens com você?
_ Lembro, disse Julia com receio.
_ Chegou a hora.

Carlos segurou a moça no colo e ficou de pé no carrinho do teleférico. Ouvia-se um barulho ensurdecedor vindo de baixo. Eram os alarmes do parque. Alguns seguranças já previam o suicídio.

_ Carlos, está louco?, dizia Julia chorando.
_ Louco de amor.

Abraçado à Julia, Carlos saltou.

Cenas do próximo capítulo: Teria o destino de Carlos condenado nosso jovem a um fim tão trágico? O que será que este amor doentio esconde? Terá o nosso autor assunto para os próximos 11 mini-capítulos? Aguarde o 4o capítulo de nossa mini-novela em 14 mini-capítulos.

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domingo, 24 de janeiro de 2010

Um outro amor - Mini-novela em 14 mini-capítulos - Capítulo 2

Julia tinha 25 anos e era sonhadora desde pequena. Passava horas e horas deitada em sua cama, ao lado da janela do quarto, enquanto esfregava um pé no outro. Nunca pintava as unhas dos pés. Dizia que a mulher deveria manter a sua beleza natural. Porém, quem a conhecia sabia que eram poucas as que podiam se privar de maquiagem como Julia o fazia.

Apenas um batom leve e um pequeno brinco acompanhavam a mulher mais linda que passou pelo destino de Carlos.

Seus cabelos negros, lisos, na altura da orelha, insistiam em mostrar seu pescoço esguio. Sua boca pequena parecia ter sido desenhada por uma leve linha rosa, como se tivesse sido medida milimetricamente por um artista. E seu sorriso simples, planejado, era a arma que transformava aquela mulher tímida em uma morena fatal.

À noite, Julia seguia o ritual: Deitada em sua cama branca, encarava o teto enquanto mexia seus dedos do pé direito sob o pé esquerdo e ia alternando-os enquanto se lembrava de cada segundo da conversa que teve com o moço do ônibus. Carlos.

Lembrava de seu sorriso, do jeito de falar, do assunto-de-ônibus, das perguntas, das respostas, de seu cheiro, dos momentos em que se notava o rapaz pensando duas vezes para falar algo, como se ele tivesse mais preocupado em fazê-la sorrir do que qualquer outra coisa. E Julia ficou assim por quase uma hora, até que o sono veio e a levou embora. Não fosse o despertador, Julia dormiria até não poder mais.

Naquele momento o que ela mais queria é que este sonho não acabasse nunca. A paixão a havia pegado de jeito. O que ela não sabia é que se seu coração batia mais forte quando pensava em Carlos, o dele quase sofria um ataque quando ousava em lembrar da menina. Mas o destino seria cruel à nossa Julia. Ela não seria a única a abalar os sentimentos de Carlos. Uma rival à altura estava prestes a aparecer na vida dele.

Cenas do próximo capítulo: Carlos sofre um dilema pelo seu grande amor: Julia. Deveria o nosso galã se declarar à moça-bonita? Deveria Carlos fazer um jogo duro para provocar ainda mais frisson no coração de Julia? Aguarde o 3o capítulo de nossa mini-novela em 14 mini-capítulos.

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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Um outro amor - Mini-novela em 14 mini-capítulos - Capítulo 1

O tempo não ajudava muito na noite da primeira segunda-feira do mês. Ouvia-se barulhos de trovões, gatos chorando e pingos em alguns tetos pela redondeza.

Relampeava muito em um céu que escureceu antes da hora de costume. Ainda faltavam vinte minutos para as sete e a impressão que Carlos teve é que o mundo estava prestes a acabar. Mal sabia ele que seu próprio mundo estava apenas começando.

Com uma pasta debaixo do braço e a outra sobre sua cabeça semi-molhada, Carlos gritou, tentando encobrir o barulho da chuva:

_ Meu Deus. Que chuva é essa? Você sabe se o 704 já passou?
_ Tomara que não, riu Julia. Estou esperando este ônibus há meia hora.

Cinco minutos depois o tão sonhado 704 chega. Lotado, molhado e com cheiro de segunda-feira chuvosa.

_ Banco não tem. Você se importa em ficar de pé?
_ Só se você me aguentar durante quarenta e cinco minutos. Aí eu fico.

Ela riu e tiveram a melhor conversa do mês, no pior lugar para se ter uma conversa boa.

Cenas do próximo capítulo: Julia se apaixona por Carlos e sonha acordada. Ela nem imagina o que o destino prepara para sua vida...


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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Palestras motivacionais

É, pessoal. Ano novo, vida nova!
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sábado, 2 de janeiro de 2010

Como naqueles poucos dias em que passou por mim

Ai que saudades de você que por tão pouco tempo conheci.
Que saudades é esta, então, de alguém que nem da metade eu tenho ciência?
Por que tenho tanta saudades de uma pessoa que nenhum defeito eu sei? Desses que nem posso dizer que são iguais aos meus.

Será que quem está na minha cabeça é só uma imagem de você? Uma imagem com 1/3 de quem você realmente é e 2/3 de quem eu tanto gostaria que fosse?
Ou, talvez, pior: 2/3 de quem eu nunca vou ser?

Talvez... mas que a saudades é grande, é.
Tô com vontade de dizer "volta pra mim". Vontade de ir até você e te puxar de volta.
Vontade que você esteja sempre aqui e seja sempre como você foi naqueles poucos dias em que passou por mim.