sábado, 29 de abril de 2006
4h59
Ás 5 da manhã embaixo de um cobertor quentinho e de uma ponte gelada, ninguém é.
Às 5 da manhã na fila de um caixa, tudo é festa.
Às 5 da manhã se você é o caixa, nem tudo é.
Ás 5 da manhã com a pessoa amada, todo mundo é rei.
Ás 5 da manhã sem a pessoa amada, o travesseiro é rei.
Ás 5 da manhã no carro, todo mundo quer voar.
Ás 5 da manhã no avião, todo mundo quer descer.
Ás 5 da manhã na segunda, todo mundo fica chato.
Ás 5 da manhã no sábado, ninguém fica.
Ás 5 da manhã no computador, a saudades aperta.
Ás 5 da manhã sem computador, a saudades aperta.
Ás 5 da manhã com saudades, todo mundo é ninguém.
Ás 5 da manhã bêbado, ninguém é de ninguém.
Ás 5 da manhã ouvindo Pink Floyd, todo mundo merece.
Ás 5 da manhã ouvindo samba, ninguém merece.
Às 5 da manhã.
Antes de ontem
Yesterday all my troubles seemed so far away.
Now it looks as though they're here to stay.
Oh, I believe in yesterday.
Suddenly, I'm not half the man I used to be.
There's a shadow hanging over me.
Oh, yesterday came suddenly.
Why she had to go, I don't know,
She wouldn't say.
I said something wrong,
Now I long for yesterday.
Yesterday love was such an easy game to play.
Now I need a place to hide away.
Oh, I believe in yesterday.
Melancolia
Sábado, noite. 20:25. Tem gente indo para a balada, mas eu prefiro cama. Pelo menos hoje.
Um monitor que fica olhando pra mim,
duas caixas de som me encarando. Uma luz forte em cima do monitor mirando pra mim.
Em frente, uma bolinha de espuma vermelha, um pedaço de papel antigo com umas bobeiras escritas, um pedaço de caneta, uma caneta.
Não tenho a mínima vontade de jogar esse papel fora, nem de desligar as caixas de som que agora só tocam silêncio. E a cada instante o silêncio fica mais alto e só o ruído de uma televisão a 100 metros pode ser ouvido.
Minha casa tá uma zona! E eu continuo sentado, torto, acentuando minha escoliose e sem vontade de me mexer.
De vez em quando dá vontade de deixar a vontade de fazer algo de lado, de canto, jogada.
Até de parar de escrever por alguns instantes eu penso, mas não posso; essas teclas engorduradas e ruidosas ainda são os únicos caminhos...
A bolinha vermelha balança... as caixas continuam paradas, ligadas.
E eu? Olhando para o monitor que não pára de me encarar. Vou matar essa luz...
Quero matar essa luz.
Desligo. Uma balada na testa,
certeira: 20:31.
EU SÓ QUERO UM XODÓ
Que falta eu sinto de um bem
Que falta me faz um xodó
Mas como eu não tenho ninguém
Eu levo a vida assim tão só
Eu só quero um amor
Que acabe o meu sofrer
Um xodó pra mim
Do meu jeito assim
Que alegre o meu viver
sexta-feira, 28 de abril de 2006
quinta-feira, 27 de abril de 2006
Mesmo naipe
É Rei. Errei.
Errei, mas de costas. El rei! de copas.
Valete de ouros. Valente.
Vá! Vá! Lete dourado.
Vá lete. de ouros, num sonho encantado.
E a dama?
Dama de espadas. E quem vem?
Vem Rei, vai Rei.
Vem valete. Vem valente.
Vai um, vai dois. Nada fica pra depois.
Nem Rei, nem Valete, mostrou o destino.
A dama de espadas mostrou seu domínio.
Os dois que vinham montados em touros,
Já foram trocados por Dama de Ouros.
Vem Rei!
Insólita
O amor não passa.
Quem passam são as pessoas.
O amor fica.
A saudade não vai embora.
O que vai embora é a lembraça de um dia, saudade.
A saudade fica.
A vontade de se ver nunca acaba.
o que acabam são as possibilidades de novos encontros.
A vontade fica.
A alegria não vai embora.
O que vai embora são os motivos de se estar alegre.
A alegria fica.
O sonho nunca se vai.
O que se vai é o medo de despertar.
O sonho fica.
O tempo não passa.
Quem passa, somos nós. Juntos com o amor, a saudade, os encontros, as alegrias e os sonhos.
E o tempo fica... e nós, tentamos voltar.
Rafael Baltresca
Vinte horas e quarenta e um minutos.
domingo, 23 de abril de 2006
Ins Pirações !
Não dá pra ter noção do que foi isso...
Aguarde os próximos posts... as inspirações foram muitas.
As idéias não param de chegar...
terça-feira, 18 de abril de 2006
Marabá?
Comida de avião
Rio de Janeiro
Distrito Fedral
Marabá
Pimenta mordida
Belém
Tudo de cupuaçú
Marabá
Distrito Federal
São Paulo
Rio de Janeiro
Teco-teco
Macaé
Hotel 0.1 estrelas
9 horas no aeroporto
Helicóptero
Mar, muito mar
Plataforma petolífera
O melhor show do mundo
Mágico no palco cercado por mar
Helicóptero
São tomé
2 horas de ônibus
taxista louco
Rio de Janeiro
Acabaram os vôos
Mais um hotel 5 estrelas
Santos Dumont
São Paulo
Cofins
Pampulha
Casa
Apenas em 7 dias...
There´s no place like home.
domingo, 16 de abril de 2006
Bom dia
4 beijos de páscoa na bochecha.
3 kilos e meio de felicidade;
2 beijinhos de framboesa.
1 Feliz Páscoa
terça-feira, 11 de abril de 2006
Refrão
Eu quero levar uma vida moderninhaDeixar minha menininha sair sozinha
Não ser machista e nao bancar o possessivo
Ser mais seguro e não ser tao impulsivo
Mas eu me mordo de ciúmes
Mas eu me mordo de ciúmes
Meu bem me deixa sempre muito à vontade
Ela me diz que é muito bom ter liberdade
Que não há mal nenhum em ter outra amizade
E que brigar por isso é pura crueldade
Mas eu me mordo de ciúmes
Mas eu me mordo de ciúmes
(Ciúme - Ultraje a rigor)
quinta-feira, 6 de abril de 2006
É uma agulhinha fina e quente que cutuca na mente, que fere o cérebro e acorda o coração de um sono profundo. Em todo instante de todo o segundo.
Eu te esqueço.
Duas frases muito comumente usadas e que na mesma intensidade nunca são seguidas por quem as diz. São simplesmente esquecidas.
Como se faz pra esquecer um grande amor? Qual é a fórmula mágica pra fazer aquela paixão ir embora?
É fácil não pensar quando estamos trabalhando às 14h23 numa plena quarta-feira ensolarada, mas é praticamente impossível não voltar dias, meses, anos em frações de segundos quando vemos objetos, cheiros, sons tão marcantes, tão inesquecíveis de nossa estrada-vida.
É uma agulhinha fina e quente que cutuca na mente, que fere o cérebro e acorda o coração de um sono profundo. Em todo instante de todo o segundo.
Meu primeiro amor, professora.
Se passo por sala de aula, jaula, me prende, me ofende, me abre a fissura e me faz relembrar. Alma de menino que quer aprender, que aprende e quer esquecer. Que tenta esquecer a lição vista, revista e revista.
Meu segundo amor, trapezista.
Elevador, eu não entro mais, se vejo altura, edifício faz que eu desisto. Nem insisto.
O medo não é de cair. É subir. Subir nas alturas e ter amarguras, como antes. Devaneios, vertigens, miragens, viagens, vista por cima a sussurrar. Miragens de um céu que aglutina e mesmo se é sina, não quero lembrar.
Terceiro amor, recepcionista.
Não posso mais ver papel, telefone, sala de espera. Isso sempre me pega e me degenera. Desespera. No plim da campainha, no clec do grampeador. É ela que vem e volta e em fração de segundos me tira a revolta e deixa a dor.
Quarta paixão, empregada.
Se vejo faxina, me alucina. Pano, cera, encera, enseba, o sebo, percebo que ainda assim, tão longe de mim esfrega meu ser tão sem fim. E se olho um vidro, por qualquer besteira, não muito limpo, na hora eu sinto dentro de mim a sujeira que quanto mais se esfrega mais se enxerga a paixão que um dia senti.
Meu próximo amor, ninguém sabe.
Poetiza, cantora, escritora, atriz, meliante, amante, mestre ou aprendiz.
Quem será? Quem saberá? Que seja qualquer coisa, mas que seja mágica sim! Pra vir com feitiço e dar um chá de sumiço na dor que tem dentro de mim.
E que acenda ainda horrores, as boas lembranças de meus antigos amores, que suma a tragédia e assuma a comédia que a vida tem feito de mim.
Flor da idade
A gente faz hora, faz fila na vila do meio dia
Pra ver Maria
A gente almoça e só se coça e se roça e só se vicia
A porta dela não tem tramela
A janela é sem gelosia
Nem desconfia
Ai, a primeira festa, a primeira fresta, o primeiro amor
Na hora certa, a casa aberta, o pijama aberto, a família
A armadilha
A mesa posta de peixe, deixa um cheirinho da sua filha
Ela vive parada no sucesso do rádio de pilha
Que maravilha
Ai, o primeiro copo, o primeiro corpo, o primeiro amor
Vê passar ela, como dança, balança, avança e recua
A gente sua
A roupa suja da cuja se lava no meio da rua
Despudorada, dada, à danada agrada andar seminua
E continua
Ai, a primeira dama, o primeiro drama, o primeiro amor
Carlos amava Dora que amava Lia que amava Léa que amava Paulo
Que amava Juca que amava Dora que amava Carlos que amava Dora
Que amava Rita que amava Dito que amava Rita que amava Dito que amava Rita que amava
Carlos amava Dora que amava Pedro que amava tanto que amavaa filha que amava Carlos que amava Dora que amava toda a quadrilha.
terça-feira, 4 de abril de 2006
segunda-feira, 3 de abril de 2006
A quem possa interessar
Vou rabiscar umas poesias sobre as ondas de seu corpo com gotas de limão, mel e pitadas sal... e se acaso as suas curvas ficarem muito ácidas, eu deixo meus lábios apagarem o gosto de você...
sábado, 1 de abril de 2006
Ainda te vejo
Música: Sem música por enquanto
Ainda te vejo fazendo carinho
Olhando de lado, sorrindo mansinho
Deitada, melada, falando de amor
Beijando, abraçando, me dando calor.
Ainda te vejo dançando na praça
Fazendo promessas, fazendo graça.
O que passa é passado e não volta mais
Mas 'inda te vejo sorrindo quando olho pra trás.
Ainda te vejo acanhada com cara de medo
Deixando seus olhos escuros contar teu degredo
Tento te esquecer mas não posso, não quero ou não vou.
Eu sempre serei um pouquinho do que já passou.
Ainda te vejo comigo quentinha na cama
Ainda sem graça, falando que ama
E só um segundo te vendo dormindo
Já basta e já faz o meu mundo mais lindo.
Ainda te vejo e sei que me fez tão capaz
Me esconder de você é somente pra não sofrer mais
Já fomos um só e em mente é isso que acalma
Distantes no corpo, mas sempre juntinhos na alma.