sexta-feira, 30 de dezembro de 2005
quinta-feira, 29 de dezembro de 2005
Bomba
Acordei cedo e decidi mudar tudo. Agindo de um modo que ninguém, nunca, pensaria em fazer.
Fui de carro. Decidi que o mundo seria mudado através de um celtinha que depois de 2 anos, começa a engasgar.
Nem liguei o som. Estava ancioso por um farol (ou sinal para os cariocas). Tudo o que queria era um farol com um moleque que limparia meus vidros sem pedir autorização para depois pedir algum trocado.
Mas hoje ele não viria até mim. Eu iria até ele, pediria que limpasse meus vidros e lhe daria algumas dezenas de reais.
Por que? Só pra fazer algo diferente. Só pra mudar 0,0001% do mundo de hoje!
Primeiro farol, ninguém; segundo farol, ninguém. Terceiro, quarto, quinto.... Já são quase 10 da manhã e ninguém querendo limpar o vidro...
[trânsito]
Uns 25 carros parados na minha frente... É o farol. Ali! Abro o vidro e grito:
- Ei moleque. Vem cá.
Ele estava limpando o vidro do terceiro carro a frente do meu.
- Ei moleque... Ei! [buzina]
Acabou agora. Não ganhou nada.
- Ei, você! É. Você mesmo. Vem cá! Limpe meus vidros por favor. O da frente e o de trás; Não! Limpe todos!
Ele está correndo.
- [buzina] Onde você vai?
O moleque desapareceu pelas ruas.
Não é possível! Hoje que quero ajudar, ninguém quer ser ajudado; vou atrás de outro.
Décimo primeiro farol...
- Oi. Quero que você lave todos os vidros do meu carro com essa sua água aí.
Ele saiu correndo também.
Que que é isso? Cidade de loucos?
Quando eu odeio esses moleques eles vêm de penca, hoje, que eu os amo, eles fojem. Argh.
Tá bom, esquece essa molecada sem-educação que lava vidro. Vou atrás dos malabaristas de farol (meus amigos mambembes). Pelo menos eu ajudo esses, afinal de contas, hoje eu cutucar o mundo de uma forma diferente!
- Ô menino, será que você pode fazer malabarismo pra mim? A caixinha é alta.
- Ô menina, já que seu irmão está com vergonha, será que você poderia fazer malabarismos com esses limões pra mim?
- Ô tia! cacete! Já que seus filhos são uns mal-educados, será que você poderia fazer qualquer coisa na frente do carro para eu te pagar?
- Por que cargas d´água vocês fogem de mim? O que eu fiz? Só quero dar dinheiro pra vocês!
Vou embora. Hoje não é dia de mudar o mundo. Talvez amanhã.
[farol novamente]
[meninas vestidas com calça jeans, camisetas amarelas, bonés]
[metade segurando uma bandeira, metade entregando panfleto]
panfleto! Isso! Panfleto.
- Ei. Eu quero um panfleto. Um panfleto de cada. Eu quero todos os panfletos que vocês tem... Assim vocês vão pra casa descansar..
- Ô! Vem cá. Me dá um panfleto! Só um.
Merda.
Nem um mísero panfleto eu consegui.
Porque o carro ao lado recebeu um sem pedir?
Eu pedi e não ganhei nada. Que medo é esse?
Desisti de mudar o mundo. As pessoas não querem ser mudadas. Nem o mundo.
Ninguém aceita o novo. O povo quer continuar entregando panfletos pra quem não precisa de panfletos; o povo quer continuar fazendo malabarismos no farol com os mesmos limões.
Eu só queria mudar o mundo, ou pelo menos parte dele.
Só queria ver como o mundo se comportaria com um empurrãozinho pelo lado oposto, mas não dá.
Vou pegar minha namorada. Pelo menos ela me entende.
Acho que vou fazer uma declaração de amor [amor] numa aula de lógica [lógica]. Ela adora.
Quem sabe um presente fora de hora [agora]. Ela adora.
Vamos jantar num restaurante diferente hoje.
Um restaurante de delícias do mar à beira de uma escola de engenharia.
Dançamos ao lado das mesas.
Nos beijamos feito dois loucos apaixonados.
Trocamos confidências e declarações de amor.
Trocamos amor.
Somos então expulsos pois estávamos em um restaurante de família.
É verdade. Eu não tinha visto.
Que tal um restaurante árabe e engolir uma bomba?
O seu mundo eu mudo. O meu, você já mudou.
Perfeito.
Habbibs está ótimo. Me vê uma de chocolate. [bem doce]
Paciência

Verão chuvoso e nublado de 2006.
Ele jogava paciência.
30, 31, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11 de Janeiro.
Paciência.
O jogo termina.
Vontade.
Truco.
domingo, 25 de dezembro de 2005
Aula de anatomia de hoje: Coração.

Quando R Baltresca morreu
“O coração é um órgão muscular localizado abaixo do osso anterior do tórax.Tem o tamanho aproximado de um punho de adulto fechado.Ele se compõe de dois sistemas de bombeamento independentes, um do lado direito e outro do lado esquerdo. Cada um destes sistemas tem duas câmaras – um átrio e um ventrículo. Os ventrículos são as principais “bombas” do coração.
Todas as células de nosso corpo necessitam de oxigênio para viver. O papel do coração é enviar sangue rico em oxigênio a todas as células que compõe o nosso organismo, ele é a "bomba" que torna isso possível.
O coração, como qualquer outro músculo do corpo, necessita receber oxigênio para que funcione adequadamente. A musculatura do coração é nutrida através de um sistema de artérias, as artérias coronárias, que se originam da aorta.
As batidas do coração são ativadas e reguladas pelo sistema de condução, que consiste em uma cadeia de células musculares especializadas que formam um sistema elétrico independente no interior da musculatura cardíaca. Estas células são conectadas por feixes que transmitem impulsos elétricos.”
Mas nada do que ele dizia fazia sentido se comparado com o que tínhamos em mãos....aí então, passamos a acreditar que os livros, nem todos os livros são sinceros. Então, passamos a escrever um novo texto retratando fielmente o que víamos à nossa frente.
[anatomia do coração segundo o amor]
- Esse coração deveria estar amando muito...olha só o tamanho dele !!!
- Imagina, acho que foi uma morte por infarto....ele está todo inchado, como se tivesse trabalhado com muita força até explodir....
- Mas o que agente vai falar pra professora, se nada que está escrito no livro bate com esse coração aqui?
- Não sei, mas eu ainda acho que esse coração não é humano, não é possível !
- Claro que é bobo....a professora disse. E ainda falou que é um coração especial, diferente....
- Diferente é, especial....já não sei [ e deu uma risadinha abafada, que foi surpreendida com uma cara feia de sua companheira]
- Vamos continuar ! [ disse a menina reprimindo o garoto!]
De fato, meninas são muito mais sensíveis em relação ao amor, gostam de ver o amor estampado no rosto das pessoas, em filmes e novelas...e até mesmo em gibis! Por isso o interesse muito maior dela em relação ao dele. Mas algo estava para mudar, até o fim dessa aula.
- Escreve ai.....anatomia do amor !
- Anatomia do amor? Mas isso é um coração !
- Escreve....e confia em mim !
- Valha-me Deus....isso é um cor...
- Escreve e cala a boca !
- Ok...ok...
[Anatomia do coração]
“O coração é um órgão muscular com o tamanho aproximado de um punho de adulto fechado. Essa é a definição para um coração comum, sem grandes expectativas de vida e muito menos de alegria.
O coração que possuímos em mãos possui um tamanho duplicado de um punho adulto, achamos que se trata do coração de alguém apaixonado. Sim, alguém muito apaixonado!
E é fácil explicar o porquê !
Segundo nosso livro de anatomia, o coração bombeia oxigênio para todo o corpo, para isso ele realiza um trabalho bem grande, quando no corpo de uma pessoa qualquer. Para uma pessoa que ama, o coração trabalha com muito mais força, já que uma pessoa apaixonada perde oxigênio muito facilmente, ficando tonta e fraca, resultando em pernas bambas e voz melosa.
Mas assim como o restante do corpo, o coração também necessita receber oxigênio, e esse provavelmente recebeu todo o oxigênio que deveria ter sido bombeado para o corpo, resultando em um tamanho maior e uma morte apaixonada do mesmo. O que não nos espanta, pois dizem que a morte que os apaixonados preferem é sempre o infarto, infarto de amor.
O que também pode ter causado a morte do mesmo são os impulsos elétricos na musculatura, que deve ter excedido de carga e após uma forte emoção letalmente matou o coração. O coração não, a pessoa, que provavelmente não suportou tamanha carga ou emoção.
Um coração apaixonado por incrível que pareça vive muito mais tempo, pois ele trabalha muito mais, oxigenando mais as células do corpo, e transmitindo um turbilhão de sensações para o dono, que o fazem ser muito mais feliz, muito mais disposto a tudo e incrivelmente mais vivo. Os impulsos elétricos causam frisson dentro do coração, o que faz com que ele pulse sempre e cada vez mais forte, podendo parar em qualquer parte do corpo, inclusive nas mãos de outra pessoa.
Esse coração deve ter vivido todas as sensações malucas de um amor de verdade, pois mesmo estando aqui, diante nossos olhos, sendo futucado e cortado, não parece estar morto. Parece que continua pulsando, como se dentro do corpo de alguém...”
De repente a professora para ao lado dos alunos e lê o que escreviam.
- Parabéns, vejo que souberam exatamente como redigir o texto de vocês e observaram corretamente esse coração! Parabéns !
- Professora, porque parece que esse coração continua vivo ?
- É simples, esse coração pertenceu a um mágico que morreu com 100 anos. Ele possui uma vida diferente das demais pessoas juntamente com sua esposa, que faleceu com ele no mesmo instante e com a mesma causa: infarto.
Achamos que o coração parece ser tão vivo, pois os dois possuíam um amor incomum aos dias de hoje, se amavam intensamente, sem filtros, sem nada....eram cúmplices um do outro, e não mediam esforços para estarem juntos e sentirem tudo que lhes era possível.
- Bah, isso não existe!!! [ disse o menino]
- Sim existe, eu acredito nisso....eu acredito em amor. [ retrucou a menina]
- Bem, esse tipo de coração e de amor é realmente para poucos.É preciso muito mais do que simplesmente acreditar ou duvidar....Ainda ninguém descobriu qual a fórmula para isso,talvez na verdade nem exista fórmula, talvez, para isso basta que você encontre exatamente o coração que encaixe no seu....olhem só isso.
A professora se dirige a mesa do lado e trás consigo um outro coração....
- Esse é o coração da esposa dele....
Como em um quebra cabeça encaixou os dois corações, perfeitamente.....
- Esse talvez seja o segredo do amor....encontrar alguém que tenha o encaixe perfeito...tornando o coração com muito mais que o dobro do tamanho de um pulso adulto, com muito mais batidas e muito mais choques....resultando em muito mais sensações e intensidade.
Palmas pra mim
Minas sempre Gerais. A vontade, nem sempre. Vontade de que?
Um show não pode ser ruim.
Sou contratado para dar um show fenomenal, memorável.
Um show que será inesquecível, um show de verdade. Um show de mágicas, um show mágico!
Material tem, caixas de som tem, estrutura tem, assistentes tem, fotógrafo tem, e a vontade?
Tem também. Muita vontade!
Os assistentes não vâo embora quando a platéia pede; a estrutura não cai quando a palma acaba; meus materiais não sofrem
influência psicológica, mas a vontade sim. A minha vontade.
Uma piada mal colocada, uma mágica mal terminada, um ato torto faz com que meu espelho, a platéia, mude.
Sabe quando você acorda de bem com a vida, se acha um superstar, vai pro espelho e aquela espinha em cima do queixo te deixa
pior que um cachorro sem dono? O poder da espinha!
Uma espinha consegue fazer seu dia se desmoronar. Faz você perder uma vaga por te deixar down na entrevista.
Faz você perder o amor da sua vida, pois eu não vou mais naquela balada praqueles boyzinhos ficarem rindo de mim! [e
justamente lá, estará aquela mulher que irá namorar, noivar, casar e ter 3 filhos com você.] O poder da espinha.
Alguns dos meus shows tem sido parecidos com isso.
Um olhar torto [e inescrupulosamente maldoso] de um espectador que acabou de lembrar que deixou o leite no fogo tem o poder
de acabar com maus 45 minutos finais.
Não bateram palmas? Porque? Não gostaram?
Já sei! A piada foi ruim, eles sacaram coomo a mágica foi feita e viram que meu paletó estava amassado.
Estou parando de julgar os outros, mas ainda tenho forte em mim o pensamento de que todos me julgam a todo instante.
Ah, sobre as palmas? Eu explico.
O efeito mágico foi tão forte que as pessoas simplesmente se esqueceram de aplaudir enquanto admiravam e se perguntavam como?
como? como? Isso mesmo. Todos adoraram aquele número de mágica e [simplesmente] não aplaudiram - como nós no primeiro
encontro... aquela mulher que você pensava que estaria linda, mas não, ela estava marvilhosa! estupenda! e você (eu) (nós)
(babacas) não dizemos nada; apenas a admiramos. [e não aplaudimos]-
Resumindo. Uma mágica admirada e sem palmas = mágica ruim.
A causa faz o efeito.
Do efeito não chegamos na causa. Entendeu?
Nem eu.
A partir de hoje eu paro de me levar pela platéia.
Paro de pedir aplausos.
Paro de pensar no que você está pensando. Sim!
Apenas faço da melhor maneira. Darei sempre o meu melhor!
Se ficar ruim, foi o máximo que pude!
Mas não ficará.
Palmas pra mim? Não mais.
Palmas pra nós.
sábado, 24 de dezembro de 2005
TAM
Cheguei. Eram duas e pouco e eu acabara de chegar.
Última chamada - vôo 0511 com destino ao aeroporto de Pampulha.
- Vamos correr, senão a gente se atrasa.
Estava sentado na cadeira 7J quando olho no meu relógio:
- 21 de dezembro de 2005. 14h51.
O telefone toca.
Eu atendo.
Uma voz suave e melada [como uma mousse de chocolate branco com chocolate ao leite] diz simplesmente "oi". Um oi que exprime muito mais do que um simples oi.
As intenções das palavras normalmente dizem mais do que as próprias palavras... Antes mesmo do "oi" ser dito, milhares de códigos já tinham sido transmitidos. Apenas por um suspiro o meu subconsciente já pôde se deliciar com a emoção passada pelo telefone.
Eu inicio o meu suspiro, transmito sentimentos e com toda vontade, digo: "o,."
- Senhor, é proibido o uso de celulares e aparelhos eletrônicos controlados remotamente enquanto a aeronave se encontra em processo de decolagem.
- Mas é ráp...
- Senhor, é proibido o uso de celulares e aparelhos eletrônicos controlados remotamente enquanto a aeronave se encontra em processo de decolagem.
- O que custa? É um simples O...
- Senhor, é proibido o uso de celulares e aparelhos eletrônicos controlados remotamente enquanto a aeronave se encontra em processo de decolagem.
- Oi, Eu preciso desl...
- Senhor, é proibido o uso de celulares e aparelhos eletrônicos controlados remotamente enquanto a aeronave se encontra em processo de decolagem.
Argh. Odeio processos de decolagens.
Pra que essa mentira toda? Eu tenho certeza que se fosse proibido o uso de celulares enquanto... argh! enquanto essa jossa não sai do chão, eles proibiriam entrar no avião com o celular! Assim como fazem com facas!
Eu quero descer.
Me contento com muito, mas hoje vou ter que ficar simplesmente olhando sua foto.
Abro minha mala de mão, e procuro seu retrato. Aqui não está. Talvez no outro bolso, não. No bolso de trás?
Putz! Me lembrei!
Proibiram a entrada da foto quando passei pelo detector de metais e objetos perigosos. Tive que deixá-la no embarque.
Era uma foto nossa, abraçados. Tirada ao acaso. Sem ela saber que essa seria a pose. Quase um susto!
[Proibido a entrada de objetos que possam ferir.]
[Proibido a entrada de objetos que sejam diferentes do convencional.]
[Proibido a entrada de objetos que sejam diferentes do que o povo conhece.]
Quem conhece?
2 meses juntos? É por isso que vocês são assim. Felizes!
O mundo é infeliz. Logo logo tudo isso passa e vocês devem se tornar um casal normal. Triste.
Eu quero descer.
Voltamos ao avião.
Quero te ver. Quero te ter.
Na minha carteira deve ter uma foto que passou desapercebida pelos guardas; e tinha.
Seu sorriso nessa foto foi esboçado antes de nos conhecer [muito antes], mas seus lábios silenciosamente clamam pelo amor que virá, e veio.
Que dúvida! Decolo ou fico em terra?
Uns me dizem que decolar é muito perigoso, você vôa, vôa, vôa até lá em cima.
O céu não é mais o limite, você passa barreiras e vai além.
Outros dizem que ficar em terra é que é perigoso. Você vê os outros voarem e não consegue sair do chão.
Você corre, corre, corre e se cansa. Uma hora todo mundo se cansa de ficar em terra... E além disso, um avião pode ganhar peso por transportar vidas que se incham a cada momento de alegrias e cair em cima de uma mente que ficou em terra. Em terra. Enterra.
Penso matematicamente [logicamente]. Reflito, ainda logicamente.
Tento alcançá-la mas não posso mais. Não há mais sinal! Ou há [e eu não consigo enchergá-los].
Processo de desembarque pessoal. Arranco a fivela do cinto desesperadamente, atropelo 2 ou 3 aeromoças que estão no caminho e puxo a trava de segurança. Dois comissários tentam me perseguir, mas sou mais rápido. Tudo o que quero agora, é descer.
Os passageiros se agitam. Vejo que metade da tripulação, seguindo meus conselhos corporais, tentam fujir também. Tudo o que quero agora, é descer.
A escada estava quase sendo tirada. Ela se encontrava a uns 40cm do avião, mas eu consegui saltar e me segurei firme no corrimão. Já estava fora! Minha ânsia por ficar em terra estava sendo satisfeita.
Páro na escada.
Vejo aquele monstro de possibilidades iniciando a decolagem.
Vejo meus sonhos indo embora, minha vida indo sozinha para o paraíso.
Metade da tripulação cai da aeronave, metade -1 fica no avião.
E eu, na escada.
Ficar em cima do muro é fácil. Ou você cai, ou você não cai.
Na escada é mais traumatizante. Ou você cai, ou você vôa.
Pensamentos, anústias, sonhos, pesadelos, vidas passadas, vidas futuras, tempo.
Penso com meu cérebro lógico. Não chego a lugar algum.
Penso com meu cérebro emocional [corãção]. Decido decolar.
50% do meu conciente quer que eu fique. 50% quer que eu vá.
Não vejo nenhuma forma de desempate. Nenhum indício.
Coloco tudo [e todos] na balança e tudo continua igual.
50,0000% de um lado [o de baixo]
50,0000% do outro lado [o de cima]
Não sei como desempatar. Não sei como escolher.
Só sei que a escolha ocupará os outros 50%. Isso eu sei.
Mas como escolher?
Talvez ela possa me ajudar.
Procuro a foto dela na minha carteira. Cadê a carteira? Droga! Ficou no avião. Talvez tenha caído.
Salto de volta para a aeronave. As comissárias ainda estão no chão.
Volto para meu lugar e pego a carteira. Puxo a foto do quinto bolso da divisão 11.
Não tenho mais tempo para escolha.
As portas se fecham. O avião decola:
- Senhor, favor manter o assento na posição vertical no momento da decolagem. [decolei]
Aperte o cinto.
O vôo dura em média 100 anos.
Tenha uma boa viagem.
No vôo da Vida-Emoção,
segunda-feira, 19 de dezembro de 2005
Diário da piscina
Desmontamos tudo em 42 minutos; pensei que demoraria mais...
Estou caminhando para o nosso prêmio, o jantar. Já estou há quase 12 horas sem comer nada... Ô lugarzinho longe! Bem que poderia ter um avião direto pra cá [um heliporto talvez...] Bem que eu poderia ter dinheiro pra isso..
Esquece. A história é outra. O mundo é outro.
1. Essa carne semi-crua está com uma cara tão boa.
2. Esse arroz com açafrão tá lindo... deve ter um gostinho especial.
3. E essa carne deve estar muito dura, dura como uma pedra - mas o molho está bonito, deve estar uma delícia.
4. Sobremesa? Uau!!! Quanta variedade! Quanto sabor! . Pêra ao vinho tinto? Eu quero um desse.
5. Torta três camadas? Napolitana? Mais um desse pra mim... Deve estar fenomenal.
6. Chantily eu não quero, obrigado. Eu odeio chantily.
1. A carne semi-crua estava horrível. Cheirava estragado.
2. O arroz com açafrão não tinha nenhum gostinho especial. Estava tão normal quanto um arroz tio João.
3. A carne não estava dura, estava mole (uma delícia). Mole como um pudim - o molho estava horrível.
4. A pêra ao vinho tinto? Estava com gosto de vinho. E só! Vinho forte e barato - e ruim -
5. Nunca uma torta napolitana esteve tão normal e tão com cara de torta-normal. Decepção.
6. O chantily eu peguei do amigo da frente. Era chantibom! Delicioso. Quero mais um pouco.
Eu não vou falar dos outros hoje.
Não vou falar do mundo.
Vou fazer algo mais difícil; vou falar de mim!
Mania ridícula que eu tenho de julgar.
Julgo tudo. Julgo todos.
Me precipito; Julgamentos baratos. Angústias, pressas, antecipações surreais que só me fazem sofrer. Sentimentos baratos - retornos caros.
Antes de começar o show, algo me dizia que seria ruim, mas foi bom. [ o outro foi horrível ]
Há vinte e seis anos estou com uma mania medonha de julgar tudo o que vejo. Isso está me deixando cada vez mais preocupado - mas tomo uma decisão agora. Vou parar com isso! Já. -
Se eu vejo alguém na rua andando de bicicleta de manhã, eu consigo contar a história dele em 2 segundos na minha cabeça doente: Deve ser algum desocupado milhonário que recebeu uma herança do vô que morreu no Mes passado e passa o resto da vida andando de bicicleta e correndo de manhã. Vagabundo!
Se está andando de ônibus: Coitado. Não vai ser nada na vida. Vai continuar assim pra sempre. Dó.
Mulher feia: Nunca vai amar ninguém.
Mulher bonita: Deu sorte na vida, mas deve ser burra como uma porta.
Merda! Cabeça doente. Eu não sou assim. Não deveria ser.
Preconceito que transcende o pessoal. Preconceito de idéias, de ações, de tudo.
Eu, Rafael Baltresca, andei de bicicleta de manhã por um bom tempo na minha vida.
Ônibus? Eu, Rafael Baltresca, freqüentei coletivos por 20 anos.
Mulheres feias? Muitas já fizeram parte da minha vida.
Mulheres bonitas? Lindas? Não preciso comentar. A mulher da minha vida é linda e inteligentíssima. Nada de porta.
Preconceituoso imbecil.
Futuro-ex-preconceituoso imbecil.
Na vida não há padrões.
Não há como prever o futuro com base no passado.
A matemática da vida não é feita baseada em métodos numéricos. [Métodos computacionais]
A projeção linear, o método dos mínimos quadrados, só funciona com números; e a vida não é feita de zeros e uns. Nossos cérebros, nossos corações e almas não são fazem parte de uma equação.
Se não posso prever o gosto de uma torta, como posso prever o sentimento de uma alma?
Torta-Você-Vida-Pessoas-Ônibus-Vida-Joy-Mundo-Eu,.
A vida é uma mescla de sentimentos que impossibilita a previsão de qualquer coisa.
Um polinômio de grau 1000 não descreveria uma vida e permitiria a extrapolação de razões. Há muito mais variáveis visíveis e invisíveis que descrevem qualquer trajetória.
Abandono métodos computacionais hoje. Agora.
Eu não sou um computador.
Temo que minha vida esteja confusa.
Temo que este texto esteja confuso.
Oxalá que esteja bem confuso.
Leia denovo e julgue-me.
De agora em diante, não me antecipo.
De agora em diante, não julgo.
De agora em diante, vivo.
Nossos destinos? Deixa ele vir.
Nosso amor é presente. Nosso futuro se faz sozinho.
Não quero estar com você amanhã; quero estar hoje.
Amanhã eu desejo te ter amanhã - [hoje]
"Longe ao norte, existe uma pedra de 1Km de altura, 1Km de largura e 1Km de comprimento.
De 1000 em 1000 anos, a esta pedra vai um pássaro e nela dá uma única bicada.
Quando esta pedra se esgotar por completo, terá se passado 1 segundo na eternidade"
O infinito é feito de hojes.
Os nossos amanhãs só dependem dos agoras.
E o amanhã,
domingo, 18 de dezembro de 2005
Que mágica você faz?
Olhou para a pista, para os competidores; ninguém.
Notou os pinos ainda em pé: A, L, N1, P, N2.
1 só jogada.
1 Strike.
1º prêmio: R.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2005
Tudo continua igual. Até o carrinho é o mesmo.
Era aproximadamente 5:00. O céu ainda estava escuro, estávamos em horário de verão.
Minha irmã e minha mãe não ouviram meus passos pela sala e o silêncio continuou como estava antes.
Meu cachorrinho fez com que iria abrir seus olhos, mas a preguiça matinal não o permitiu.
Tomei um leite gelado com bolacha de chocolate [que é uma das coisas mais fantásticas da vida], cutuquei um brigadeiro quase
pronto dentro do forno, mordi uma última bolacha [agora sem leite] e saí.
Eu só ando de carro. Depois que consegui comprar meu carrinho, nunca mais andei à pé. Continuo achando muito saudável fazer
caminhadas e caminhadas, nadar, jogar e etecétaras porém, não ando mais à pé. Só de carro.
Não me pergunte porquê, mas nesse dia decidi andar de ônibus. É. De ônibus mesmo. Vontade. (shopenhauer entende)
Andei uns 300 metros e cheguei na minha meta final. Tão complexo [ou simples] como poderia ser. O ponto de ônibus.
- Por favor, qual ônibus eu pego pra chegar na Av. Rebouças, número 167?
- Que?
- Eu quero saber como eu faço pra chegar na Rebouças.
- Chegar onde?
Esse diálogo seria completamente cabível se fosse entre leigos em ruas e avenidas, mas não era.
Quem não me entendia era um motorista de ônibus de um coletivo que estava parado.
- Babaca. Como é que um motorista não sabe qual ônibus eu devo pegar pra chegar na Rebouças? Taxista sabe. Com certeza.
- Oi. Por favor. O senhor sabe como chego na Rebouças de ônibus?
- Onde?
- Rebouças.
_ O que é isso?
- Avenida porra. Desculpe. A avenida. Rebouças.
- Não.
- Ela cruza a Faria Lima.
- Que?
- Como que???? Faria Lima meu! Faria Lima. Pinheiros.
- Meu Deus do céu!!!! Como é que um taxisa não sabe onde fica a Faria Lima?? Nem a Rebouças???? Ahhhhhhh; Argh.
Guia. Isso.
olho no guia. Procuro F. Fa. Farinha.. Não.. Nenhuma Faria? Deve ser pelo fim... Lima.. Cerqueira Lima, Antônio Lima, só?
Acabou?
Não deve ser verdade. Devo estar sonhando.
Não existe Avenida Rebouças nem Faria Lima no guia. hahaha. Brincadeira.
Algum estagiário babaca se esqueceu de colocá-las no guia.
Tá bom então. Se ninguém sabe como chegar lá de ônibus, vou de carro.
Mais algumas dezenas de minutos e chego em casa novamente. Abro o portão e saio.
Provavelmente minha mãe me ouviu fazendo barulho, mas por algum motivo, não quis se levantar.
1, 5, 10 minutos. 20, 30, 37 minutos de trânsito e estou quse chegando... Que? Como?
Rodo, rodo, rodo e não acho a Rebouças e nem a Faria Lima. [novamente...], não estou perdido! Eu conheço muito bem essa
região... só não sabia como chegar de ônibus! De carro eu sei. Cadê a Faria Lima? cadê a Rebouças?
É isso mesmo que vocês estão ouvindo. A Faria Lima sumiu. [junto com a outra...]
No lugar delas? Lojas, casas, transeuntes e tudo mais.
Vou repetir. Já andei pra cima e pra baixo.
Vejo tudo o que posso ver, menos essas avenidas. Elas sumiram. Ou nunca existiram?
A Faria é a principal rua de pinheiros.
Tudo passa por lá, tudo acontece lá. Bares, restaurantes, baladas...
Sabe o que me deixou mais indignado?
Na época que a Faria Lima ainda existia, [ou pelo menos eu a conhecia], havia um carrinho de cachorro quente pertinho do
banco com um senhor, sempre servindo sorridente os clientes, de nome Ubiratã. Ele normalmente usava um boné azul, sapatos
pretos, calça jeans e camisetas que variavam nas cores branca e amarela.
Hoje, quando já não existe mais Faria Lima, eu vejo um carrinho de cachorro quente pertinho do banco com um senhor, sempre
servindo sorridente os clientes, de nome Ubiratã. Ele usa um boné azul, sapatos pretos, calça jeans e camisetas que variam
nas cores branca e amarela.
Tudo continua igual.
Até o carrinho é o mesmo.
Já ao lado da padaria, havia uma banca de jornal [na época da Faria Lima] bem vistosa, com luminários grandes e um cartaz
escrito "proibido colar cartazes" pregado em sua parede.
Hoje, sem Faria Lima, ao lado da padaria, há uma banca de jornal bem vistosa, com luminários grandes e um cartaz escrito
"proibido colar cartazes" pregado em sua parede.
Tudo continua igual.
Até o carrinho é o mesmo.
Me indago, me questiono, me concluo...
A Faria Lima não faz falta nenhuma pra esse mundo. Nem a Rebouças.
Com ou sem elas, tudo continua igual. As pessoas continuam andando, comendo, correndo, fazendo e desfazendo.
Tudo continua igual.
Até o carrinho é o mesmo.
E se você não existisse?
Que falta você faz?
sexta-feira, 9 de dezembro de 2005
Bônus.
[bônus]
Bônus. Nós vivemos de bônus.
Todos nascemos iguais e temos os mesmos diretos de vida [não estou falando de direitos e deveres sociais, estou falando de vida-animal-humana]
Quando nascemos, ganhamos um bônus de 150 anos - comprovado cientificamente por mim -. Se no momento em que fôssemos apresentados ao mundo, alguém nos colocasse numa mesa e deixasse-nos por lá para sempre [com pão + água], viveríamos 150 anos. [não quero discutir o
mérito do quadro-morte desse sujeito-vegetal que não influenciará em nada o muda - e que pode ser considerado morto - [paradoxo] Quem viver mais, morre mais!
(?)] Esquece. [Esqueço].
Voltemos ao bônus. Sabe quando a professora falava que a nota da prova começava com dez e a cada erro ela tiraria 1 ponto (ou 0,5)? A vida funciona assim também, mas ao invés de pontos, nos tiram tempo. Segundos, minutos, horas, dias são descontados a cada atitude errada, ou apenas contrária ao método normal-usual-casual-convencional de se viver. uma torção de braço, 1 dia a menos; Um trauma infantil, 4 anos a menos; Uma paixão que foi embora, 3 meses;
um coração que chora, 2 anos e meio; uma dose a mais, 2 dias; uma tragada profunda, 6 minutos; uma maço todo, 7 dias; um peso nas costas, 14 dias; na consciência, 41.
E assim passamos a vida sendo descontados pontos até chegarmos no zero, e ... [fim]?!.
Já tenho 26 anos descontados pelo próprio tempo, mais alguns por culpa, erros e inevitáveis assassinas ações. [Assassina de tempo].
Aos 9 anos, 3 já estavam comprometidos [minha garganta gasta de tanto chorar, um olho
roxo e alguns amores platônicos que tinham ido embora].
Não é fácil entender, mas com 9 anos, eu já tinha 12.
Com 16 anos, não tinha mais 24 anos dos meus totais 150. 16 do tempo + 3 [dos primeiros 9] e 5 dos 9 aos 16. 5 anos embora...
Alguns pesos na consciência, dedos torcidos, uma cabeçada na quina de uma mesa [que se não fosse suficiente tirar alguns meses de mim, ainda me deixou uma cicatriz na testa], umas
cabeçadas nas quinas da vida [cicatrizes na alma].
Com 23 anos eu já tinha alcançado os 40. Vamos ás contas: 23 do tempo + 3 [dos 0 aos 9] + 5 [dos 9 aos 16] + 9 perdidos[vividos]sofridos[vividos] neste restinho de tempo.
Parece que quanto mais o tempo anda, mas tempo eu perco [e me machuco], mais pontos são tirados de mim neste jogo que só tem perdedor, nesta prova que todo mundo acaba com zero.
25 anos e 11 meses. Já estou com 70 anos de débito - quase metade de uma vida -. 25 levados pelo tempo, 17 perdidos dos 0 aos 23... levo um tombo, um enorme tombo aos 24 anos, que fere, fura, finca meu peito. 28 anos tirados de mim numa manhã de sábado. Sábado escuro.
Escurece minha alma e apaga meus sentimentos. [escuro]. 70 anos somados com alguns desencontros, decepções, angústias.
No dia 5 de novembro de 2005, eu, com meus 25 anos, 11 meses e 7 dias, estou com quase 80 anos de morte nesta prova fatal. Fatal, que acabaremos com zero. Sempre.
Dia 6 de novembro de 2005. Exatamente um ano após meu tombo de 5 décadas. vejo uma pepita de ouro no meio de 90 carvões. Já ganho 1 ano [só pelo olhar tímido que dizia muito sem falar nada]. Minha pena se reduz a 70 anos. Mágica?
1 mês depois [que se iguala a quase 7 anos] o tempo muda de time, o relógio gira pra esquerda, 30 dias de convivência, [3000 horas de prazer] me devolvem anos de história. 10, 12, 19,
70 anos. O tempo é uma exponencial inversa [ou se torna]. 26 anos e o espelho
me mostra 10. Me torno uma criança [que dança, cata e se diverte] e volto a achar belas as coisas simples, volto a ser prático e descomplico a vida.
O despertador não funciona mais como deveria. Agora ele permanece gritando e feliz; só pára de tocar quando a hora fatal chega, e ainda não chegou. E não vai chegar.
Minha prova vale 11, 200, 500 anos e os pontos dela tirados são imediatamente repostos por 1 sorriso, 1 suspiro.
A lógica da vida novamente se transforma, a gramática dos meus pensamentos só está em nossos livros e o meu tempo [sagrado tempo] só depende de você.
Antes não sentia, não via, não sabia.
Hoje eu sinto, eu veJO Y CEi.
Rafael, o Baltresca.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2005
Programação da semana
Uses crt;
Var i: integer;
begin
For i:=1 to 7 do
begin
write('Me. ');
writeln(' You. ');
never ends;
never ends.
terça-feira, 6 de dezembro de 2005
Lógica. Lógico.
Sejam a=b e b pertencentes ao reais, sendo a e b diferentes de zero.
Suponhamos que a=b.
Então, se a=b, multiplicando os dois lados da igualdade por a, temos:
a.a=a.b
a2=ab
Subtraindo b2 dos dois lados da igualdade, temos:
a2-b2=ab-b2
(a+b)(a-b)=ab-b2
(a+b)(a-b)=b(a-b)
a+b=b
eu posso colocar b:
b+b=b
2b=b
Dividindo ambos os lados por b, chegamos à conclusão:
2=1
A lógica acaba aqui. Bom, pelo menos a sua lógica.
[Lógica]...
O que alguém nem um pouco lógico pode dizer sobre a maior prova de amor manifestada através da lógica? Poderia dizer que o amor triunfou diante da inteligência; aquele não-sei-o-quê, que surge não-sei-de-onde foi internamente esvicerado e traduzido em números...lógica?
Qual lógica aceita o fato de 2 ser igual a 1? Que pessoa aceitaria o fato de que algo assim, sem pai nem mãe, sem destino nem razão assassinasse a própria lógica?
Sim, dois é igual a um....amar é deixar de comparar, é fazer com que tudo seja simplesmente como desejamos, fazer com que um amor dividido não diminua, uma batida seja igual a duas.
‘Dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço?’ :Balela...
‘ 2<>1?’ : Mentira !!![?]
‘Eu não preciso de ninguém, estou muito bem sozinho!’ :A única lógica que existe é aquela que contradiz os maiores absurdos....
Prove portanto que a+b <> c.
Eu provo. Só preciso de 87 anos.
c.q.d.
Enigma
Sexta-feira... dois de dezembro. Dois?
Dia corrido, reuniões, chuvas, telefonemas, orçamentos, muitas surpresas.20h00. O show vai começar.
Pego meu case, baralho, moeda, bolinhas e vamos à luta [e que luta]. Ela ainda não chegou. [mais luta]. Logo chega.
Uma mágica aqui, uma ali, reencontro um amigo [nem tanto] lá, umas risadas surgem daqui. Carvões.
Tudo igual mas diferente também. As mágicas são quase sempre as mesmas. O mágico nunca é.
Luz. Já viu uma pepita de ouro no meio de carvões? É. Isso mesmo.
A pepita chegou. De saia ainda no lugar, de blusa ainda não amassada e de coração não [tanto] amado - que ficaria em algumas
horas.
O tempo me ajuda, como se houvesse alguém acelerando o relógio para acelerar o encontro dos dois olhares. Internamente e externamente.
Agora são 22h30. Minha cara esboça o cansaço de alguém que nunca se cansa. Meus ombros doem - malditos os inventores de mesas
de bar - e meu corpo precisa urgente de uma cama [meu corpo. não minha alme e muito menos meu coração... esses tinham pique para horas e horas].
- Molho de oui vernet selavie.
- Steak ao oui de trevie.
Decifra?
Um é molho de pimenta. O outro é molho de mostarda.
Simples.
Simples como decifrar seus sonhos. Simples como decifrar seus desejos.
Simples como entrar na sua vida e roubar sua alma.
Simples.
A noite começa ficar cada vez mais profunda.
3 horas de molhos de pimenta com mostarda.
[decifra?]
Me decifra. Me decifrou. Te decifro.
NoiteDia nada igual. NoiteDia cansado, suado.
Sábado pela frente.
A vida recomeça. [Sempre recomeça].
O dois de dezembro se torna um de dezembro. 1/12;
Um dezembro qualquer?só 1.
Me decifra.
domingo, 4 de dezembro de 2005
quinta-feira, 1 de dezembro de 2005
Inspiração pra viver
Hoje o dia foi muito normal. Bom, nem tanto... Peguei quase 3 horas de congestionamento, fui multado por parar em local proibido [ sendo que não era proibido ] - Sinalizar pra quê? Resumindo, dia chato. Normal. Igual.
Sem inspirações pra escrever.
Até às 18h47. Agora acabou-se a normalidade. Igual, era só o passado. Que já se foi.
Aí sim. Inspirações. Elas vieram. Em peso. De monte. De frente. Encarando e destroindo. Como num strike. Um boliche de sentimentos derrubando o normal, o chato, o casual, o mesmo.
Sorriso do outro lado da rua. Olhar tímido.
Abraços. Confidências.
Espera... O teatro não começa.
O tempo passa rapidamente. Gotas caem. Chuva.
Meio teatro. Briga. O mágico apanha (?).
Fim. Voltou como era antes.
Beijos pluviais. (*)
O alarme toca. Tinha que tocar.
Inspiração pra escrever? Não. Para viver.
Mãos dadas. Cúmplices. Corra, corra.
Vamos nos perder um pouco. Faria Lima, chuva, sensações - confidências - Medo de fechar os olhos... Medo do escuro. Sozinha.
Escolhe. Qualquer um? Não. Escolha.
Histórias... Atos teatrais... O não pode. (amigos) (dores de estômago fabricadas)
Lanches. Italian? Barbecue? Come com a mão. Mais íntimos. Menos sérios. Menos dois. Mais um.
Farofino. Sorvete. Farofa. Porque a farofa fica embaixo? A farofa entra em todos os cantos. Descobre o íntimo do copo.
Quem acha bonitas as luzes do túnel que passa por baixo da marginal? Eu acho.
Confidências. Sem MSN agora. Real. Olho no olho (ou quase) - Você penetra minha alma e consome meu espírito. Me vejo em seus olhos. Te vejo em meus.
Corações batem, batem, querem sair do corpo. Pela garganta, pela boca, pelos beijos.
Meia noite. Expulsos (ou quase)
Passeio pelo mundo... Uma viajem tão longa nunca foi tão rápida. More mais longe... [eu te levo] - more mais perto [você me traz].- bem perto -
Adeus. [não... simplesmente um até mais] - Pule a janela. Não faça barulho.
Volta. Eu te ligo. Ligo. Boa noite.... Dorme. Dorme no escuro. Nunca mais terás medo. Nunca mais dormirás só.
The bodies may be apart. The souls, always together
Presente de aniversário
Um presente de aniversário só é bom quando vem do coração.
Esses, vieram da alma...
Eis meus presentes. By someone very very special (and becoming more special each day...)
Tomo a liberdade de entitulá-los:
"Rendeu-se à evidência de que seu sorriso só seria sincero quando esboçado pelos lábios dele"
e complemento...
"Rendeu-se à evidência de que seu sorriso só seria sincero quando esboçado pelos lábios dela"
[DESAFIO O DESTINO]
“Quem pode saber que coisas estão escritas no grande livro do Destino? Até que ponto nossas tortuosas escolhas não criam uma [única via]?”
Rasputin
[Sagitário é sempre associado à filosofia e a expansão do conhecimento, onde os conceitos e as abstrações que explicam o mundo e a realidade são desenvolvidos e aperfeiçoados. Assim, os sagitarianos geralmente são pessoas com uma amplitude de visão e horizontes bem acima da média, desprezando questões menores e rotineiras. É que Sagitário pensa adiante e enxerga longe, preferindo temas de maior dimensão como a cultura, a ética e os valores coletivos]
E aqui se inicia minha historia. Eu que tanto relutei contra as tortuosas vias dos destino, hoje sou uma vítima!Estou aqui não para dizer que sofri, pelo contrário, vim em sua defesa, vim pela liberdade das escolhas sem lógica, pelas dores no estômago, pelas noites mal dormidas que resultam em dias estupidamente melhores e muito mais felizes.
Eu particularmente nunca acreditei em destino, sempre me enganei [na verdade] acreditando ser a diretora [detentora de meus próprios passos] da história da minha vida. Hoje eu penso que sou uma mera protagonista, e algumas vezes [poucas] me vi apenas como espectadora.
Espectadora, porque permiti que ela [vida], apenas passasse diante dos meus olhos, sem me interessar pelo caminho que seguia ou pelo destino [destino?] que traçava. Todos já fomos espectadores, contudo, isso não significa sermos iguais - alguns se acomodam em uma poltrona confortável de um teatro qualquer, e lá ficam, sem possuir a ganância de um dia poder estar no palco, diante das luzes...brilhando. Outros [graças a Deus existem outros] querem MAIS, admiram por um instante suas vidas [como espectadores atentos] refletem, admitem seus erros , encontram saídas e então, [num pulo!] fazem com que tudo se torne diferente. E passam a viver a VIDA !
Protagonista , bem essa explicação virá depois de uma breve história sobre encontros e desencontros.
Eis a história
Quantas vezes você já fez brigadeiro na sua vida? [Sim brigadeiro...] Mas não um brigadeiro qualquer, mas sim aquele que você deseja cair de boca na panela, antes mesmo que esfrie, e se deliciar, colher por colher, lambida por lambida, naquela massa doce [muito doce] e achocolatada que é um grande pecado para a silhueta de todos nós!!!
[Pecado...talvez seja por isso que comer brigadeiro é tão bom...dizem que tudo que é errado é mais gostoso...talvez! Mas hoje não entraremos no mérito do pecado e sim em fatos.]
Voltando ao brigadeiro, pensemos em um fato: Imagine você, sedento (a) por brigadeiro [hummm], sua pressa em come-lo é tanta, que para isso você resolve produzí-lo em fogo alto, e obviamente ele queima...fica com aquele gosto de carvão horrível...e para melhorar a história, enfiamos uma colher de METAL na massa tenra e quente e dirigimos a mesma para nossa boca angustiada por BRIGADEIRO!
Resultado:
{a pressa atrasa a vida, o desatento queima o brigadeiro, o comodismo causa indigestão}
Mas como todos somos tolos, preferimos fingir para nós mesmos que o gosto está maravilhoso, já que é difícil demais aceitar a realidade de que não está do jeito que desejávamos. E a pressa, em pensarmos que tudo tem que ser feito rapidamente...
Esse mesmo comodismo [do brigadeiro] me perseguiu durante algum tempo. Acreditei durante longos meses não precisar de ajuda para nada, NADA! Seja em relação à VIDA, seja em questões pessoais e muito menos [MUITO MENOS] estudantis. Vivia na angústia de que apressadamente minha vida [até então acomodada] pudesse tomar seu rumo certo e eu, desatenta, não dei ouvidos ao destino.
Para quê?...quanto menos a gente dá atenção, parece que mais vem atrás! Verdade, e eu tenho a prova CONCRETA disso [já que o ser humano precisa de coisas concretas, eis uma!]
Insistindo em estudos solitários, passei o ano tomando pancadas de uma matéria incrédula que eu ODIAVA [AVA- misteriosamente passei a admirá-la]. Não resistindo mais aos feitos do destino, me rendi a uma [mera] aulinha numa escolinha qualquer. Diga-se de passagem, com um professor admiradíssimo pelos meus colegas, que eu duvidava, [sempre] que fizesse alguma diferença.
E fez....não só mudou minha visão em relação a computadores e programação e as chatices da lógica [não, eu não sou nem um pouco lógica] como entrou na minha vida, de uma maneira nem um pouco provável.
Para quê? Não, não foi para passar de ano, muito menos para me sair bem na prova. Foi algo além...o destino me acertou, me alcançou e como num bote certeiro, lançou-me na direção correta que eu tanto hesitava seguir.
Não hesitei apenas uma vez...mas sim 3 vezes, dizendo ‘nãos’ dentro de mim, relutando o fato de que finalmente minha vida teria seu início da maneira que sempre [sempre?] planejei. Longe de comodismos, idéias baratas e sonhos sonhados apenas durante noites de sono [sonhos, sonhos, sonhos...de que são feitos nossos sonhos?].
Hoje, devido ao destino, que me venceu de goleada, queimando minha língua [e a sua também ... hahahaha] e me deixando melada [muitooooooo melada] me encontro na fase que sempre desejei chegar. Sou eu, sem paradoxos e títulos que escondem meu verdadeiro eu.
Portanto, sou uma protagonista, guiada pelas tortuosas e complicadas [e ditas estranhas] vias do destino, que com sua brilhante direção me fez estar aqui hoje. Tão certa de mim como nunca estive, vivendo como a diretora de minha própria encenação, acompanhada do que eu diria o presente certo, em uma hora totalmente errada, que da maneira mais paraguaya de ser, FEZ SER [lembrando: o Sagitariano pensa adiante e enxerga longe] a hora mais perfeita de todas.
Em sua única e verdadeira escolha !
[Capricórnio......você consegue então me definir?]
Já havia passado mais de uma semana desde aquela terca-feira [acho que peguei seu msn numa terca...]. Eles falaram-se poucas vezes desde então, encontraram-se menos ainda [ou nenhuma vez]. Tudo soava como uma piada irônica e sem graça, principalmente porque ninguém conseguia entender verdadeiramente o seu sentido. [mais uma no meu msn....ok, deve ser legal conversar com ele, até que eu curti a aula...]
Já havia passado mais de duas semana desde aquela atípica terça-feira de feriado [proclamação de alguma coisa...ba é feriado!] estudando física. Quando cansada de números e fórmulas decidi fazer algo que relutava muito, mas como fui eu quem corri atrás, e eu estava desesperadamente precisando conversar com alguém tão louco quanto eu, EU FIZ !
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Novo torpedo
1191947326
como faço um mágico aparecer?
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Tirilimlim....
Ok, chegou....agora espero a resposta !!!!
21:00 hs no Qualyfruit...ok, tomo um açaí, dou uma relaxada e volto pra casa [cedo, diga-se de passagem].
Ainda era praticamente impossível imaginar uma vida ao lado dele, quanto menos uma vida sem ele [ tudo bem, talvez nesse momento isso seria mais fácil ] e ela forçava-se a acreditar no inacreditável para não se deixar seduzir pela ilusão de que todos os homens são iguais, e de que ele não estava lá apenas pelo seu rostinho bonito.... mas sim pelas suas idéias [ e de fato era]. Eles foram bem normais, para duas pessoas nada normais. Se distraiam em pensamentos, conversavam [ ela como uma matraca que nunca tinha sido, ele provavelmente como um atento e tímido interlocutor]. Mas a verdade é que, independente da reação divergente, eles no fundo sentiam-se mais iguais do que nunca. Talvez porque carregavam os mesmos sonhos. Com o passar doído dos dias, cada um no seu canto tentava enfrentar a saudade. Uma saudade que de tão forte os fazia, por vezes, perder o ar, a consciência, os sentidos. E, vezes sem conta, viam-se com o celular na mão na ânsia por uma simples e não suficiente mensagem. Ele, sumiu, ela no desespero por suas provas, não conseguia se preocupar com o fato de que ele talvez nunca mais a veria [ ainda bem que existiram as provas...destino?]
Ela acordou com a mesma sensação dos dias anteriores. Sono, de uma noite muito mal dormida, inquieta, mas que incrivelmente fazia dos seus dias, mais alegres e sorridentes, como se a tristeza e os problemas do dia a dia enfrentados em casa fossem incapazes de destruir sua alegria. [Antes acordava triste, seus primeiros segundos vendo a luz do dia [luz?não existia luz] eram os piores, pois dava-se início a mais um dia rastejando sua dor e angústia.Sonho? Só depois percebia que aquilo tudo não era sonho e voltava a apoiar-se nas esperanças que tentava alimentar para não se deixar contaminar pelo pessimismo]. Ela acordou mais uma vez com a sensação de cansaço, como se longe dela não houvesse sono tranqüilo ou descanso possível. E, embora tentasse ao máximo evitar que seus pensamentos corressem ao encontro dele, hoje ela não conseguia enxergar outra coisa que não fosse o seu rosto. De repente, onde havia só descrença foi surgindo uma nova fé, como uma flor que, desafiando a natureza, nasce em pleno inverno. E ela enfim entendeu que o destino - do qual sempre duvidou – é o detentor mais fiel e propício à nossa felicidade. Felicidade que pode até ser frágil como cristal que se despedaça por qualquer motivo, porém é remodelável como o barro que, com habilidade, sempre se refaz. Assim, ela esqueceu seus receios e certa de que não havia no mundo outra pessoa que a completasse tanto, rendeu-se à evidência de que seu sorriso só seria sincero quando esboçado pelos lábios dele.
Agora só existia uma certeza ocupando o lugar das antigas dúvidas: fugimos dos padrões que nos faz sermos livres, pois NÓS conquistamos nossa própria liberdade, seguimos o caminho em que fomos colocados pelo destino, que é a única via e decisão que deixamos outro tomar por nós....agora, seguimos com nossos próprios pés e mentes, a uma estrada sem fim e cheia de surpreendentes sensações !!!!
Presente 3: Alma
Ades, nunca gostei de Ades, pq agora ele parece ser tão gostoso...e eu viciei nisso?
Tanto que até parei no mercado para comprar! Um, dois,vinte e três dias... [?] pouquíssimo tempo pra tanta coisa. intensidade sem fim. Não se acalma nem por um seg. Não fica quieta nem no silencio da mente. Desde o primeiro dia sem expectativas até hj. Até na infinidade de planos futuros e acontecimentos previsíveis.
Desde confusões não premeditadas até sentimentos verdadeiros. Desde energias no ar até transmissões de pensamento. ps. não quero mais coca-cola!
Acho q já sei como faz pra tirar a mascára. [que nunca aprendi a usar. mas tive que começar por forças externas.][mas que agora percebi que elas não fazem parte de mim e resolvi queimá-las de vez! E não é nem jogar fora! é queimar pra que elas não apareçam nunca mais!]
terça-feira, 29 de novembro de 2005
segunda-feira, 28 de novembro de 2005
domingo, 27 de novembro de 2005
O Palmeiras joga, mas hoje, a noite é do Vasco.
“Meu irmão tá estudando pra faculdade também.... ele não sai do quarto nem pra tomar banho, haha” – Mas isso foi da primeira vez. O início.
É com açúcar ou adoçante?
Putz... aquele cara de novo. Lá vem ele com aquele papo chato de vendedor feliz que dá bom dia pra todo mundo.
“Olá meus amigos, que bom vê-los novamente. E as provas? Acabaram?”
Este senhor [que ainda não sei o nome] sempre (pela segunda vez) nos atende num restaurante de frutos do mar em São Caetano – mas insistimos em comer carne - . É do tipo gentil, agradável, sorridente no limite do quase-chato.... e eu, nas máximas de minhas antecipações ignorantes, o taxaria como um mala se não o tivesse visitado novamente para agora um suco de melancia; trocado, sem dó, por um de morango com limão, trocado novamente por um de morango com laranja. Isso! Morango com laranja deve ser uma delícia – e é [foi].
“Eu já sou um cara feliz, mas hoje estou mais feliz ainda. Além de ter o amor da minha vida, fiquei sabendo que vou ser papai pela primeira vez!”
Agora comecei a entender. E não é que ele era feliz mesmo? Nada de agradar clientes só por agradar.
“Pode deixar que eu sirvo vocês.” – À francesa.
Como que um garçom pode estar sempre tão contente assim? Ele não tem cara de quem... sei lá! Cara do que? Que cara? Ahhh – preconceito de merda que habita, momentaneamente, meu ser -.
“Você ainda é apaixonado pela sua esposa?” – pergunto eu.
“Apaixonado? Ah meu filho, sou apaixonado por ela há nove anos. Seis de casado e três de namoro. Parece que nascemos um pro outro... Como eu gosto dela! Somos cúmplices, sabe? Por exemplo... um vaso [um VASO?]; eu não mudo um vaso de lugar sem falar com ela antes... é um respeito mútuo, sabe?”
Esse filé mignon deve estar duro... A colher não está dando conta. (colher?).
Um filé é muito macio pra ser cortado com faca. Pra que cortar tão rápidinho três pedaços de carne com a faca?? Ahh não, o gostoso é cortar com colher mesmo – que não corta -. A colher vai separando pequenos pedaços de carne [internos à mesma] até que quando se menos espera, eles se soltam... como numa eterna espera... como se não quisesse machucar a carne.
“Eu amo minha mulher e sou correspondido. E isso é bom demais! Quando se ama, a vida é mais alegre, a gente trabalha melhor, tudo dá certo! Pra mim não existe traição. É como se os dois se fundissem formando uma só alma.
É difícil explicar, mas eu sei que você me entende.
Olha só pra ela. Com esse sorriso, não precisa dizer mais nada.”
O cafézinho é com açúcar ou adoçante?
sábado, 26 de novembro de 2005
sexta-feira, 25 de novembro de 2005
quarta-feira, 23 de novembro de 2005
segunda-feira, 21 de novembro de 2005
domingo, 20 de novembro de 2005
quarta-feira, 16 de novembro de 2005
A descarga sempre é puxada, mas o chão nunca é limpo.
Que vontade de mijar. Como algo tão simples pode ser tão prazeroso? Se algum apresentador barrigudo de TV me perguntasse agora qual é meu sonho de consumo, eu diria: “mijar”. Só isso. Uma boa mijada consumista (!).
Chega de papo. O banheiro chegou.
Putaquepariu! Estou descalço. Que merda. Entrar num banheiro descalço é foda, mas entro assim mesmo.
A casinha está ocupada. Tem gente.
Banheiro masculino tem uma vantagem sobre o feminino – que eu ainda não entrei, mas já me falaram que é igual, exceto a vantagem -. A vantagem é que ao lado da casinha, têm umas privadas embutidas na parede. Umas 5 enfileiradas. Uma ao lado da outra.
Mas é uma privada que só dá pra mijar. Só mesmo. Nem pense em, bom, esquece. Como eu só quero fazer xixi (pra parar de falar mijar, pois já encheu o saco. haha (virou piada! – encheu o saco. haha), esta está boa.
Chego perto dessas privadas suspensas e ôôôôpa! O chão está todo molhado!!! Putaquepariudenovo! Como é possível que um imbecil não consiga acertar o alvo? Como que uma pessoa que enxerga consegue ir a um banheiro e acertar o chão? Isso sim é o cúmulo. Eu descalço e aquele chão inteiramente mijado por algum panaca que deve ter sido reprovado no exame teórico do DETRAN umas 3 vezes.
Me afasto da privada pra não pisar no molhado, miro bem no alvo e pimba! Acerto na mosca. Mas porque respinga tanto? Parece um chuveiro.
Putz, mijei no chão. Merda.
Quer saber? O bom é respingar mesmo! Que graça seria mijar sem respingar?
Nenhuma graça!
Se ninguém notar que você esteve lá, pra que então que você esteve? Pra satisfazer sua vontadezinha de merda e deixar o banheiro limpinho?
Pegue esta sua vontade-de-ser-feliz-sozinho e vai pros quintos-dos-infernos-sozinho! Ou você faz pra todo mundo saber (e pisar) ou você não faz.
Não se esqueça que daqui há 100 anos você não vai mais existir. Não mesmo!
Ou você deixa os respingos ou o banheiro nunca vai se lembrar que um dia você esteve lá, pois a descarga sempre é puxada, mas o chão nunca é limpo.
Rafael Baltresca
Quarta-feira
16/11/2005
Quem acha bonitas as luzes do túnel que passa por baixo da marginal?
Me recuso publicar este texto agora. (17/11/2005)
Quem sabe em alguns meses?
Até.
Present_Future
Alguns meses? Teria sido alguns meses se minha vida fosse tão normal quanto qualquer outra.
Mas não é. Não foi. E nunca será.
Rápido, fast. Na mosca! Quando sua alma é fisgada, séculos se transformam em segundos... não tem explicação. Simplesmente acontece.
Aqui eu abro meu coração, minha alma e deixo você entrar.
E quando eu morrer, eu quero que seja da infarto.
Não posso abrir o celular. O meu celular é daqueles que abre, que tem o flip – dizem que depois da milésima abrida, o flip quebra. Acho que não. O celular quebra antes; celular é uma grande merda. Uma bosta de uma algema eletrônica. Maldito quem inventou o SMS. -.
Bom, não posso abrir o celular. Se eu abro, eu tenho que fechar. Se eu fecho quando alguém está falando, eu desligo na cara do outro. Desta forma, se eu abro o celular – só por abrir – e fecho, pode ser que quando estiver fechando alguém possa me ligar e quando a fechada se completar desligarei o telefone na cara do outro, digo, da outra. Dela.
E o sms que não vem? Custa enviar qualquer coisa? Um simples “oi”. Ou “tchau”. Pelo menos com o “tchau” e me manco e desligo o celular. Mas nem isso. Nem um mísero “tchau” eletrônico eu recebo. Mas pode ser que ela não esteja lá, que ela não viu minha última mensagem. É isso! O celular está em algum lugar que ela não vê e não ouve! Impossível. O celular é chamado de “Mobile” justamente pois é móvel, porra!
Deve estar no bolso esquerdo da calça direita daquela mulher de esquerda. É, de esquerda! E eu devo ser pra ela de extrema direita! Por isso que sofro tanto.
Mandei um sms. Só como um pretexo ridículo de receber qualquer coisa dela. Só pra saber que ela está viva e pensou em mim em alguns instantes.
Elvis Presley é fichinha perto dessa minha melancolia que não tem fim. Melancolia infantil que acha tudo bonito, tudo lindo, que o mundo é um paraíso! Fiquei até admirando um poste na Rebouças e parabenizando seu idealizador. Elogiando um poste? Amor é sinal de loucura. Quem acha bonitas as luzes do túnel que passa por baixo da marginal? Eu acho. Eu achei quando passei por lá. E se tivesse um puta trânsito eu ficaria contente também. Por que? Sei lá porquê. Talvez quando o amor se instala no seu cérebro – cérebro mesmo, e não no coração. Pois quando tento dormir, dá pra pensar em outra coisa? – relembrando, talvez quando o amor se instala no seu cérebro ele ocupa o espaço que deveria estar sendo utilizado por inteligência. Aí você fica burro. E besta.
E o sms ainda não chegou. Desisto. ****-** o celular. ****-** sms. ****-** qualquer coisa que aumente minha angústia e melancolia....
Tradução: ****-** = foda-se.
Quem acha bonitas as luzes do túnel que passa por baixo da marginal? Eu ainda acho.
Já viu tatu-bola? Esquece a marginal. Estou falando de tatu-bola agora, especialmente os bolinhas. Tatus-bolas são umas merdinhas de bichinhos que quando a gente toca neles, eles viram uma bolinha. Normalmente cinzas.
O bichinho não faz mal a ninguém, ninguém mesmo. Mas aquela coisinha na sua mão andando é angustiante. O jeito é deixá-lo em sua mão e ficar mexendo o bichinho cinza de um lado pro outro; assim ele pensa que tem alguém tocando nele e fica sempre bolinha.... continua mexendo. Não pára. Se parar ele fica vivo e anda na sua mão. Não se distrai, não deixa ele abrir e mostrar suas perninhas gosmentas. Não pára. Olha ele de novo. Checa se está tudo bem, olha de novo, olha de novo, olha de novo, olha de novo, olha de novo, olha de novo, olha de novo, olha de novo. Eu olho de novo e ainda não chegou nada. Isso virou um pesadelo na minha vida. Já abri essa merda de flip umas 200 vezes e a porra do sms ainda não chegou.
Dá vontade de ligar e dizer: - “Custa você mandar uma única mensagem? Mesmo se for com apenas uma letra, custa???”
Deve custar. Uns 30 centavos por sms. Mas ninguém é tão pão-duro para querer economizar 30 centavos, é?
Já sei, Talvez não tenha crédito.
É isso.
Não tem nenhum crédito disponível no celular.
Não tem nenhum crédito disponível no.
Não tem nenhum crédito disponível.
Não tem nenhum crédito.
Não tem crédito.
Não tem.
Não.
Nenhum.
Perdeu todos.
Mas eu recarrego.
Rafael Baltresca
angustiado.
17/11/2005
00:47
segunda-feira, 14 de novembro de 2005
sábado, 12 de novembro de 2005
sexta-feira, 11 de novembro de 2005
segunda-feira, 7 de novembro de 2005
quarta-feira, 2 de novembro de 2005
terça-feira, 1 de novembro de 2005
Dói, mas sai. Revisado.
Tem algo mais prazeroso que assassinar uma redondinha, rosada e bela espinha?
Mesmo sabendo do monstro que você virá a ser após aquela apertada, a espinha, é uma unanimidade do sentimento de poder que se pode ter, pois você a vê, você a a oprime, você a vence. E ainda com prazer, um prazer carnal, vivo, como aquele que temos quando comemos meio quilo de chocolate ao leite acompanhado de uma coca-cola gelada às 3 da manhã.
Toda vez, eu disse toda vez que vejo aquela pasta mal-cheirosa explodindo de meu rosto e produzindo um escroto buraco de germes, uma lata de lixo em miniatura, toda vez, eu tenho a total certeza que nosso rosto, mais, nosso corpo é banhado internamente por uma camada branca inteiriça tipo polengue - que por sinal é um queijo nojento, fedido e mole. Parece que todo polenguinho já vem estragado. Observem como ele tem o mesmo cheiro de espinha. O mesmo cheiro. E sou viciado por polengue. Sempre fui - que logo será expelida sem dó. Mas nem tudo é colocado pra fora. Nem tudo.
Diariamente passam pela minha rápida cabeça milhares, bilhões, trilhões, ou simplesmente idéias minhas. Quando penso em EXECUTAR uma idéia, de colocá-la em prática, de fazer...(!), outra logo vem, não dando tempo nem de COMEÇAR a agir - obviamente é importante ter idéias, e não as censuro -.Mas antes de tê-las, o importante é fazê-las, ir pra frente e sair desta masturbação mental impossível de expelir jatos de polengue líquido.
E só tem prazer, ou ódio, ou o que quer que seja, aquele que aperta. Só dá pra ter tesão naquela porra branca explodindo no espelho do banheiro junto com o sangue vivo de espinha recém-nascida quando se aperta. Pra valer. E sem dó.
Coitado daquele que que NÃO tem espinhas... e mais coitado é aquele que TEM e não aperta.
Dói, mas sai.
Revisado.
Rafael Baltresca
Para mim mesmo.
sábado, 29 de outubro de 2005
Porque não contamos nossos segredos ?
Viu?
Se a gente conta o segredo, a coisa fica sem graça.
10 motivos para você NÃO contratar um mágico
02) Você é modesto e não quer que sua festa seja sempre melhor do que a dos seus amigos.
03) Alugar um Videokê é mais barato.
04) Seus amigos vão ficar falando da sua festa durante 1 mês.
05) O mágico vai fazer mais sucesso que o bolo da sua mãe.
06) Você pode economizar e contratar um palhaço, uma estátua viva e um cover do Elvis.
07) Com o dinheiro da economia você pode comprar mais 3 Kg de lingüiça, 2,5Kg de Alcatra e um engradado de Tubaína.
08) Seu cunhado com suas piadas não será mais o centro das atenções.
09) O mágico pode ler seus pensamentos e serrar sua sogra ao meio, fazer seu marido sumir ou coisas do gênero.
10) Você acha que fumaça de gelo seco, globo giratório e luz negra ainda é o que há de mais moderno no mercado.
Fórmula do sucesso!
Há muitos e muitos anos, cientistas tentam criar, matemáticos calcular, físicos entender e artistas representar, porém, só agora ela foi descoberta. Trata-se da FÓRMULA DO SUCESSO!
Com a Fórmula do Sucesso, pode-se:
- Explicar uma nova idéia para seus funcionários;
- Transmitir um novo conceito para seus clientes;
- Proporcionar grandes momentos de alegria;
- Ser lembrado como sinônimo de inovação e criatividade.
Para conhecer a Fórmula do Sucesso siga os 6 passos abaixo:
1) Clique com o botão direito sobre o arquivo 'Formula.xls' e salve-o em seu computador (Salvar destino como...)2) Abra o arquivo 'Formula.xls' [não tem vírus]
3) Selecione todas as células apertando Ctrl + T (Excel em Português) ou Ctrl + A (Excel em Inglês)
4) Clique em Formatar - Linha - Altura e digite: 1,25
5) Clique em Formatar - Coluna - Largura e digite: 0,08
6) Clique em qualquer célula
Fórmula.xls
Memorização
ps. A mesma técnica serve para livros, revistas e gibis.
Mágica para mágicos
Se você não é mágico, esquece. Nem abre. Vai perder o seu tempo.
Se você é mágico e não usa a imaginação, esquece. Nem abre. Vai perder o seu tempo.
http://www.omagico.com/blog/dl.mpg
ps. Não explico nada.
segunda-feira, 24 de outubro de 2005
Méau
Senhoras e senhores, preparem-se.
Hoje estréia a parceria entre Baltresca (www.omagico.com) e Fabrini (www.magicartoon.com)
Senhoras e senhores, preparem-se.
domingo, 23 de outubro de 2005
quinta-feira, 20 de outubro de 2005
quarta-feira, 19 de outubro de 2005
sexta-feira, 14 de outubro de 2005
Caro mágico
P. Caro mágico, existe alguma mágica para sumir com minha sogra?
R. Sim. Isso se chama divórcio.
P. Caro mágico, se vocês fazem até dinheiro aparecer, por que vocês trabalham?
R. Nós trabalhamos pois somos masoquistas e sofrer é uma arte.
P. Caro mágico, antigamente havia muitos mágicos em festas infantis e agora eu os vejo em festas de adultos. Por quê?
R. Hoje em dia as crianças estão muito más e criança má não merece nem Papai Noel e nem Mágico. Por outro lado, os adultos têm sido cada vez mais bonzinhos e por esta razão eles merecem mágicos. Papai Noel não pois o bom velhinho já está de saco cheio.
P. Caro mágico, por que vocês sempre pedem para o espectador pegar uma carta?
R. Caro espectador, nós já tentamos pedir para a carta pegar um espectador mas não tivemos êxito, uma vez que as cartas não têm mãos. Só poker. Esse tem.
P. Caro mágico, de onde vem a expressão "tirar o coelho na cartola"?
R. Antigamente os mágicos tiravam coelhos da cartola. Daí veio a expressão "tirar o coelho da cartola".
Se os mágicos tirassem o coelho do bolso, é muito provável que hoje teríamos a expressão "tirar o coelho do bolso".
P. Caro mágico, vocês são de verdade?
R. Não. Tudo isso é fruto do seu cérebro. Imaginação! Assim como seu cérebro.
P. Caro mágico, mágica existe mesmo?
R. Sim, assim como Papai Noel, Coelhinho da Páscoa e Saci-Pererê.
P. Caro mágico, vocês usam a manga?
R. Sim. Na salada de fruta, ela dá um toque especial.
P. Caro mágico, onde vocês enfiam as coisas?
R. Sem resposta.
quarta-feira, 12 de outubro de 2005
Lindsy
Lindsy estava toda orgulhosa, pois segunda-feira iria entrar na tão sonhada "Companhia de danças de Seritina".
O grupo "Seritiano" já estava formado há dois anos e tudo que eles não queriam era uma intrusa em seus caminhos...
Por unanimidade, foi decidido que ninguém falaria com Lindsy no dia de sua chegada; não importa o que a menina dissesse, ninguém trocaria uma palavra com ela.
Segunda-feira chegou e às 17h25 Lindsy já estava pronta para a aula que começaria às 18h40. Os alunos foram entrando aos poucos e durante a aula toda ninguém disse ao menos uma palavra para a menina-intrusa.
Durante o ensaio, o sorriso e a simplicidade da garotinha foram ganhando espaço e logo todos sorriam juntos a ela.
Neste momento não havia mais preconceitos. Todos esperavam a aula terminar para parar com aquela imbecilidade e dizer que ela era muito importante para todos.
A aula então acabou e curiosos, perguntaram para a menina o que ela tinha tinha a dizer de seu primeiro dia junto a eles...
Ela pegou uma folha em branco e escreveu:
- Este foi o dia mais feliz da minha vida, pois sabendo que sou muda, ninguém falou com ninguém. Apenas usaram seus sorrisos para falar comigo.
Moral da história: Criança é foda!
Mágico português
http://www.omagico.com/offtopic/manuel.mpg
Paraquê?
A fé nunca removeu nenhuma montanha...
O nosso cérebro é o senhor de nosso ser.
O Brasil está como está pois o povo não para de colocar a culpa de tudo no governo e se esquece de si. O que se pode esperar de um sujeito que acorda pensando que não presta pra nada, vai ao trabalho pensando que é o pior e que não serve pra ninguém?
Pronto. O estímulo já foi dado.
Pára de bancar o "ninguém me ama" e vai à luta, filho da pátria.
Comece a confiar um pouco mais em você, aja com o coração, vá atrás de seus objetivos e remova montanhas de seu caminho. Ahhh, mas sem ação, essa inspiração-reflexão-lamentação não serve pra nada, viu? Mas isso é assunto pro um próximo post.
Asta la vista.
Rafael Baltresca

Ninguém gosta de Dentista
E aquele cheiro? Cheiro de obturação..massinha...consultório! Argh. Aquele clima de pré-dor-de-tudo (incluindo de barriga) é a coisa mais horrível que existe nessa vida.
Lá no dentista nós esperamos horas para ser atendido, sabemos que iremos sofrer durante e após o ato daquele ser do mal, ficamos alguns dias de molho, de ressaca, de saco cheio. E ainda temos que comer do lado direito.
O estranho é que mesmo tendo consciência disso tudo (sem falar no preço), nós continuamos indo e indo e indo ao dentista. Tiramos até carteirinha!
Já o contrário não acontece. Você já parou pra pensar quão bom é ir ao teatro, cinema, um show de mágicas??? Assistir um grandioso musical? Não! Teatro é caro. Cinema é caro.
E não é essencial! Não é vital. Dentista sim é essencial para nossa vida. Essencial o escambau!A arte é tão importante para nossa vida quanto o dentista. E ainda por cima não dói e a gente vai por prazer.
Já estou cansado de ouvir que o sujeito é bom porque estudou anos e anos de sua vida. O estudo alimenta o cérebro e a arte alimenta a alma.Eu é que não quero crescer um velho-ranzinza-rabujento-e-chato! É pra isso que serve a arte. Para te dar mais e bons motivos para se viver. Para dar mais significado à vida. Para temperar nossa alma com emoção, com prazer.
Entre ficar com um dente faltando e deixar a minha alma com fome eu sou mais faltar ao dentista e investir numa peça de teatro... Muito mais...
Um banguela mais feliz,
Rafael Baltresca

Novo endereço
Como são poucas as postagens no blig, resolvi reescrevê-las aqui.
Agora, este é o endereço oficial do omagico publisher.
baltresca.blogspot.com

