Ando fazendo muitos shows. Shows em São Paulo, shows no Rio, shows em Minas.
Minas sempre Gerais. A vontade, nem sempre. Vontade de que?
Um show não pode ser ruim.
Sou contratado para dar um show fenomenal, memorável.
Um show que será inesquecível, um show de verdade. Um show de mágicas, um show mágico!
Material tem, caixas de som tem, estrutura tem, assistentes tem, fotógrafo tem, e a vontade?
Tem também. Muita vontade!
Os assistentes não vâo embora quando a platéia pede; a estrutura não cai quando a palma acaba; meus materiais não sofrem
influência psicológica, mas a vontade sim. A minha vontade.
Uma piada mal colocada, uma mágica mal terminada, um ato torto faz com que meu espelho, a platéia, mude.
Sabe quando você acorda de bem com a vida, se acha um superstar, vai pro espelho e aquela espinha em cima do queixo te deixa
pior que um cachorro sem dono? O poder da espinha!
Uma espinha consegue fazer seu dia se desmoronar. Faz você perder uma vaga por te deixar down na entrevista.
Faz você perder o amor da sua vida, pois eu não vou mais naquela balada praqueles boyzinhos ficarem rindo de mim! [e
justamente lá, estará aquela mulher que irá namorar, noivar, casar e ter 3 filhos com você.] O poder da espinha.
Alguns dos meus shows tem sido parecidos com isso.
Um olhar torto [e inescrupulosamente maldoso] de um espectador que acabou de lembrar que deixou o leite no fogo tem o poder
de acabar com maus 45 minutos finais.
Não bateram palmas? Porque? Não gostaram?
Já sei! A piada foi ruim, eles sacaram coomo a mágica foi feita e viram que meu paletó estava amassado.
Estou parando de julgar os outros, mas ainda tenho forte em mim o pensamento de que todos me julgam a todo instante.
Ah, sobre as palmas? Eu explico.
O efeito mágico foi tão forte que as pessoas simplesmente se esqueceram de aplaudir enquanto admiravam e se perguntavam como?
como? como? Isso mesmo. Todos adoraram aquele número de mágica e [simplesmente] não aplaudiram - como nós no primeiro
encontro... aquela mulher que você pensava que estaria linda, mas não, ela estava marvilhosa! estupenda! e você (eu) (nós)
(babacas) não dizemos nada; apenas a admiramos. [e não aplaudimos]-
Resumindo. Uma mágica admirada e sem palmas = mágica ruim.
A causa faz o efeito.
Do efeito não chegamos na causa. Entendeu?
Nem eu.
A partir de hoje eu paro de me levar pela platéia.
Paro de pedir aplausos.
Paro de pensar no que você está pensando. Sim!
Apenas faço da melhor maneira. Darei sempre o meu melhor!
Se ficar ruim, foi o máximo que pude!
Mas não ficará.
Palmas pra mim? Não mais.
Palmas pra nós.
Minas sempre Gerais. A vontade, nem sempre. Vontade de que?
Um show não pode ser ruim.
Sou contratado para dar um show fenomenal, memorável.
Um show que será inesquecível, um show de verdade. Um show de mágicas, um show mágico!
Material tem, caixas de som tem, estrutura tem, assistentes tem, fotógrafo tem, e a vontade?
Tem também. Muita vontade!
Os assistentes não vâo embora quando a platéia pede; a estrutura não cai quando a palma acaba; meus materiais não sofrem
influência psicológica, mas a vontade sim. A minha vontade.
Uma piada mal colocada, uma mágica mal terminada, um ato torto faz com que meu espelho, a platéia, mude.
Sabe quando você acorda de bem com a vida, se acha um superstar, vai pro espelho e aquela espinha em cima do queixo te deixa
pior que um cachorro sem dono? O poder da espinha!
Uma espinha consegue fazer seu dia se desmoronar. Faz você perder uma vaga por te deixar down na entrevista.
Faz você perder o amor da sua vida, pois eu não vou mais naquela balada praqueles boyzinhos ficarem rindo de mim! [e
justamente lá, estará aquela mulher que irá namorar, noivar, casar e ter 3 filhos com você.] O poder da espinha.
Alguns dos meus shows tem sido parecidos com isso.
Um olhar torto [e inescrupulosamente maldoso] de um espectador que acabou de lembrar que deixou o leite no fogo tem o poder
de acabar com maus 45 minutos finais.
Não bateram palmas? Porque? Não gostaram?
Já sei! A piada foi ruim, eles sacaram coomo a mágica foi feita e viram que meu paletó estava amassado.
Estou parando de julgar os outros, mas ainda tenho forte em mim o pensamento de que todos me julgam a todo instante.
Ah, sobre as palmas? Eu explico.
O efeito mágico foi tão forte que as pessoas simplesmente se esqueceram de aplaudir enquanto admiravam e se perguntavam como?
como? como? Isso mesmo. Todos adoraram aquele número de mágica e [simplesmente] não aplaudiram - como nós no primeiro
encontro... aquela mulher que você pensava que estaria linda, mas não, ela estava marvilhosa! estupenda! e você (eu) (nós)
(babacas) não dizemos nada; apenas a admiramos. [e não aplaudimos]-
Resumindo. Uma mágica admirada e sem palmas = mágica ruim.
A causa faz o efeito.
Do efeito não chegamos na causa. Entendeu?
Nem eu.
A partir de hoje eu paro de me levar pela platéia.
Paro de pedir aplausos.
Paro de pensar no que você está pensando. Sim!
Apenas faço da melhor maneira. Darei sempre o meu melhor!
Se ficar ruim, foi o máximo que pude!
Mas não ficará.
Palmas pra mim? Não mais.
Palmas pra nós.
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