Sábado, noite. 20:25. Tem gente indo para a balada, mas eu prefiro cama. Pelo menos hoje.
Um monitor que fica olhando pra mim,
duas caixas de som me encarando. Uma luz forte em cima do monitor mirando pra mim.
Em frente, uma bolinha de espuma vermelha, um pedaço de papel antigo com umas bobeiras escritas, um pedaço de caneta, uma caneta.
Não tenho a mínima vontade de jogar esse papel fora, nem de desligar as caixas de som que agora só tocam silêncio. E a cada instante o silêncio fica mais alto e só o ruído de uma televisão a 100 metros pode ser ouvido.
Minha casa tá uma zona! E eu continuo sentado, torto, acentuando minha escoliose e sem vontade de me mexer.
De vez em quando dá vontade de deixar a vontade de fazer algo de lado, de canto, jogada.
Até de parar de escrever por alguns instantes eu penso, mas não posso; essas teclas engorduradas e ruidosas ainda são os únicos caminhos...
A bolinha vermelha balança... as caixas continuam paradas, ligadas.
E eu? Olhando para o monitor que não pára de me encarar. Vou matar essa luz...
Quero matar essa luz.
Desligo. Uma balada na testa,
certeira: 20:31.
sábado, 29 de abril de 2006
Melancolia
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Um comentário:
Mais uma obra de arte saida das profundezas do 3K!
so a bolinha vermelha é que me encomodou!
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