Cena 3
Palco vazio. Cinco holofotes distribuídos igualmente cegam o público, que chega ao teatro.
A medida que os espectadores entram o som é aumentado, até chegar num estágio ensurdecedor.
No som, ouve-se pessoas gritando de dor. Algumas risadas também compõe este "barulho".
Voz off: Senhoras e senhores, a Cia. Júlia de teatro que não dá sono apresenta: "O Aprendis"
O som é cessado no momento do black-out.
O aprendis se posiciona no centro do palco, nú e com os olhos vendados. Luzes vermelhas se acendem gradativamente sobre ele, que fala com a platéia. Sua fala não é compreendida, pois, ouve-se nas caixas de acústicas um ensurdecedor choro infantil.
O aprendis se posiciona no centro do palco, nú e com os olhos vendados. Luzes vermelhas se acendem gradativamente sobre ele, que fala com a platéia. Sua fala não é compreendida, pois, ouve-se nas caixas de acústicas um ensurdecedor choro infantil.
O aprendis força sua mão contra seu estômago como se quizesse esmagá-lo. Neste exato momento o som cessa. Ele volta a falar com a platéia, angustiado. O choro ensurdecerdor volta, deixando-o cada vez mais tenso.
O jogo "fala/choro" / "grito/silêncio" se repete por 7 vezes.
Após a sétima vez, alguém surge da platéia, vai até o aprendis e, em seu ouvido, diz:
Após a sétima vez, alguém surge da platéia, vai até o aprendis e, em seu ouvido, diz:
- "É com z."
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