domingo, 20 de julho de 2008

A princesa Sofia

Por Rafael Baltresca – 18, 19 e 20 de julho de 2008

1 - O ENCONTRO

- Bom dia.
- Bom dia.

Uma senhora simpática me atendia e me convidava para entrar:

- Não repare a bagunça. Estamos fazendo faxina. Aceita um café, suco?
- Um suco. Concordei.

Enquanto aguardava por meu suco, sentei-me numa poltrona azul, ao lado da escada. Deixei os livros apoiados num banco e fiquei olhando para a casa. Pelos móveis dava para tirar a idade daquela senhora. Tudo em perfeita condição, muito bem-tratados, mas nitidamente muito antigos. A escada ficava à esquerda de quem entrava pela porta da frente. Ao lado, uma poltrona azul, onde estava sentado. No centro da sala, uma mesa redonda, média. Ao fundo, uma mesa e umas cadeiras, imitando um mini-bar.

O jarro sobre a mesa de centro era o que mais distoava na decoração daquela sala. Era algo dourado, com uma listra vermelha na parte inferior e uns escritos que pareciam árabe ou aramaico, sei lá. Procurei uma revista para folhear enquanto a senhora não chegava, mas, além de umas vassouras, panos de chão e um balde azul com água e desinfetante, não tinha nada de avulso por lá.

Bem do outro lado, perto da porta, algo me chamou a atenção. Era uma foto ou uma pintura envolta em uma moldura marrom-clara. Levantei-me e cheguei bem pertinho. Realmente era uma foto. Foi praticamente impossível não franzir a testa procurando por detalhes. A foto mostrava uma moça de pé, na grama de um jardim com flores azuis e verdes. Os olhos se assemelhavam muito com os da senhora que havia me atendido, mas, pela idade, uns 25 ou 26 anos, não poderia ser sua filha. Talvez sua neta.

Aquele quadro me hipnotzou por alguns minutos. Não era uma beleza convencional. Alguma coisa me chamava atenção. Era como se aquela foto tivesse sido tirada para mim, como se ela queria se comunicar comigo, dizer algo que estava preso naquele sorriso.

Por alguns instantes eu cheguei a pensar que era loucura minha, que eu estava fantasiando para tentar tornar aquela tarde menos chata, mas mudei rápido de idéia. A foto foi tirada para mim, pensei.

Era uma moça loira, olhos lindos esverdeados, dentes brancos e perfeitos, tinha pernas longas e coxas grossas. Estava descalça e vestia uma camiseta florida e um sortinho pouco acima dos joelhos. Em um instante eu decidi conhecer aquela mulher. Cheguei a não me importar se ela era casada, se tinha filhos, se estava noiva, nada. Estava apaixonado por aquela estranha, aquela foto, aquele quadro que tinha algo a dizer. Estava disposto. Acho que a palavra é esta: disposto.

- Desculpe a demora. Estava quase voltando quando o telefone tocou.
- Tudo bem, obrigado. Agradeci enquanto saboreava o suco de goiaba, o meu favorito. Pensei em perguntar se ela estava bem quando notei seus olhos vermelhos, mareados, mas resolvi ficar calado neste momento.

Sorri, agarrei o copo, enquanto formulava a pergunta:

- Quem é a moça naquele quadro ao lado da porta? Perguntei.

- Esta moça linda de 24 anos? Haha, faz tanto tempo. Ela riu.

Nesse momento, eu comecei a perder minhas esperanças. Como assim faz tanto tempo? Será que é sua filha, que talvez esteja casada? Ou, será que, talvez...

- Sou eu. Há 40 anos. Na época da faculdade. Eu era bonita, não?

Meu mundo caiu. Estava eu apaixonado por uma senhora de 64 anos? Ou estava apaixonado pelo passado dela? Ficava me questionando essas loucuras enquanto assentia com a cabeça. Não estava mais prestando atenção ao que ela dizia. Só ficava imaginando aquele corpo esguio, aquelas coxas grossas, aquele pezinho lindo dentro daquela senhora.

A evidência do olhar das duas começou a se acentuar, mas o sorriso ainda era o mesmo.


2 - A CULPA

- Como foi o dia, meu anjo? Vendeu muito?

Tentava pensar nas vendas da semana, ou na meta mensal, mas estava perturbado. Como que uma visita pacata a uma senhora pacata poderia mexer assim comigo?

- Estou falando com você, Julio.
- Hã? Desculpe-me. O que foi?

Não conseguia me concentrar em algo que fosse distinto daquela imagem, daquele quadro, daquele sorriso. Por um segundo desejei ser um senhor de 70 anos apenas para poder ter tido a oportunidade de conhecer a moça que morava dentro do quadro marrom, há quarenta anos.

- Estou perguntando dos livros, vendeu muitos?
- Ah, sim, quero dizer, não. Vendi poucos hoje. Estava meio indisposto à tarde. Acho que foi alguma coisa que eu comi e não me caiu bem.
- Tudo bem, você deve estar cansado. Vem comer que a janta está pronta.

Adoro canja. Acho que é o prato mais perfeito que existe. É leve, não engorda, alimenta e tem algo que me faz lembrar mãe. Sei lá. Devo ter comido muita canja quando pequeno.

- Sua comida é especial, princesa. Cada dia que passa, você cozinha melhor. Está ficando cada vez mais experiente na culinária.
- Você que dizer velha?
- Ai, vai começar novamente.
- Ué, foi você quem disse que estou mais velha.
- Eu disse experiente, anjo. Experiente.
- Julio, olha bem pra mim e responde com sinceridade.
- Diga!
- E quando eu ficar velha, com uns 50, 60 anos, toda enrugada, você ainda vai gostar de mim?

Olhei para ela, dei um leve sorriso e passei minha mão em seu rosto:

- Não importa como você vai ser. Aí dentro sempre vai existir a menina que eu conheci. Aquela por quem eu me apaixonei e jurei amor eterno.

Não deveria ter dito aquilo. Me inundei com uma certa culpa e um arrependimento. Não sei exatamente por quem. Talvez pela minha esposa, por não estar dizendo o que realmente pensava sobre ela no futuro. Talvez pela senhora, por exigir um passado que não volta mais. Ou, pior, talvez por mim mesmo.

Fui até o quarto, deitei-me ao lado dela e abracei-a, enquanto pensava no sorriso do quadro.


3 - A DECISÃO

Levantei-me com uma disposição fora do normal. Estava disposto a encontrá-la novamente. Não sei o quê um jovem de 28 anos queria com uma senhora de 64, mas nada demais poderia acontecer. Passar mais alguns momentos com aquela senhora, contemplar um pouquinho aquele quadro não poderia me fazer mal. Liguei o carro com o destino certo.

Trimmm. Trimmmm.

- Alô.
- Bom dia, querido. Estou te ligando apenas para dizer que te amo e que você é o homem da minha vida.
- Você também, princesa. Só não posso falar muito pois estou ocupado, ok?
- Ah, tudo bem. Só queria te desejar bom dia. Um beijo.
- Outro. Tchau.

Mentindo eu não estava. Realmente estava ocupado pensando na senhora, ou no quadro, ou nos dois. Ahhhhh. Agora além da culpa do dia anterior, sentia uma ponta de traição. Será que se apaixonar por um quadro é trair alguém? Será que um abraço apertado ou, talvez, um beijo numa senhaora de 64 anos é desrespeitar a minha esposa, trair sua confiança? Não, um beijo, não. Não seria capaz de beijar uma mulher tão velha, mesmo se eu quisesse muito.

Difícil confessar isto, mas eu queria. Muito.

Estava quase chegando à sua residência. Chovia bastante e decidi parar no posto para abastecer. Talvez comprar um chocolate ou alguma coisa assim. Não conseguia entender como estava agindo daquela forma. Parecia um jovem apaixonado que tudo que vê é sinônimo da sua amada.

Comprei um chocolate, abasteci e continuei firme na minha decisão.

“E quando eu ficar velha, com uns 50, 60 anos, toda enrugada, você ainda vai gostar de mim?”

O rosto da minha esposa perguntando se ainda iria amá-la quando ficasse velha não saía da minha cabeça e a idéia da traição me consumia. Estava a poucos minutos de fazer uma besteira, de desrespeitar minha família por intermédio de um quadro. Se por um lado eu queria ver uma nova velha paixão, do outro eu queria voltar. Eu tinha a nítida impressão que a senhora queria me ver novamente, me abraçar, me beijar, mas o mais próximo que ela chegou de mim foi no momento em que entregava os cheques pelos livros. De onde vinha esta loucura toda? Essas histórias inventadas? Cheguei até a pensar que seria uma desculpa que eu estava inventando para me livrar da minha mulher. Mas por que me livrar? Pelo motivo dela estar envelhecendo?

Parei o carro.

Uma loucura me consumia e minha cabeça começou a doer. Não pensei duas vezes. Decidi: Virei o carro e voltei para casa.


4 - O RETORNO

Não pensava mais naquele quadro. Não foi preciso de psicólogo, remédios, nada. Aprendi comigo mesmo uma grande lição: O tempo cura, reconcilia e também apaga.

Vivi nesta mentira por dois anos e, numa tarde sem chuva – mas fria - , aprendi que o tempo não apaga exatamente. Digamos que coloca outras coisas por cima, mas é bem fácil dar uma olhadinha por baixo quando se quer.

Voltei ao bairro da minha ex-musa, do ex-quadro, quase por coincidência. Precisava entregar alguns livros por perto e acabei me perdendo. Rodei pelos bairros vizinhos, entrei em uma rua sem saída, perguntei para alguns transeuntes, entre eles uma menina que usava uma calça engraçada e um senhor barbudo que tinha um cachorrinho pink. Acabei dando no portão de ferro da senhora de nome desconhecido por quem me apaixonara no passado. Em poucos minutos eu começaria a acreditar em destino.

Desliguei o motor e fiquei fitando aquele sobrado por 4 ou 5 minutos, relembrando o passado, aquele dia tão fascinante. Não tinha a real intenção de entrar e reviver um amor, mas uma vontade de dizer um oi. Como se estivesse visitando uma ex-namorada. Tive um leve sentimento de perdão, mesmo que não tivesse o que perdoar. Talvez estivesse me perdoando.

Deixei que pensamentos sem lógica entrassem e saíssem. Tinha a visão lá longe, no meio do nada. Aos poucos o meu olhar ia se embaçando e só via uma mancha bege no meio do céu azulado.

- Foi uma pena, não foi?
- Hã?
- Uma grande perda, não acha?

Não tinha notado a sua presença. Enquanto eu mirava aquela casa grande, um senhor com calças pretas, velhas, uma camisa branca listrada e barba por fazer, se juntara ao lado do carro e olhava para a casa junto comigo.

- Desculpe-me. Ao que o senhor se refere? Perguntei já imaginando a resposta.
- Estou falando da Dona Sofia, que morreu na semana passada. Respondeu.

Eu sabia que algum dia eu sofreria por não tê-la visitado novamente. E este foi o dia. Uma lágrima escorreu por meu rosto e, lentamente, pude senti-la salgar o canto esquerdo de minha boca. Desejei que meu passado tivesse sido outro. Desejei ter estado naquela casa para dar um abraço apertado nela e ouvir de sua própria boca o seu nome: Sofia. Sim, agora fazia sentido aquele rosto no quadro. O que ele queria dizer era “fale comigo, pergunte meu nome, faça-me feliz”.

- Dizem que ela morreu de tristeza. Pela falta que o marido lhe fazia. O Seu Julio.

Aquilo me cortou o coração. Compreendi por que ela demorou tanto ao fazer um suco para mim na primeira e única visita. Compreendi por que ela sabia que goiaba era minha fruta preferida. Compreendi o porquê do encanto e das lágrimas da senhora quando disse a ela que meu nome era Julio também.

Forcei-me pensar que tudo aquilo era coincidência: eu me apaixonando por uma senhora que viveu e morreu por um homem que tinha o mesmo nome que eu. Realmente queria que tudo aquilo fosse coincidência.

- Realmente. É uma pena.
- O senhor a conhecia?, perguntou o homem.
- Não, digo, sim. Bom, cheguei a falar com ela uma única vez. Encantadora.
- Realmente, uma senhora que vai deixar saudades. A casa já foi alugada. Já estão embalando seus pertences.

Desta vez eu não pensei duas vezes. Não deixei nenhum sentimento tentar me controlar. Foi só o tempo de fechar o carro para eu tocar a campainha:

- Boa tarde, meu nome é Julio. Acho que a Dona Sofia tinha uma encomenda para mim, posso entrar?
- Claro, fique à vontade.

Quem me atendeu não estava muito para papo. Abriu a porta e já começou:

- Desculpe-me, mas estamos com um pouquinho de pressa. O que o senhor disse que tinha para você?
- Bem, na verdade não era para mim, mas, talvez, eu gostaria de comprar um quadro que a Dona sofia tinha por aqui.

Como eu queria aquele quadro. Talvez minha esposa nem notasse se eu o guardasse bem guardado. Ou, talvez, eu poderia dizer que era de uma prima. Não sei. Queria muito poder olhar para aquele sorriso todos os dias pela manhã. Como eu queria poder ter voltado àquela casa para pedir este presente para a própria Sofia.

- Não tem nenhum quadro, moço. Estamos encaixotando o que sobrou. Seus filhos já estiveram por aqui e só estamos limpando a casa para iniciarmos a nossa mudança.

Não tinha porquê aquela moça esconder um quadro velho, sem valor. Sorri, dei meia volta e, nas escadas, dirigindo-me ao portão, lembrei-me da primeira e última vez que estive por lá. Arrependi-me novamente por não ter contemplado aquele lugar pela última vez e voltei.

- Posso dar uma olhadinha por aqui? Perguntei.
- Se está à procura do quadro, eu já te disse que não tem nada.
- Não, eu só quero olhar.

Nada. O sofá que fiquei sentado não estava mais lá. As cadeiras que faziam o bar estavam empilhadas e o jarro com a listra vermelha também já não fazia parte do cenário da casa, agora empoeirada. Fechei meus olhos e imaginei cada momento passado. Desde o instante em que fui recebido, quando passei pelo quadro, lembrei-me de cada detalhe: o sorriso, suas pernas, seus lábios, seu olhar. Lembrei-me da senhora contando-me de sua infância e enfatizando sua beleza. Respirei bem fundo e voltei ao carro.

Lembra-se quando eu disse que uma hora eu acreditaria em destino? Esta hora chegou.


5 - O REENCONTRO

Desisti de visitar meu último cliente. Minha cabeça não estava doendo, mas não via muita importância em cumprir este compromisso. Aliás, eram só dois livros.

Andei mais dois quarteirões e parei num posto de gasolina para comer algo. Fui lembrar-me depois que era o mesmo posto que eu havia parado para comprar um chocolate, há dois anos. Deixei meu carro com o frentista e entrei na loja de conveniência. Pedi um café, um lanche e aguardei no balcão. E foi enquanto eu passava meus olhos pelos produtos daquele lugar, procurando nada em especial, que eu prendi a minha respiração.

Entrava pela porta de vidro uma garota. Devia ter aproximadamente 25 ou 26 anos. Era uma moça loira, olhos lindos esverdeados, dentes brancos e perfeitos, tinha pernas longas e coxas grossas. Vestia uma camiseta florida e um sortinho pouco acima dos joelhos. A imagem do quadro veio à minha mente e fez minha fome desaparecer.

Esperei ela chegar mais perto e sorri:

- Boa tarde.
- Boa tarde, respondeu a moça extremamente simpática. Nós nos conhecemos?
- Acho que não, mas você me parece ser bem familiar. Qual o seu nome, perguntei.

Ela apenas sorriu:
- Se eu te disser, você não vai rir de mim?

E eu, confuso e feliz:
- E por que eu faria isso?

- Porque é um nome de velho. É o mesmo da minha avó.

Não hesitei:
- Sofia?

- Você a conhecia? Perguntou.

Sem pensar, respondi:

- Ainda não, mas tenho muito tempo para conhecê-la como eu sempre quis.

Ela não entendeu muito bem o que eu queria dizer com isso, mas não me perguntou mais nada. Pegou seu troco e saiu. Eu, sorridente, respirei aliviado novamente.


6 - O RECOMEÇO

- Querido, você anda estranho. Nunca te vi tão sorridente assim. O que está acontecendo? Perguntou minha esposa.

- Nada, paixão. Quero apenas fazer algo diferente hoje. Vamos ao parque, mas quero que você coloque esta camisa e este shortinho.

- Ai, lá vem você com suas loucuras. E o tênis, qual devo usar?

- Nenhum. Quero que vá descalça.

Posicionei-a do jeito que eu queria. Pé direito para frente, pé esquerdo para trás, cabelo jogado para o lado, mão na cintura.

- E cadê o meu sorriso? E ela, sorrindo, concordou.

Respirei, mirei e click. Estava apenas constrindo um quadro que um dia eu achei que tivesse perdido.

- Dá pra você me explicar o que vai fazer com a foto de uma velha, Julio?

Nada demais. Quero colocar uma moldura marrom-clara e pendurar no meu escritório. Apenas para realizar um sonho que tive quando te conheci, naquele posto de gasolina.

- Ah, faz tanto tempo, Julio. Já são quase 40 anos que nos conhecemos. Naquele dia eu ainda era bonita. Devia ter uns 24 anos.

- Eu sei. Mas para mim sempre vai existir, aí dentro, a minha jovem e linda Sofia. A minha princesa Sofia.

7 – O FIM

E viveram. Para sempre, felizes.

6 comentários:

Unknown disse...

Você se inspirou no filme " Em algum lugar do passado" para escrever esse conto? Já assistiu?
Nossa , quando eu estava lendo me veio o filme na hora em mente!! Faz um tempão que vi , agora quero ver de novo.

Então "Meu poeta",rsrs( Meu poeta pq pq pra mim, vc escreve só pra mim!! )e como diz Mario quintana : "Um bom poema é aquele que nos dá a impressão de que está lendo a gente e não a gente ele"
Esse conto tem que virar filme , hein?? Já pensou??

Certeza que eles se conheciam de vidas passadas...

Bjos da comentarista oficial !!!

Anônimo disse...

Eu simplesmente ameiii, me emocionei nas 3x que li...rs
É mto mto mto mtoooo lindoooooo, como tudo que vc escreve! PARABÉNS...

Bjs querido!

Anônimo disse...

O dia de postagem foi muito bem escolhido, Sr. Poeta.
Lindo texto, adorei.
Beijos,
Sofia.

Bal3K disse...

20 de Julho? Refresque minha memória...

bjs.

Unknown disse...

Tão fascinante que é impossível esquecer...
Prova disso???
4 meses já se passaram desde o dia em que o li pela primeira vez, e hj não sei dizer o pq, mas me lembrei da "PRINCESA SOFIA"... e aqui estou pra deixar mais um comentário, e dizer q não importa qtas vezes eu já li, as sensações e emoções, são sempre como se fosse a primeira vez!

EU AMO ESSE POST
COM CERTEZA VOLTAREI ;-)
Beijos POETA DOS MEUS SONHOS!!!

Anônimo disse...

Quem é você?
-Eu sou Sofia.
Mas quem é Sofia?
-???????????

É por isso que as vezes a gente perde o chão e as vezes não acha as palavras e deixa a porta aberta...Quando não amar? Quando não se conter? Quando ter medo de se ver no escuro? Quando querer tudo? Quando não ser triste? Como se comover? Como ir embora? E o tempo? Que sabor e que princípio?
Taí...se o tempo passa, passado...