sábado, 14 de março de 2009

Série Fetiches – Capítulo 1

Parafilia é um padrão de comportamento sexual no qual a fonte predominante de prazer não se encontra na cópula, mas em alguma outra atividade. Entre as mais conhecidas estão a pedofilia, a zoofilia, o sadomasoquismo etc.

Hoje são catalogados mais de cinqüenta tipos distintos de parafilias e é praticamente impossível – pelo menos para mim - compreender racionalmente alguns desses fetiches. P. ex. Cinofilia, um fetiche em ter relações sexuais com cães; ou então a Pogofilia que é uma parafilia proveniente da excitação sexual por barbas. Vai entender...

Nesta série “Fetiches” vamos contar alguns casos tão, mas tão raros e estranhos, que não foram sequer catalogados. Ao final irei atrever-me em batizar este tipo de parafilia.

José.

José era um homem tão comum quanto o seu nome. José.
Tinha trabalho como instrutor de auto-escola, tinha casa e morava sozinho, tinha uns rolos nada muito sérios. Isso todo mundo já sabia. O quê ninguém sabia era o fetiche que José havia cultivado ao longo de seus trinta e três anos. Um fetiche não muito normal, como devem ser os fetiches para se tornarem interessantes.

“Não, José. Você deve estar brincando comigo.” Era o que seus amigos diziam quando José se abria e contava seu histórico sexual, mas estes relatos se tornaram raros depois de José ter sido motivo de piadas em alguns churrascos familiares.

Bom, vamos ao caso em si. José tem fetiche por mulheres que não sabem fazer baliza. “Não, José. Você deve estar brincando comigo.” É exatamente isso que você leu. Não importa se a mulher é branca, negra, baixa, alta, gorda ou magra. Não saber fazer baliza, se enroscar no guidão, era condição sine qua non para José se apaixonar e ficar louco de tesão por alguma mal condutora.

Elisa era enfermeira. Tinha todas as qualidades que nossa imaginação cria quando pensamos em enfermeiras. Era loira, 1,80m, bustos fartos, nádegas idem. Era linda de rosto e um avião de corpo. Só tinha um problema: Não sabia dirigir. Elisa tinha acabado de fazer vinte e um anos e, depois de três anos, decidiu tirar carteira de motorista.

Você reconhece uma pessoa que recém tirou carteira de motorista só pela cara de preocupada que faz enquanto dirige. Ela não pisca, não ousa a mexer no rádio, não vira para falar com o passageiro e treme da cabeça aos pés, entrando em um quase surto psicótico, quando é necessário parar o carro em uma rampa com mais de cinco graus de inclinação.

Elisa estava chegando e José estava saindo. Ele se despediu de seus amigos e caminhava pela calçada. Na mesma calçada em que se encontrava uma única vaga para um carro pequeno. Elisa, com todo o cuidado do mundo, passou pela vaga, engatou a ré e fez o sinal da cruz. José viu aquela maravilha loira e apenas esperou a tentativa infeliz da baliza para que o seu fetiche tomasse conta dele.

Elisa girou o volante mais do que devia, mas, exatamente na hora em que a loira iria errar a baliza, seu celular tocou. Desesperada ela soltou a direção enquanto dava a ré no carro. Por um milagre de Deus o carro entra perfeitamente na estreita vaga. Ela, com cara de interrogação, fecha o punho e grita: Yes! Ele, com cara de exclamação, respira e continua andando. Não dá a mínima para aquela loira normal boa de baliza.

Batismo: Braçofilia. Fetiche em ter relações sexuais com mulheres que não sabem fazer baliza. Se eu fosse machista diria que este fetiche não foi catalogado pois 100% das mulheres não sabem fazer baliza. Como não sou, não vou falar nada.

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