Para ler rápido...
Me esquece.
Eu te esqueço.
Duas frases muito comumente usadas e que na mesma intensidade nunca são seguidas por quem as diz. São simplesmente esquecidas.
Como se faz pra esquecer um grande amor? Qual é a fórmula mágica pra fazer aquela paixão ir embora?
É fácil não pensar quando estamos trabalhando às 14h23 numa plena quarta-feira ensolarada, mas é praticamente impossível não voltar dias, meses, anos em frações de segundos quando vemos objetos, cheiros, sons tão marcantes, tão inesquecíveis de nossa estrada-vida.
É uma agulhinha fina e quente que cutuca na mente, que fere o cérebro e acorda o coração de um sono profundo. Em todo instante de todo o segundo.
Meu primeiro amor, professora.
Se passo por sala de aula, jaula, me prende, me ofende, me abre a fissura e me faz relembrar. Alma de menino que quer aprender, que aprende e quer esquecer. Que tenta esquecer a lição vista, revista e revista.
Meu segundo amor, trapezista.
Elevador, eu não entro mais, se vejo altura, edifício faz que eu desisto. Nem insisto.
O medo não é de cair. É subir. Subir nas alturas e ter amarguras, como antes. Devaneios, vertigens, miragens, viagens, vista por cima a sussurrar. Miragens de um céu que aglutina e mesmo se é sina, não quero lembrar.
Terceiro amor, recepcionista.
Não posso mais ver papel, telefone, sala de espera. Isso sempre me pega e me degenera. Desespera. No plim da campainha, no clec do grampeador. É ela que vem e volta e em fração de segundos me tira a revolta e deixa a dor.
Quarta paixão, empregada.
Se vejo faxina, me alucina. Pano, cera, encera, enseba, o sebo, percebo que ainda assim, tão longe de mim esfrega meu ser tão sem fim. E se olho um vidro, por qualquer besteira, não muito limpo, na hora eu sinto dentro de mim a sujeira que quanto mais se esfrega mais se enxerga a paixão que um dia senti.
Meu próximo amor, ninguém sabe.
Poetiza, cantora, escritora, atriz, meliante, amante, mestre ou aprendiz.
Quem será? Quem saberá? Que seja qualquer coisa, mas que seja mágica sim! Pra vir com feitiço e dar um chá de sumiço na dor que tem dentro de mim.
E que acenda ainda horrores, as boas lembranças de meus antigos amores, que suma a tragédia e assuma a comédia que a vida tem feito de mim.
Eu te esqueço.
Duas frases muito comumente usadas e que na mesma intensidade nunca são seguidas por quem as diz. São simplesmente esquecidas.
Como se faz pra esquecer um grande amor? Qual é a fórmula mágica pra fazer aquela paixão ir embora?
É fácil não pensar quando estamos trabalhando às 14h23 numa plena quarta-feira ensolarada, mas é praticamente impossível não voltar dias, meses, anos em frações de segundos quando vemos objetos, cheiros, sons tão marcantes, tão inesquecíveis de nossa estrada-vida.
É uma agulhinha fina e quente que cutuca na mente, que fere o cérebro e acorda o coração de um sono profundo. Em todo instante de todo o segundo.
Meu primeiro amor, professora.
Se passo por sala de aula, jaula, me prende, me ofende, me abre a fissura e me faz relembrar. Alma de menino que quer aprender, que aprende e quer esquecer. Que tenta esquecer a lição vista, revista e revista.
Meu segundo amor, trapezista.
Elevador, eu não entro mais, se vejo altura, edifício faz que eu desisto. Nem insisto.
O medo não é de cair. É subir. Subir nas alturas e ter amarguras, como antes. Devaneios, vertigens, miragens, viagens, vista por cima a sussurrar. Miragens de um céu que aglutina e mesmo se é sina, não quero lembrar.
Terceiro amor, recepcionista.
Não posso mais ver papel, telefone, sala de espera. Isso sempre me pega e me degenera. Desespera. No plim da campainha, no clec do grampeador. É ela que vem e volta e em fração de segundos me tira a revolta e deixa a dor.
Quarta paixão, empregada.
Se vejo faxina, me alucina. Pano, cera, encera, enseba, o sebo, percebo que ainda assim, tão longe de mim esfrega meu ser tão sem fim. E se olho um vidro, por qualquer besteira, não muito limpo, na hora eu sinto dentro de mim a sujeira que quanto mais se esfrega mais se enxerga a paixão que um dia senti.
Meu próximo amor, ninguém sabe.
Poetiza, cantora, escritora, atriz, meliante, amante, mestre ou aprendiz.
Quem será? Quem saberá? Que seja qualquer coisa, mas que seja mágica sim! Pra vir com feitiço e dar um chá de sumiço na dor que tem dentro de mim.
E que acenda ainda horrores, as boas lembranças de meus antigos amores, que suma a tragédia e assuma a comédia que a vida tem feito de mim.
7 comentários:
Contanto que não seja eu, tá valendo!
O texto tá duka, hein cumpadi.
Muito estranho,
Eu entro quando tu posta,
Ou tu posta quando eu entro?
Telepatia
De São Paulo a Porto Alegre.
Muito estranho,
Mas normal.
De Porto Alegre a São Paulo... coincidências? telepatias?
Quem saberá?
Quem é vc, Luciana?
Abraços do mágico poeteiro.
Uma mera leitora.
Se quiser, posso te add no orkut.
Bah, tu é o único Baltresca do mundo! hehehe
Não sabia que meu blog tinha leitores desconhecidos...
Que bom.
Claro que quero. Pode me adicionar.
O único Baltresca do planeta.
O melhor até agora...
Simples e perfeita. Amei essa poesia. Diz tudo que alguma vez na vida todo mundo já desejou dizer e não conseguiu...Coisas que ficam guardadas à sete chaves numa Caixa Preta, até que alguem um dia a abra, num gesto,num olhar, numa palavra, por meio de uma poesia..
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