sexta-feira, 26 de maio de 2006

Às vezes, não.

Conforme sugerido...

Por Rafael Baltresca - (26/05/2006)
00:08 - BSB - Asa Norte SLN 214N - Brasília - DF

Eu,
Ela.

Ela,
Eu.

Eu adoro Rock´n´Roll,
Ela é fã do Elvis, Led Zeppelin e Rolling Stones.

Ela adora a culinária mineira,
Eu sempre viajo para Belo Horizonte.

Eu nunca fui patriota,
Ela pensa em morar na Irlanda.

Ela adora matemática,
Eu sou formado em engenharia.

Eu toco bateria e adoro pianistas,
Ela toca piano e adora bateristas.

Ela tem cifose e indícios de escoliose,
Eu tenho escoliose e indícios de cifose.

Eu sou sagitário com ascendente em escorpião,
Ela é escorpião com ascendente em sagitário.

Ela é morena e é doida por cabeludos,
Eu sou cabeludo e sou doido por morenas.

Eu quero me casar e ter uma filhinha chamada Julie,
Ela quer se casar e ter uma filhinha chamada Julie.

Ela é do meu tamanho,
Eu sou do tamanho dela.

Eu sou apaixonado pela prima da vizinha dela,
Ela também..

Às vezes uma única convergência diverge todas as divergências.
Às vezes, o contrário,

Às vezes não.

7 comentários:

Anônimo disse...

Esse texto está sensacional.
Obrigado pela lembrança.

Jorge.

Anônimo disse...

A mágica acaba quando a realidade se faz presente. Nem sempre quando coelho sai da cartola, descobrimos que, nunca há mágica onde não há ilusão. Pobre não é o expectador que se ilude, pobre é o ilusionista que acredita nas suas próprias mágicas, mesmo quando não há mais público para aplaudi-las.

Anônimo disse...

Era o sim e a negação
Saindo ao mesmo tempo
Era plena satisfação
E o descontentamento
Era explosão de sentimentos
Era tudo de uma vez
Mas ela falava árabe
Ele, o mandarim chinês
Ela era de esquerda
Ele conservador
Ela era agnóstica
Ele crente no Senhor
Ela era a indagação
Ele a resposta tardia
Ela adorava a noite
Ele amava a luz do dia
Ele era pragmático
E gostava de magia
Ela era sentimental
Mas não admitia
Ela adorava ler
Ele escrevia
Ele, ela
Ela, ele
Ele, ela

Que importam as diferenças
E toda essa desigualdade?
Quando acontece a paixão
Mesmo que a razão diga não
Tudo parece banalidade...
Elefante casa com formiguinha
Baleia com a pulguinha
E descobrem a verdade:
Só os olhos do coração
Guiam até a felicidade...

Anônimo disse...

É.

Às vezes uma única divergência converge todas as divergências.
Às vezes, o contrário,

Às vezes não.

Anônimo disse...

Perante a sugestão: Compreensão direta, pertinente, precisa, espontânea e oportuna não obstante à sua capacidade de rapidez, aplicação, adequação e adaptação para a unidade dos opostos.
Às vezes, algumas palavras não nos tocam, não nos atingem e isso não significa necessariamente que o autor não conseguiu seu objetivo mas sim, que quem as leu, não tem nada em comum com o autor tornando-se portanto inútil maiores discussões. Um super beijo pra ti

Anônimo disse...

Que pessoa romantica vc é!
Gostei muito!
Parabens!
BJS!

Anônimo disse...

hahahahaha...eu sei o final original, vc não sabem...