Por Rafael Baltresca,
a 07/06/2006 às 08h34 e a 09/06/2006 às 17h59.
Cama vazia,
lençóis estendidos, amassos que ex-tendia,
abraços perdidos (sofridos), não entendidos,
a pele fria.
Calor irradia, pra fora.
Sonhos tremidos, temidos um dia.
Gemidos ouvidos, ruídos agora,
sem voz, sem cheiro, agonia.
Silêncios ao meio-dia.
A água,
fria,
judia.
Ou alegria?
Cama vazia,
2 copos sujos na pia.
Lençóis espalhados na sala,
a janela vê o que o teto não fala.
Chuveiro mal fechado,
o chão espalha o molhado.
Toalha ensopada, jogada na cama,
a pele na pele, apela, inflama. (Repele o drama)
O vinho tinto tinge o suor,
quanto mais tenso,
mais denso,
melhor.
Ruídos de madrugada,
Deitada na cama se espalha, pelada.
E a água fria,
judia.
Pra uns, agonia é a vida vadia;
Pra uns, é fantasia a melodia do dia.
E pra mim,
poesia.
Um comentário:
Amei esse drama da cama vazia.
Cada dia melhor hein Rafael?
Beijinhos
Elis
Postar um comentário