As mulheres casadas me perseguiam. Não, não era nada muito descarado. O que acontece é que já fazia mais de 10 anos que eu vivia me enroscando com mulher casada. Ah, não me pergunte o porquê. Motivos tinham de monte.
Umas estavam a ponto de se separar, outras não agüentavam o tédio que, uma hora ou outra, o matrimônio acabava provocando. Bom, eu nunca fui casado para falar com extrema propriedade, mas é o que todas elas me contavam em nossas tardes de amor.
Chegou um dia que eu cansei dessa vida bandida. Cansei de ficar sozinho nos finais de ano e quase nunca poder passar sequer um dia dos namorados juntos. Quase, porque uma vez acabei conhecendo uma mulher casada dentro de uma floricultura, bem no dia dos namorados. Foram só umas olhadas durante dez ou quinze minutos, mas foi o início de três anos de relação. Acho que posso contar que passei o Dia dos Namorados com ela, não?
O ponto é que há três anos cansei dessa vida e simplesmente fugia das que já haviam experimentado o matrimônio. Não que não me interessava mais. Na verdade esta dieta sexual me fez querer cada vez mais repetir o flerte, mas minha força de vontade era maior. Se eu ficasse sabendo que ela tinha esposo, noivo ou namorado, eu nem chegava junto para evitar a tentação.
Foi numa segunda quente, pela manhã, que avistei a Lia. Loira, alta, corpo escultural. Para ajudar mais, era inteligente. Estava eu na minha primeira aula da faculdade de Direito quando ela entrou pela porta lateral da sala. Não conseguiria lembrar o que foi explicado na classe. Fiquei exatos cinqüenta minutos hipnotizado por ela. No intervalo da primeira aula, coincidentemente, ela estava sedenta por café, como eu.
Eu havia readquirido este hábito pouco tempo atrás. Mas agora só tomava com leite:
- “Oi, sabe onde vende café?”
- “Acho que ali na cantina. Também estou atrás de um.”
- “Desculpe-me, nem me apresentei. Meu nome é Lia.”
- “Roberto.”
Trocamos cartões e, mal havíamos tomado nosso café, o sinal tocou. Nos despedimos com um sorriso e voltamos para a sala. Minha mente já estava girando em torno daquela beleza loira, quando o segundo professor chegou:
- “Bom dia, turma. Meu nome é Adílson e vocês me verão o ano todo falando de Direito do Trabalho. Modéstia à parte, esta será a aula mais divertida que vocês terão nos seus cinco anos de direito. Vamos começar fazendo uma dinâmica?”
Dinâmica numa aula de Direito? Bom, pensei, vamos ver no que vai dar.
- “Quem tem namorado ou namorada levante a mão”, disse o professor.
Gelei. Havia me esquecido deste detalhe. Fechei um olho só e, bem lentamente, virei para a minha nova gata, morrendo de medo de vê-la com a mão para cima.
Uhhhh. Ela ainda estava lá, de bracinhos abaixados. Por alguns segundos cheguei a pensar que Deus havia ouvido minhas preces e tinha me enviado uma mulher disponível.
- “Agora”, continuou, “levante o braço quem é casado”.
Ela foi a primeira a levantar o braço. Puta que o pariu, pensei. Parece que é uma sina, destino, sei lá. É só encontrar a mulher da minha vida e ela aparece enganchada com alguém. Mas minha força de vontade continuava firme e forte e não era uma loirinha gostosa que me faria trair minhas convicções. Peguei seu cartão, que ainda estava no bolso da camisa e, sem dó, rasguei-o em quatro partes. Amassei tudo e joguei fora.
Assim eu estaria livre dela e orgulhoso de mim mesmo. Forte, decidido, e novamente senhor de minhas emoções. Estava quase provando a mim mesmo que a razão poderia vencer a emoção, quando cheguei em casa. Liguei o computador e encontrei, em primeiro lugar, lá em cima, na caixa de entrada, um e-mail dela me convidando para sair.
Com uma dor tremenda no coração cliquei no e-mail e apaguei.
Ainda bem que passaria mais cinco anos estudando com ela e não me faltaria oportunidades para curtir minhas recaídas em seus braços...
Umas estavam a ponto de se separar, outras não agüentavam o tédio que, uma hora ou outra, o matrimônio acabava provocando. Bom, eu nunca fui casado para falar com extrema propriedade, mas é o que todas elas me contavam em nossas tardes de amor.
Chegou um dia que eu cansei dessa vida bandida. Cansei de ficar sozinho nos finais de ano e quase nunca poder passar sequer um dia dos namorados juntos. Quase, porque uma vez acabei conhecendo uma mulher casada dentro de uma floricultura, bem no dia dos namorados. Foram só umas olhadas durante dez ou quinze minutos, mas foi o início de três anos de relação. Acho que posso contar que passei o Dia dos Namorados com ela, não?
O ponto é que há três anos cansei dessa vida e simplesmente fugia das que já haviam experimentado o matrimônio. Não que não me interessava mais. Na verdade esta dieta sexual me fez querer cada vez mais repetir o flerte, mas minha força de vontade era maior. Se eu ficasse sabendo que ela tinha esposo, noivo ou namorado, eu nem chegava junto para evitar a tentação.
Foi numa segunda quente, pela manhã, que avistei a Lia. Loira, alta, corpo escultural. Para ajudar mais, era inteligente. Estava eu na minha primeira aula da faculdade de Direito quando ela entrou pela porta lateral da sala. Não conseguiria lembrar o que foi explicado na classe. Fiquei exatos cinqüenta minutos hipnotizado por ela. No intervalo da primeira aula, coincidentemente, ela estava sedenta por café, como eu.
Eu havia readquirido este hábito pouco tempo atrás. Mas agora só tomava com leite:
- “Oi, sabe onde vende café?”
- “Acho que ali na cantina. Também estou atrás de um.”
- “Desculpe-me, nem me apresentei. Meu nome é Lia.”
- “Roberto.”
Trocamos cartões e, mal havíamos tomado nosso café, o sinal tocou. Nos despedimos com um sorriso e voltamos para a sala. Minha mente já estava girando em torno daquela beleza loira, quando o segundo professor chegou:
- “Bom dia, turma. Meu nome é Adílson e vocês me verão o ano todo falando de Direito do Trabalho. Modéstia à parte, esta será a aula mais divertida que vocês terão nos seus cinco anos de direito. Vamos começar fazendo uma dinâmica?”
Dinâmica numa aula de Direito? Bom, pensei, vamos ver no que vai dar.
- “Quem tem namorado ou namorada levante a mão”, disse o professor.
Gelei. Havia me esquecido deste detalhe. Fechei um olho só e, bem lentamente, virei para a minha nova gata, morrendo de medo de vê-la com a mão para cima.
Uhhhh. Ela ainda estava lá, de bracinhos abaixados. Por alguns segundos cheguei a pensar que Deus havia ouvido minhas preces e tinha me enviado uma mulher disponível.
- “Agora”, continuou, “levante o braço quem é casado”.
Ela foi a primeira a levantar o braço. Puta que o pariu, pensei. Parece que é uma sina, destino, sei lá. É só encontrar a mulher da minha vida e ela aparece enganchada com alguém. Mas minha força de vontade continuava firme e forte e não era uma loirinha gostosa que me faria trair minhas convicções. Peguei seu cartão, que ainda estava no bolso da camisa e, sem dó, rasguei-o em quatro partes. Amassei tudo e joguei fora.
Assim eu estaria livre dela e orgulhoso de mim mesmo. Forte, decidido, e novamente senhor de minhas emoções. Estava quase provando a mim mesmo que a razão poderia vencer a emoção, quando cheguei em casa. Liguei o computador e encontrei, em primeiro lugar, lá em cima, na caixa de entrada, um e-mail dela me convidando para sair.
Com uma dor tremenda no coração cliquei no e-mail e apaguei.
Ainda bem que passaria mais cinco anos estudando com ela e não me faltaria oportunidades para curtir minhas recaídas em seus braços...
Um comentário:
Tem mulher que é imã, não tem por onde. Um amigo meu era louco, insano, pelas canhotas. Era só pegar a xícara de café com a mão esquerda que ele se apaixonava. Incre-í-vel.
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