Imagine uma montanha russa plana. Apenas imagine...
Trezentos metros de madeiras enfileiradas, suportadas por hastes rígidas com tudo que se tem direito: O barulho enferrujado do vagão, o tremor do carrinho pelas rodas de ferro, o ventinho no rosto, o cheiro do lago ao lado, a fila, o sol batendo de frente, o pipoqueiro atrás e tudo que uma montanha russa pode ter,
mas totalmente plana. E sem gritos.
Você entra e não olha para sua mãe, calma, que está na fila, porque não tem medo.
Você senta e não se segura no apoio e nem coloca o cinto de segurança porque simplesmente é opcional.
O operador dá o sinal, o trem começa a correr, correr, atinge a velocidade máxima e não se ouve nenhum grito, nenhum sinal de emoção, nenhum sinal de vida, simplesmente nada acontece.
A brincadeira termina. Todo mundo sai e vai pro tobogã,
também plano.
Experimente comer uma barra de chocolate depois de um delicioso pudim de leite com calda de caramelo.
Experimente.
Não tem graça, não tem gosto!
É como andar numa montanha russa sem curvas sem chuvas, é como brincar num tobogã plano num dia sem sol – é inodoro, insípido e incolor, como já dizia sua professorinha sem sal da 2ª série.
Um dia numa aula de cálculo com o professor Agnaldo Prandini Ricieri, foi anunciado: “Crasse, na próxima aula vou ensinar uma fórmula para acabar com a morte!”
Fui pra casa pensando na idiotice que viria e, da mesma forma, me indagava se poderia existir tal fórmula, tão grande era o respeito que tinha por aquele mestre.
Voltei curiosíssimo na aula seguinte e descobri que ele não estava brincando. Ele realmente tinha a fórmula da não-morte.
Ricieri: “Crasse, é fácil. Pra que não tenha mais mortes, temos que simplesmente dizimar a população – matar todo mundo; desta forma não vai ter mais vidas e conseqüentemente não haverá mais mortes.”
Ridículo?
Absurdo?
Fato?
Ele estava corretíssimo.
Só existe morte quando há vida.
Só existe luz quando há escuridão.
Só existe amor quando há o ódio.
Só existe felicidade quando há a tristeza.
O contrário é fundamental na vida, o oposto aguça os extremos e nos permite ver as diferenças.
Eu desejo que você seja muito infeliz.
Desejo que você caia em depressão e ouça bastante Fagner e Fábio Jr.
Desejo que seu coração seja dilacerado na estrofe “as metades da laranja, dois amantes dois irmãos”.
Desejo que tenha muitos namorados que te humilhem e te faça sofrer de verdade.
É o que desejo...
Para que quando vier o amor, a felicidade, a alegria, que venha de verdade – com toda a força -, transborde e atinja seu ponto máximo, seu pico, seu cume, e para que o extremo seja degustado com muito, muito mais sabor e dê uma razão pro que chamamos de vida.
Se for andar de montanha russa, que seja a mais sinuosa possível, que o tobogã seja bem alto e proporcione quedas bruscas e que machuquem; que machuquem muito, só pra depois sarar.
Se for comer suflair, coma depois de um bom churrascão salgado– com muita pimenta – para arder as goelas e rasgar forte na garganta, só pra depois parar de doer.
E que o Zezé di Camargo continue fazendo o que faz de melhor: produzir muitas e muitas músicas ruins. Só pra gente ouvir um Pink Floyd ou Elvis Presley depois...
“How I wish, how I wish you were here...”
E que ela tenha muito chulé e frieira no pé...
E que eu tenha talco.
Trezentos metros de madeiras enfileiradas, suportadas por hastes rígidas com tudo que se tem direito: O barulho enferrujado do vagão, o tremor do carrinho pelas rodas de ferro, o ventinho no rosto, o cheiro do lago ao lado, a fila, o sol batendo de frente, o pipoqueiro atrás e tudo que uma montanha russa pode ter,
mas totalmente plana. E sem gritos.
Você entra e não olha para sua mãe, calma, que está na fila, porque não tem medo.
Você senta e não se segura no apoio e nem coloca o cinto de segurança porque simplesmente é opcional.
O operador dá o sinal, o trem começa a correr, correr, atinge a velocidade máxima e não se ouve nenhum grito, nenhum sinal de emoção, nenhum sinal de vida, simplesmente nada acontece.
A brincadeira termina. Todo mundo sai e vai pro tobogã,
também plano.
Experimente comer uma barra de chocolate depois de um delicioso pudim de leite com calda de caramelo.
Experimente.
Não tem graça, não tem gosto!
É como andar numa montanha russa sem curvas sem chuvas, é como brincar num tobogã plano num dia sem sol – é inodoro, insípido e incolor, como já dizia sua professorinha sem sal da 2ª série.
Um dia numa aula de cálculo com o professor Agnaldo Prandini Ricieri, foi anunciado: “Crasse, na próxima aula vou ensinar uma fórmula para acabar com a morte!”
Fui pra casa pensando na idiotice que viria e, da mesma forma, me indagava se poderia existir tal fórmula, tão grande era o respeito que tinha por aquele mestre.
Voltei curiosíssimo na aula seguinte e descobri que ele não estava brincando. Ele realmente tinha a fórmula da não-morte.
Ricieri: “Crasse, é fácil. Pra que não tenha mais mortes, temos que simplesmente dizimar a população – matar todo mundo; desta forma não vai ter mais vidas e conseqüentemente não haverá mais mortes.”
Ridículo?
Absurdo?
Fato?
Ele estava corretíssimo.
Só existe morte quando há vida.
Só existe luz quando há escuridão.
Só existe amor quando há o ódio.
Só existe felicidade quando há a tristeza.
O contrário é fundamental na vida, o oposto aguça os extremos e nos permite ver as diferenças.
Eu desejo que você seja muito infeliz.
Desejo que você caia em depressão e ouça bastante Fagner e Fábio Jr.
Desejo que seu coração seja dilacerado na estrofe “as metades da laranja, dois amantes dois irmãos”.
Desejo que tenha muitos namorados que te humilhem e te faça sofrer de verdade.
É o que desejo...
Para que quando vier o amor, a felicidade, a alegria, que venha de verdade – com toda a força -, transborde e atinja seu ponto máximo, seu pico, seu cume, e para que o extremo seja degustado com muito, muito mais sabor e dê uma razão pro que chamamos de vida.
Se for andar de montanha russa, que seja a mais sinuosa possível, que o tobogã seja bem alto e proporcione quedas bruscas e que machuquem; que machuquem muito, só pra depois sarar.
Se for comer suflair, coma depois de um bom churrascão salgado– com muita pimenta – para arder as goelas e rasgar forte na garganta, só pra depois parar de doer.
E que o Zezé di Camargo continue fazendo o que faz de melhor: produzir muitas e muitas músicas ruins. Só pra gente ouvir um Pink Floyd ou Elvis Presley depois...
“How I wish, how I wish you were here...”
E que ela tenha muito chulé e frieira no pé...
E que eu tenha talco.
3 comentários:
fodastico. triste. triste? vc sabe o que eu acho. Beijundocas
Muito interessante a sua teoria.. rss...
Gostei.
Alias, já tive aula com o Ricieri, ele é fantástico!
E muita infelicidade pra vc tb!
Feiosinhoooo da minha vidaaaa!!!
Foi aqui que eu tentei postar há um tempão atrás e não conseguiiii!!!
SIMPLESMENTE O MÁXIMO!!!
Bjãozãooo enorme pra vc!!!
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