segunda-feira, 24 de julho de 2006

Provocação

Parte 1: Por Rafael Baltresca

Tam, tam, tanam.
Tam, tanam, tanam, tanaaaam.

O céu estava limpo naquela manhã chuvosa.
Muitas lágrimas se ouviam no dia em que a morte chegou.

Fúnebremente, a cor-de-carvão-molhado trajava os espectadores ainda limpinhos.
Deles, os passos lentos empurravam o pó pra frente e pra cima.

Abre-se espaço no mar de gente.
A grande caixa vem, aberta, e umidecida pela falta de sorriso dos espectadores.

Parte 2: Por Ana M. Costa

(Aguardando postagem)

Um comentário:

Anônimo disse...

Da sorte desapiedada, concedido não será
No mar de gente há lágrimas e prantos a derramar.
Se amou as artes, tem no povo a posteridade
Tem apurado o nome e a glória e também ganhou as páginas da história.