domingo, 27 de abril de 2008

Inércia

Toda vez que te vejo, fico assim. Imóvel.
Quando sinto seu cheiro, me torno uma estátua. Paralisado.
Sempre que penso em você, minha respiração trava. Não me mexo e nem quero me mexer.

E quando você vai embora, meu coração pára, minha respiração dispara.
Se não olha mais pra mim, fico perdido. Sem saber o que fazer, ou onde ir.
O mundo pode até tentar girar, mas continuo parado.


Meu mundo é você quem faz.
Meus passos é você quem trilha.
Meu formato é você quem molda.

E essa inércia dos infernos é o que realmente me alucina.

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