Ela era apaixonada por ele há muito tempo. Ele gostava bastante dela, mas não do jeito doente dela.
No último encontro, entre beijos e amassos, sem dó, ele lascou um tapa no lado esquerdo do rosto dela. Antes que ela pudesse reclamar, ele colocou sua mão em sua nuca, puxou seu cabelo e a beijou loucamente. Ela se deliciava com uma mistura de amor e ódio da melhor qualidade.
Dez minutos depois a vontade chegou, e ele, novamente, não hesitou: lascou outro tapa na face esquerda dela.
Uma lágrima caiu, mas ele nem percebeu. Continuou beijando-a sem fôlego, sem pudor, sem se preocupar com o tempo, com nada. E continuaram assim. Para ela, hora aumentava sua paixão, hora desejava que ele nunca tivesse sequer existido.
Poucos minutos depois, suando, e desejando aquela mulher, ele levantou sua mão e já em direção ao seu rosto, ela não agüentou. Segurou a mão dele com fúria. Respirou fundo enquanto seus olhos avermelhavam. Pela primeira vez, ele teve medo daquela moça linda.
E apontando o dedo rígido para ele, ela esbravejou:
- Por favor, bate um pouco do outro lado.
Ele bateu no mesmo lado. Só para ela não ficar mal acostumada.
Sorriu e continuou com seus beijos calientes.
Um comentário:
Não me recordo agora se foi Freud ou Jung...sim foi Freud..."O sonho é a realização de um desejo". O poeta deve ter sonhado...ele deve ter sonhado...
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