Ele tinha um fetiche assustador por elevador. Algo surreal. Sem limites.
Ao menos uma vez por semana ele elegia um elevador e começava a maquinar seu plano...
Era o elevador da rua ao lado, número 10, o elevador da vez.
Pelas manhãs que passava na frente do prédio, imaginava o que poderia ser feito dentro daquele elevador. Como ele entraria sem ser notado, como ele usaria tudo que sabia, como ele sairia sem deixar rastros.
Esperou um dia não muito movimentado para especular. Fingiu um nome, um apartamento e um andar. Entrou no elevador e começou a analisar como seria. Olhou timtim por timtim. Analisou, tocou, sentiu a resistência, deu alguns pulinhos para ver se aguentava. Quase indo embora, olhou um pouquinho mais para cima, à direita. Tomou um susto quando notou uma câmera escondida entre o forro.
Seus planos tiveram que mudar. Entrar sem ser notado já era uma tarefa árdua, porém, uma câmera lá dentro tornava tudo quase impossível.
Quase, sim. Impossível, não. Seu fetiche era maior que seu medo. Na noite de sábado, na hora marcada, do jeito pensado, ele entrou. Deu seus passos planejados e em alguns segundos já estava lá dentro. Sem ao menos relaxar pelo primeiro passo conquistado, retirou um pedaço de espelho do bolso e com mais um pedaço de fita o posicionou num lugar estratégico. A imagem da câmera era de um elevador vazio. Perfeito.
Agora ele já podia relaxar. Respirou e deu inicio ao seu fetiche. Assustador. Surreal.
Retirou de sua mochila uma escova, sabão e água. Começou pelas quinas, passou pelas paredes e não foi embora até deixar o elevador limpo e cheiroso.
Como os elevadores devem ser.
Ao menos uma vez por semana ele elegia um elevador e começava a maquinar seu plano...
Era o elevador da rua ao lado, número 10, o elevador da vez.
Pelas manhãs que passava na frente do prédio, imaginava o que poderia ser feito dentro daquele elevador. Como ele entraria sem ser notado, como ele usaria tudo que sabia, como ele sairia sem deixar rastros.
Esperou um dia não muito movimentado para especular. Fingiu um nome, um apartamento e um andar. Entrou no elevador e começou a analisar como seria. Olhou timtim por timtim. Analisou, tocou, sentiu a resistência, deu alguns pulinhos para ver se aguentava. Quase indo embora, olhou um pouquinho mais para cima, à direita. Tomou um susto quando notou uma câmera escondida entre o forro.
Seus planos tiveram que mudar. Entrar sem ser notado já era uma tarefa árdua, porém, uma câmera lá dentro tornava tudo quase impossível.
Quase, sim. Impossível, não. Seu fetiche era maior que seu medo. Na noite de sábado, na hora marcada, do jeito pensado, ele entrou. Deu seus passos planejados e em alguns segundos já estava lá dentro. Sem ao menos relaxar pelo primeiro passo conquistado, retirou um pedaço de espelho do bolso e com mais um pedaço de fita o posicionou num lugar estratégico. A imagem da câmera era de um elevador vazio. Perfeito.
Agora ele já podia relaxar. Respirou e deu inicio ao seu fetiche. Assustador. Surreal.
Retirou de sua mochila uma escova, sabão e água. Começou pelas quinas, passou pelas paredes e não foi embora até deixar o elevador limpo e cheiroso.
Como os elevadores devem ser.
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