sábado, 8 de julho de 2006

Amor sincero

Era amor sincero.
Doentio, mas sincero.
Era tão frágil quanto sincero. Mas ainda assim sincero
e doentio.

Era uma carona casual.
Ela entrou e se sentou.
Ele verificou a trava e pediu que colocasse o cinto. Sinto.
Ela obedeceu.

Ele a amava e não sabia mais nada. E nem como.

10, 20, 30,
40, 50, 60,
70, 80, 90,
100 (cem) quilômetros. Por hora.

Ele verificou se seu cinto estava preso. Sim.
Ele, então, verificou se o cinto dela estava preso. Sim. E destravou. Não!

100, 110, 120,
130, 140,
0 (zero) quilômetros por hora.

Era amor sincero.

2 comentários:

Anônimo disse...

eles não faziam sexo seguro?????

Anônimo disse...

Sincero ou Patológico? Obsessivo-compulsivo. Para mim é um tipo de amor devorador que é vivido por pessoas de personalidade vulnerável, marcadas pela baixa auto-estima e pelos sentimentos de rejeição e raiva.