Vou contar a história de Fred, o homem mais desprezível do mundo.
Fred era alto, esguio, tinha cabelos loiros, curtos, olhos pequenos e negros, vestia sempre terno azul escuro e sapatos pretos.
Era manhã de sábado. Esperava, de braços cruzados, do lado de fora da sala, o início da reunião. Muita gente já estava lá dentro. Fred, que não suportava atrasos, chegara às sete da manhã para a reunião que só começaria às 8. Cada vez mais, pessoas entravam e saiam da sala, impacientes.
Algumas conversavam, outras reservavam o lugar com bolsas e pastas de papel e outras apenas jogavam papo fora enquanto o palestrante não chegava.
Fred, o homem mais desprezível do mundo, não se incomodava em esperar, porém, não se sentia muito à vontade em conversar com um estranho. Não que ele fosse anti-social, pelo contrário: Fred era conhecido por longas e duradouras amizades, papos de horas e horas, porém, normalmente de manhã, até umas 9 ou 10, ele preferia ficar mudo, quieto, pensando no nada.
Trinta minutos já haviam se passado. Fred, o homem mais desprezível do mundo, com seu olhar baixo e nada imponente, pensava e julgava seus companheiros de reunião. Via hipocrisia em tudo e em todos: O modo das pessoas se vestirem, os ternos e as bolsas caras das madames, tinham, certamente, um feitiço: Toda aquela posse fazia-os sentirem-se importantes, como se fossem intocáveis, imortais. Besteira. Naquele momento, Fred se lembrava de um amigo morto há alguns dias: Acontece com todo mundo. Com ou sem terno de marca.
Andou para um lado, para o outro, beliscou um bolo de laranja com calda de limão, tomou um café com pouco açúcar. Sentou em sua mesa, abriu seu laptop e enrolou até o início da palestra.
Fred era alto, esguio, tinha cabelos loiros, curtos, olhos pequenos e negros, vestia sempre terno azul escuro e sapatos pretos.
Era manhã de sábado. Esperava, de braços cruzados, do lado de fora da sala, o início da reunião. Muita gente já estava lá dentro. Fred, que não suportava atrasos, chegara às sete da manhã para a reunião que só começaria às 8. Cada vez mais, pessoas entravam e saiam da sala, impacientes.
Algumas conversavam, outras reservavam o lugar com bolsas e pastas de papel e outras apenas jogavam papo fora enquanto o palestrante não chegava.
Fred, o homem mais desprezível do mundo, não se incomodava em esperar, porém, não se sentia muito à vontade em conversar com um estranho. Não que ele fosse anti-social, pelo contrário: Fred era conhecido por longas e duradouras amizades, papos de horas e horas, porém, normalmente de manhã, até umas 9 ou 10, ele preferia ficar mudo, quieto, pensando no nada.
Trinta minutos já haviam se passado. Fred, o homem mais desprezível do mundo, com seu olhar baixo e nada imponente, pensava e julgava seus companheiros de reunião. Via hipocrisia em tudo e em todos: O modo das pessoas se vestirem, os ternos e as bolsas caras das madames, tinham, certamente, um feitiço: Toda aquela posse fazia-os sentirem-se importantes, como se fossem intocáveis, imortais. Besteira. Naquele momento, Fred se lembrava de um amigo morto há alguns dias: Acontece com todo mundo. Com ou sem terno de marca.
Andou para um lado, para o outro, beliscou um bolo de laranja com calda de limão, tomou um café com pouco açúcar. Sentou em sua mesa, abriu seu laptop e enrolou até o início da palestra.
E assim passou o dia 28 de abril. Normal, como seria todos os seus dias seguintes e pacato como foram todos os anos que antecederam sua morte.
Os detalhes, que viviam apenas e tão somente em sua mente, o tornariam o homem mais desprezível do mundo; isto, se algum dia, ele tivesse permitido-os visitar o mundo real. Mas não visitaram.
E você? E se sua idéias ganhassem vida? O que seus pensamentos fariam de você?
Um pacato empregado, o presidente do Brasil, ou um maníaco sexual?
Não precisa responder. Sua mente já o fez.
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