quinta-feira, 1 de dezembro de 2005

Inspiração pra viver

Preciso de inspirações para escrever.
Hoje o dia foi muito normal. Bom, nem tanto... Peguei quase 3 horas de congestionamento, fui multado por parar em local proibido [ sendo que não era proibido ] - Sinalizar pra quê? Resumindo, dia chato. Normal. Igual.
Sem inspirações pra escrever.

Até às 18h47. Agora acabou-se a normalidade. Igual, era só o passado. Que já se foi.
Aí sim. Inspirações. Elas vieram. Em peso. De monte. De frente. Encarando e destroindo. Como num strike. Um boliche de sentimentos derrubando o normal, o chato, o casual, o mesmo.


(inspirações do dia 30/11/2005)
The bodies may be apart. The souls, always together

Sorriso do outro lado da rua. Olhar tímido.
Abraços. Confidências.
Espera... O teatro não começa.
O tempo passa rapidamente. Gotas caem. Chuva.
Meio teatro. Briga. O mágico apanha (?).
Fim. Voltou como era antes.
Beijos pluviais. (*)
O alarme toca. Tinha que tocar.
Inspiração pra escrever? Não. Para viver.
Mãos dadas. Cúmplices. Corra, corra.
Vamos nos perder um pouco. Faria Lima, chuva, sensações - confidências - Medo de fechar os olhos... Medo do escuro. Sozinha.
Escolhe. Qualquer um? Não. Escolha.
Histórias... Atos teatrais... O não pode. (amigos) (dores de estômago fabricadas)
Lanches. Italian? Barbecue? Come com a mão. Mais íntimos. Menos sérios. Menos dois. Mais um.
Farofino. Sorvete. Farofa. Porque a farofa fica embaixo? A farofa entra em todos os cantos. Descobre o íntimo do copo.
Quem acha bonitas as luzes do túnel que passa por baixo da marginal? Eu acho.
Confidências. Sem MSN agora. Real. Olho no olho (ou quase) - Você penetra minha alma e consome meu espírito. Me vejo em seus olhos. Te vejo em meus.
Corações batem, batem, querem sair do corpo. Pela garganta, pela boca, pelos beijos.
Meia noite. Expulsos (ou quase)
Passeio pelo mundo... Uma viajem tão longa nunca foi tão rápida. More mais longe... [eu te levo] - more mais perto [você me traz].- bem perto -
Adeus. [não... simplesmente um até mais] - Pule a janela. Não faça barulho.
Volta. Eu te ligo. Ligo. Boa noite.... Dorme. Dorme no escuro. Nunca mais terás medo. Nunca mais dormirás só.

The bodies may be apart. The souls, always together
* Os beijos pluviais deveriam extinguir o melado, mas invertendo a lógica natural das coisas [que ultimamente está sendo violentamente invertida] a água lavava, e quanto mais molhava, mais se tornava doce o amor que transbordava pelos lábios apaixonados de duas almas gêmeas recém encontradas.

Um comentário:

Anônimo disse...

Dessa vez, não há comentários a serem tecidos... Um texto assim tão visceral, sentimentos aflorados, a alegria da descoberta, não devem ser maculados pelo meu racionalismo atroz... Limito-me a sorrir e desejar que esse encontro seja uma das páginas mais ricas no livro do Destino.

Felicidades,

Wagner Spolaor - hoje sou o mero professor Wagner e não o personagem Rasputin.