Cinqüenta acionistas aguardavam sua chegada. Não, hoje não teriam mais uma reunião de metas, mas sim, uma palestra do presidente sobre o futuro da companhia e, conseqüentemente, o futuro profissional - e talvez, pessoal - dos empresários que apostavam neste empreendimento.
Paulo tomou uma ducha quente, andou em passos lentos até a varanda e voltou para sua mesa. Preparou os quinze slides, todos recheados de fórmulas, números e gráficos. Projetou as metas anuais, recalculou o market share, growth, year over year, penetração, evolução, variações e todos os índices que o ajudariam a tomar a grande decisão.
Os acionistas mostravam-se inquietos. Dois não paravam sentados. Andavam pela gigantesca sala azul e cinza enquanto bagunçavam seus cabelos com as mãos. Os outros, sentados, tentavam controlar a respiração, e mesmo assim, sem fôlego, fumavam freneticamente. O provável ataque cardíaco era assunto que vinha e voltava à suas mentes a todo instante.
Ele, por sua vez, aparentava-se calmo, mas apenas aparentava. Posso até dizer que sua angustia excedia a soma de todos os outros.
Um mero detalhe o fazia ainda ter dúvida. Um mero detalhe que podia acabar com um império de trinta e cinco anos.
Levantou de sua mesa, fechou seus arquivos, escovou seus dentes e foi. Buzinas viraram concerto em seus ouvidos. Estava praticamente cego aos faróis e mais de dois flashes de velocidade não o fizeram diminuir sua ansiedade. Queria chegar logo. Sim, não, sim, não dançavam em sua mente. Por que o presidente tem que ser eu? Pensou.
Há três minutos da empresa, um barulho seguido por uma vibração avisa que chegou uma mensagem em seu celular. Abre o telefone e lê: "Te Amo"
Reduziu a marcha, deu seta e pegou o primeiro retorno.
Paulo tomou uma ducha quente, andou em passos lentos até a varanda e voltou para sua mesa. Preparou os quinze slides, todos recheados de fórmulas, números e gráficos. Projetou as metas anuais, recalculou o market share, growth, year over year, penetração, evolução, variações e todos os índices que o ajudariam a tomar a grande decisão.
Os acionistas mostravam-se inquietos. Dois não paravam sentados. Andavam pela gigantesca sala azul e cinza enquanto bagunçavam seus cabelos com as mãos. Os outros, sentados, tentavam controlar a respiração, e mesmo assim, sem fôlego, fumavam freneticamente. O provável ataque cardíaco era assunto que vinha e voltava à suas mentes a todo instante.
Ele, por sua vez, aparentava-se calmo, mas apenas aparentava. Posso até dizer que sua angustia excedia a soma de todos os outros.
Um mero detalhe o fazia ainda ter dúvida. Um mero detalhe que podia acabar com um império de trinta e cinco anos.
Levantou de sua mesa, fechou seus arquivos, escovou seus dentes e foi. Buzinas viraram concerto em seus ouvidos. Estava praticamente cego aos faróis e mais de dois flashes de velocidade não o fizeram diminuir sua ansiedade. Queria chegar logo. Sim, não, sim, não dançavam em sua mente. Por que o presidente tem que ser eu? Pensou.
Há três minutos da empresa, um barulho seguido por uma vibração avisa que chegou uma mensagem em seu celular. Abre o telefone e lê: "Te Amo"
Reduziu a marcha, deu seta e pegou o primeiro retorno.
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