- Oi.
- Oi.
- Tudo bem?
- Ahã.
- Quente, né?
- É.
- Vem sempre aqui?
- Venho.
- Hmmm.
- Hmm.
- O que você faz?
- Estudo. E você?
- Sou engenheiro.
- Engenheiro? Jura? Engenheiro mesmo? De fazer várias contas?
- Ahã?
- Nossa... que show! Faz uma conta pra mim, faz?
- hmm.
- Ahh faz vai. Por favor! Uma só. Eu adoro engenheiros, sabe... quando eu era criança minha mãe sempre me chamava para ver quando tinha um engenheiro no escritório trabalhando.
- Bom, olha só. Vou resolver um sistema linear de 5 variáveis.
- Wooowww que demais! Faz de novo, vai.
- Não, agora vou fazer uma integral tripla definida de zero à pi.
- Nossa, nunca tinha visto antes. Adorei.
- Oi Lê.
- Ju, você não vai acreditar. Ele é engenheiro!
- Jura? Mesmo? Daqueles de escritório? Nossa... resolve uma equação geométrica pra mim?
- Não, vou fazer algo mais legal. Dá uma olhada: Equação diferencial com derivadas parciais.
- Meeeeeeeeeuuu. Impressionante. Vou ligar pra Fê.
- Fê, você não vai acreditar. Tem um engenheiro aqui com a gente.
- Mesmo?
- Mesmo!
- Já vou praí.
- Ô engenheiro, você sabe integrar equações transcendentes indefinidas?
- Sei sim.
- Ô engenheiro, você conhece aquele engenheiro.. como ele se chama mesmo? aquele do escritório da Paulista.
- Conheço sim. É meu amigo.
- Que fantástico! Ser engenheiro é só hobbie ou você trabalha também?
- Eu também trabalho. rs.
- Além disso, o que você faz?
- Sou mágico.
- Ah, mágico?
- Hmm, tá bom.
- Tenho que ir.
- Tchau.
- Tchau.
- Tchau.
E deixaram o mágico lá.
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